segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Canudos - Um pouco de História


Por volta de 1870 o beato Antônio Vicente Mendes Maciel (Antônio Conselheiro) começou sua pregação no sertão nordestino. Suas idéias eram de origem sebastianista, ou seja, ele pregava o retorno do rei Dom Sebastião de Portugal, porém, em momento algum, ele pregou a restauração monárquica no Brasil nem o desfacelamento da república. Antônio Conselheiro acabou por ter vários seguidores e estes aumentaram ainda mais após a proclamação da república, vindo a se fixar no sertão baiano no chamado Arraial de Canudos. Esta comunidade religiosa acabou por se isolar das demais comunidades da região e começaram a desenvolver a cidade, com relativo sucesso comercial, levando o núcleo de Canudos a uma certa autonomia, isso começou a incomodar as cidades vizinhas e os grandes proprietários rurais que passaram a ver a cidade de Canudos como uma forte concorrente e por não estar na mão de nenhum latifundiário, e ser uma comunidade de pessoas pobres, passou a ser vista como ameaça. Assim, começaram a se multiplicar denuncias à Federação que acabaram se tornando acusações oficiais contra Antônio Conselheiro. A principal acusação feita a Antônio Conselheiro foi a de que ele era monarquista e atentava contra a República. Esta acusação ocorreu devido as suas pregações sobre o retorno de Dom Sebastião e isto foi visto como prova cabal de que ele era anti-republicano. Dessa forma, o Governo federal em 1896 (presidência de Prudente de Morais) enviou a primeira campanha militar contra Canudos. Esta campanha saiu derrotada e levou ao fortalecimento dos militares federais para uma nova campanha. Em 1897, devido a sucessivas derrotas das forças oficiais levaram o caso às principais mídias impressas em todo o país e Canudos passou a ser uma situação desmoralizadora da força nacional. Desse modo, em abril do mesmo ano, foi organizada uma quarta expedição formada por 8 mil homens contando com canhões e comandada por Artur Andrada Guimarães. Esta expedição cercou Canudos e em 5 de outubro arrasou e exterminou a população local não poupando crianças, idosos nem mulheres, levando ao fim a cidade e o conflito de Canudos.
Antônio Conselheiro acabou preso e decapitado. Um dos relatos sobre o conflito está na obra Os Sertões de Euclides da Cunha.

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