terça-feira, 25 de maio de 2010

Bolsa Família contribui para diminuição da pobreza


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A taxa de pobreza no Brasil atingiu, em 2005, o menor patamar desde que esse indicador começou a ser medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 1992. Os dados, divulgados hoje (22/09) pela FGV, mostram que o percentual da população que vivia com até R$ 121 per capita por mês foi de 22,77%, abaixo do índice de 35,16% registrado há 14 anos.
Houve redução também na pobreza extrema, classificação utilizada para dimensionar a população que vive com até R$ 60 per capita ao mês. Em 2005, o índice registrado foi de 5,32%, contra 11,73% em 1992.
O estudo “Miséria, Desigualdade e Estabilidade: O Segundo Real”, coordenado pelo economista Marcelo Neri, menciona a expansão do Bolsa Família como uma das causas da queda acentuada no nível de pobreza. Ao citar o programa de transferência de renda do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, o documento informa que houve expansão do número de atendidos e aumento dos benefícios aos mais pobres e registra também o que considera melhorias do programa, como a integração de diversas ações, unificação do cadastro e maior transparência.
O crescimento do emprego, o aumento do salário mínimo e a baixa inflação para os mais pobres também são apontados como principais motivos para que mais pessoas ficassem acima da linha da pobreza nos últimos três anos. Em 2003, o contingente da população pobre representava 28,17% dos brasileiros.
De 2003 a 2005, a renda dos 50% mais pobres cresceu 8,4%. Segundo o estudo, feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do IBGE, “a desigualdade social brasileira, que ficou mais ou menos estagnada nos anos 90, muda e passa a dar sinais de queda consistente desde o começo do milênio”.
O estudo identifica ainda a continuação da queda no índice de pobreza na zona rural - em 2004, o índice ficou pela primeira vez abaixo dos 50%. Naquele ano, foi de 48, 30% e reduziu para 45,74%, em 2005. Na área urbana, a taxa é de 20,37%.
O indicador de desigualdade, chamado de Índice Gini, também atingiu o nível mais baixo da história da pesquisa. A taxa, que vai de zero a 1 (quanto mais próximo de zero melhor), caiu de 0,583, em 2003, para 0,568, em 2005. Neste período, a renda média da população brasileira subiu de R$ 397,76 para R$ 437,44.

FGV

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