segunda-feira, 29 de junho de 2009

Quem viver verá


Durante esses cinquoenta anos de existência aprendi de quase tudo um pouco. A vida me fez assim, porque assim tive que me virar. E com tudo isso aprendi a avaliar meu país, o que de bom e o que de ruim aconteceu durante os longos anos de aprendizado. Vejo que na cultura houve uma grande resistência aos tempos de repressão e censura e uma grande evolução com o processo de abertura forçada pelos movimentos populares e sindicais. Na música e na literatura expressam muito isso, mas está gravado no peito no movimento das Diretas já, no impeatchement do Collor e na eleição do primeiro operário para Presidente, cabe aqui dizer ser o melhor entre tanto que passaram mas que não fizeram mudanças substantitivas apesar de se reivindicarem letrados. Muitas críticas que fazem ao governo me deixa perplexo pois não sabem o que é viver sob um regime de excessão muito menos a prática da democracia responsável. Não defendo coisas erradas mas não condenos as práticas transformadoras e que temos hoje sabidamente a melhor chance de ingressar numa universidade e pode levantar cedo e ter um copo de leite para beber. Não está tudo resolvido, porque não se muda o país do porte do nosso da noite para o dia. mas temos a liberdade de dizer pelo menos o que pensa sem ser punido por isso. Falamos bem de governantes estrangeiros e esquecemos de enaltercer o nosso, falta um pouco de Brasilidade ou pelo menos valorizar o que temos. O Brasil está no barco da História e quem viver verá.

Nenhum comentário:

Postar um comentário