sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A disputa por posição na internet agita o mundo virtual

Após a criação do Twitter, como mais novo site de relacionamento,os seguimentos a fins deram uma agitada legal. Primeiro foi o Yahoo criando o meme, que é uma ferramenta de relacionamento com recursos de fotos e vídeos e agora o Google cria uma versão nova do Orkut, como uma visibilidade melhor, mais organizado e com maior interatividade a única diferença que recria o método do convite para a participação de novos usuários.
O importante disto tudo é a melhoria dos serviços oferecido e quem ganha é o usuário, pois passa a ter mais opções com melhor qualidade. E com isso ganha a tecnologia virtual no que se refere a intretenimento.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Canudos - Um pouco de História


Por volta de 1870 o beato Antônio Vicente Mendes Maciel (Antônio Conselheiro) começou sua pregação no sertão nordestino. Suas idéias eram de origem sebastianista, ou seja, ele pregava o retorno do rei Dom Sebastião de Portugal, porém, em momento algum, ele pregou a restauração monárquica no Brasil nem o desfacelamento da república. Antônio Conselheiro acabou por ter vários seguidores e estes aumentaram ainda mais após a proclamação da república, vindo a se fixar no sertão baiano no chamado Arraial de Canudos. Esta comunidade religiosa acabou por se isolar das demais comunidades da região e começaram a desenvolver a cidade, com relativo sucesso comercial, levando o núcleo de Canudos a uma certa autonomia, isso começou a incomodar as cidades vizinhas e os grandes proprietários rurais que passaram a ver a cidade de Canudos como uma forte concorrente e por não estar na mão de nenhum latifundiário, e ser uma comunidade de pessoas pobres, passou a ser vista como ameaça. Assim, começaram a se multiplicar denuncias à Federação que acabaram se tornando acusações oficiais contra Antônio Conselheiro. A principal acusação feita a Antônio Conselheiro foi a de que ele era monarquista e atentava contra a República. Esta acusação ocorreu devido as suas pregações sobre o retorno de Dom Sebastião e isto foi visto como prova cabal de que ele era anti-republicano. Dessa forma, o Governo federal em 1896 (presidência de Prudente de Morais) enviou a primeira campanha militar contra Canudos. Esta campanha saiu derrotada e levou ao fortalecimento dos militares federais para uma nova campanha. Em 1897, devido a sucessivas derrotas das forças oficiais levaram o caso às principais mídias impressas em todo o país e Canudos passou a ser uma situação desmoralizadora da força nacional. Desse modo, em abril do mesmo ano, foi organizada uma quarta expedição formada por 8 mil homens contando com canhões e comandada por Artur Andrada Guimarães. Esta expedição cercou Canudos e em 5 de outubro arrasou e exterminou a população local não poupando crianças, idosos nem mulheres, levando ao fim a cidade e o conflito de Canudos.
Antônio Conselheiro acabou preso e decapitado. Um dos relatos sobre o conflito está na obra Os Sertões de Euclides da Cunha.

domingo, 18 de outubro de 2009

Guerra do Iraque x Vietnã


Em meio à tão conturbada guerra do Iraque, a comparação com o Vietnã é inevitável. A princípio pelo pretexto alegado pelos Estados Unidos para participar da guerra do Vietnã (1964-1975), que, para vários especialistas, foi quase tão infundado quanto a tal evidência alegada pelos americanos de que o Iraque tinha armas de destruição em massa.

No caso do Vietnã, tudo se iniciou em julho de 1964, quando os navios americanos USS Maddox e USS C.Turney Joy teriam sido atacados pelos comunistas do Vietnã do Norte ao patrulharem o golfo de Tonquin. Sabe-se que esse ataque não passou de uma desculpa para o governo americano intervir diretamente na região. Já que desde 1962, os Estados Unidos vinham enviando armas, dinheiro e assessores militares para a ditadura pró-capitalista do Vietnã do Sul resistir aos comunistas do norte do país.

Uma vez lá, assim como hoje no Iraque, o exército americano descobriu que seu poderio bélico não era capaz de dominar a resistência vietnamita. Beneficiados com uma rede de abrigos subterrâneos e túneis, os vietcongues contra-atacavam por meio de armadilhas e emboscadas. Além disso, a transmissão pela TV das mortes de soldados americanos e de civis vietnamitas desmoronou a popularidade da Casa Branca, que foi alvo de milhares de manifestantes, durante o governo Nixon. Eles exigiam o fim de uma guerra cujo prejuízo financeiro e de vidas se tornaria insustentável. O que não é tão diferente da atual conjuntura que os Estados Unidos vivem na guerra com o Iraque. A grande diferença até o presente momento é o saldo de mortes das duas guerras, do Vietnã foram 500 mil mortos e no Iraque 132 mil

Mundo Conteporâneo


Compreender o mundo contemporâneo do ponto de vista histórico é uma tarefa bastante complicada. Nesse período que se inicia no século XIX e vem até os dias de hoje, o historiador se depara com um fluxo de acontecimentos muito mais intenso do que em qualquer outro momento da História. De fato, tem-se a nítida impressão que a história começa a ficar mais acelerada e a função de refletir sobre os acontecimentos acaba ficando bastante complexa.

Um primeiro fator que explica essa nova configuração tem a ver com o processo de urbanização que se espalha em várias partes do mundo. A concentração de pessoas promove uma ampla cadeia de inflexões na divulgação de informações, na produção de bens de consumo e no próprio ritmo de vida de cada indivíduo. As horas e os dias começam a ser unidades de tempo cada vez mais frágeis, seja em relação ao fluxo de coisas que acontecem ou sob as expectativas do homem para com o futuro.

Além disso, podemos também contabilizar um fator de ordem biológico bastante significativo. O avanço da medicina e o aprimoramento das condições de vida estabeleceram o prolongamento da nossa expectativa de vida. Com isso, o número de pessoas presentes no planeta se avolumou e, consequentemente, o desenvolvimento de ações históricas também sofreu um visível incremento. Isso sem levar em conta o avanço dos meios de comunicação que dinamizam a circulação de tais acontecimentos.

O grande volume de fatos históricos a serem compreendidos na Idade Contemporânea acabou demonstrando um novo lugar para este campo do conhecimento. Com tantas transformações acontecendo, ficou cada vez mais nítido que a função de historiador não tem nada a ver com a elaboração de projeções para o futuro. A ciência histórica fica mais próxima de uma noção de que as formas de se ver o passado são atreladas aos valores do tempo presente.

Com isso, mesmo com a modernização na fabricação e no armazenamento de informações, o estudo dos fatos contemporâneos não se mostra cristalizados ou presos aos grandes nomes, instituições e datas. O historiador ou o simples amante de História se transforma em um intérprete da cultura que vagueia pelo passado fundando outras possibilidades de compreendê-lo e, ao mesmo tempo, no modo de olhar o seu mundo. Sendo assim, como definimos a Idade Contemporânea? Apenas o tempo irá dizer.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ilusão cerebral

Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.


35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35!
R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453
4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O!

domingo, 11 de outubro de 2009

Passa o tempo


Por que cargas dágua tudo vai embora,
Antes que a noite chega, que chega o tempo sem demora.
Por que passa o tempo e a gente só percebe bem depois da aurora.
E assim vai calando os caminhos, breve caminhos.

sábado, 10 de outubro de 2009

O último discurso


Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.

Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.

Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!

Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.

É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!

Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!