domingo, 13 de setembro de 2009

Relacionamento


Achei esta postagem no blog constelação sitêmica. wordpress, achei interessante então colei aqui.
Ninguém se dá mal no relacionamento afetivo porque quer. Um casal não fica brigando porque gosta de brigar… pelo menos geralmente. Uma forte tendência social é colocar a culpa dos problemas da vida em… nós mesmos. Somos ensinados que nascemos vazios e inocentes, e o que ocorre na nossa vida é de responsabilidade nossa. Em parte é mesmo. Mas existe um detalhe que até agora não era visto: você sabia que herda dos seus familiares uma tendência de se identificar com emoções e situações vividas no seu passado familiar (que as vezes, você nem presenciou) e isto o induz a ter emoções, pensamentos e atitudes? Isso se chama “emaranhamento sistêmico”, e é trabalhado pela técnica da constelação familiar sistêmica.

No caso dos relacionamentos, esta identificação com emoções do passado faz com que tomemos atitudes que trazem problemas. E mais: a identificação com os emaranhamentos sistêmicos atrai pessoas com problemas semelhantes. Logo, a relação irá enfrentar turbulências, sem sombra de dúvida. Por outro lado, é bom entender que não são os problemas na relação que indicam se ela dará certo: é o quanto estamos dispostos a mudar, assumindo a nossa responsabilidade e deixando a responsabilidade do outro para ele que torna uma relação estável, forte e prazerosa. Para isso é importante se conhecer, perceber as próprias emoções, ser sincero com elas e mostrar isso ao outro. Emaranhamentos sistêmicos, para serem “desemaranhados”, necessitam, em primeiro lugar, serem vistos.

Se você tem problemas na sua relação afetiva, quer saber se você age impulsionado por emaranhamentos sistêmicos? Responda as afirmações abaixo com um “sim” ou “não”. Todas as respostas “sim” podem indicar emaranhamentos. Analise as respostas “sim”, medite a respeito, acolha estas afirmações, sem culpa ou julgamento. Quanto mais você conseguir se desapegar naturalmente dos “sim”, menos estará identificado com emaranhamentos, e mais próximo de criar relacionamentos construtivos estará. Em alguns casos, pode ser indicada a terapia da constelação familiar sistêmica e o acompanhamento de um profissional sistêmico qualificado.

Leia as afirmações abaixo, e mesmo que não tenha acontecido o fato para você, perceba qual seria a sua resposta. Responda simplesmente com um sim ou não. Todos os “sim” podem indicar emaranhamentos sistêmicos.

1 – Você ainda se lembra de um primeiro amor na sua vida com saudades

2 – Num primeiro relacionamento, a separação ocorreu de forma tumultuada, com feridas para ambos os lados

3 – Você faz mais pelo parceiro(a) do que recebe dele(a)

4 – Você sente medo intenso de ser abandonado e ficar só

5 – Você se esforça para ser como o seu parceiro(a) deseja que você seja

6 – Quando você está numa relação, tem a tendência de sufocar o outro

7 – Você exige que o outro mude seu jeito, quer reeducá-lo, para que fique melhor

8 – Você sente que não é visto pelo parceiro(a) na relação

9 – Você não consegue entender o parceiro(a) e ver como ele(a) é

10 – Você não aceita o primeiro relacionamento do parceiro(a) como tendo sido importante a ele

11 – Você vê a relação com os seus próprios pais mais importantes que o próprio relacionamento

12 –Olha para a família do parceiro e tem dificuldade em aceitá-la

13 – Se seu parceiro(a) tem filhos, você se coloca como um pai ou mãe, tirando a importância do pai ou mãe biológica. Poderia até ter raiva do pai ou mãe do filho do seu parceiro.

14 – Você tem sentimento de mágoa e rejeição dos próprios pais

15 – Você tem a tendência de refazer o casamento dos seus pais de maneira melhor

16 – Você esconde do seu parceiro(a) o fato de ter feito (mulher) ou incentivado (homem) abortos ou esconde (ou não discute) outras situações emocionalmente difíceis, como a vontade de não ter filhos, por exemplo

17 – Você vê em si padrões de relacionamento com problemas repetidos

18 – Você se vê muito parecido com o pai, mãe, avós ou até tios, na forma de agir nos relacionamentos

19 – Você acredita que o outro(a) o fará feliz

20 – Você vê um relacionamento dos seus pais de forma boa, e faz de tudo para que a sua relação seja igual à deles

21 – Você costuma ser possessivo(a) e ciumento(a) quando está apaixonado(a) e cobra fidelidade do dele(a)

22 – Se existe filhos na relação, você os vê como mais importantes do que a própria relação afetiva com o parceiro(a)

23 – Quando um relacionamento termina, você se sente como se a vida tivesse acabado e talvez até tenha pensado em morrer

Fonte:http://constelacaosistemica.wordpress.com/2009/04/13/teste-se-voce-possui-emaranhamento-sistemico-na-relacao-afetiva-esclarecendo-problemas-de-relacionamento-afetivo-e-crises-no-casamento/

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