sábado, 29 de maio de 2010

Coreia do Sul e Japão se unem contra Pyongyang


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A Coreia do Sul e o Japão prometerem neste sábado permanecerem unidos contra a Coreia do Norte antes de um encontro de líderes regionais que deverá pressionar a China sobre sua relutância em relação a Pyongyang pelo afundamento de um navio sul-coreano.
Líderes das três maiores potências do nordeste asiático estão reunidos em Seogwipo, um resort na ilha sul-coreana de Jeju, com a intenção original de intensificar os planos para uma cooperação regional maior e integração econômica.
Mas a disputa entre as Coreias roubou os holofotes. Os dois lados da fortemente armada península estão divididos em um impasse após um navio de guerra sul-coreano ter afundado no final de março, matando 46 tripulantes. Seul concluiu que a Coreia do Norte foi a responsável pelo ataque.
Em negociações nos próximos dois dias, o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, o primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, e o premiê chinês, Wen Jiabao, devem debater o assunto, que causou um impasse entre China e seus vizinhos, que apoiam ações internacionais firmes contra Pyongyang.
Hatoyama sugeriu, e os três líderes fizeram um minuto de silêncio, antes das negociações, pela morte dos marinheiros.
"As ações provocativas da Coreia do Norte são imperdoáveis", afirmou Hatoyama a Lee Myung-bak antes do encontro, segundo uma autoridade do governo japonês. "O Japão, assim como a comunidade internacional, está condenando tais ações e apoia fortemente a Coreia do Sul."
O crescente antagonismo entre as Coreias prejudicou os mercados, com investidores preocupados de que o confronto possa se tornar um conflito armado na região que engloba a segunda e a terceira maiores economias do mundo, o Japão e a China.
Analistas dizem que nenhum dos lados está pronto para ir à guerra. A China considera a vizinha Coreia do Norte uma amiga e um fator de equilíbrio em relação aos outros países próximos, que são apoiados pelos Estados Unidos. Os chineses não condenaram Pyongyang, dizendo que precisam analisar as evidências e pedindo comedimento para ambos os lados.
Wen permaneceu com essa posição durante um encontro com Lee na sexta-feira, mas também afirmou que Pequim não protegerá o culpado pelo afundamento. Em suas considerações iniciais na reunião, o premiê chinês não citou o navio Cheonan e usou um tom otimista.
"Quero trabalhar com o presidente Lee e o primeiro-ministro Hatoyama para alcançar sólidos resultados e enviar uma mensagem ao mundo de confiança e esperança na paz, estabilidade e desenvolvimento (na região)", disse Wen.
Seul precisa do apoio ou da abstenção da China para votar uma resolução ou declaração da ONU criticando a Coreia do Norte pelo afundamento. Como membro permanente do Conselho de Segurança, a China tem poder de veto em tais ações.
Os líderes da Coreia do Sul e do Japão deram um sinal de unidade sobre o assunto neste sábado. "Hatoyama disse que tomará um papel de liderança na cooperação internacional (contra a Coreia do Norte) e expressou firmemente que vai apoiar a posição da Coreia do Sul no Conselho de Segurança da ONU", disse o assessor presidencial sul-coreano Lee Dong-kwan após o encontro do mandatário de seu país com o colega japonês.
A imprensa estatal norte-coreana disse neste sábado que os Estados Unidos culparam o país pelo afundamento do navio para "colocar a China em uma posição desconfortável e manter Japão e a Coreia do Sul como seus servos".

Reuters

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