quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Vazamento de petróleo é contido mas há apreensão

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A BP vive na quinta-feira um dia crucial em seus esforços para controlar um vazamento de petróleo que já dura cinco semanas no golfo do México, no mesmo dia em que o governo dos EUA deve anunciar uma prorrogação de seis meses no veto a novas prospecções petrolíferas na região.
O vazamento em um poço a 1.600 metros de profundidade começou em 20 de abril, quando uma plataforma de perfuração que estava no local explodiu e afundou, deixando 11 mortos. Prestes a se tornar o maior vazamento de petróleo na história dos EUA, o acidente ameaça provocar graves prejuízos ambientais e econômicos na costa sul do país.
Congressistas e moradores da região pressionam o governo Obama a assumir a tarefa se a atual operação da BP não funcionar.
"Com o aumento de riscos e aumentos e custos, dá para sentir aonde estamos indo", disse o presidente Barack Obama na quarta-feira na Califórnia. "Não seremos capazes de sustentar esse tipo de uso do combustível fóssil."
Obama deve apresentar às 12h45 (13h45 em Brasília) novas medidas do governo contra o vazamento.
O senador Mark Begich disse ter ouvido do Departamento de Interior que a Casa Branca pretende impor novos limites à atividade petrolífera, inclusive suspendendo até 2011 novas concessões de prospecção de petróleo no Ártico, até que técnicos avaliem as razões do acidente no golfo do México.
O vazamento ameaça um ecossistema rico, com muitos manguezais e estuários, que já havia sido afetado pelo furacão Katrina (2005). O acidente também causa graves prejuízos ao setor da pesca e do turismo, e põe em xeque a capacidade de gestão de crises do governo Obama.
Piorando ainda mais a imagem da BP, o jornal The New York Times disse que a companhia tentou economizar dinheiro na construção do poço, ao usar uma armação simples de cimento para revestir o poço.
Citando um documento da BP obtido junto a um investigador parlamentar, o jornal disse que havia vazamento de gases na estrutura horas antes da explosão.
A empresa começou na quarta-feira a operação chamada "top kill" ("matar por cima"), que consiste em "sufocar" o vazamento com toneladas de lama. Técnicos passaram a noite monitorando o trabalho, e a BP disse pela manhã que "não há fatos significativos para relatar neste momento".
Se funcionar, o "sufocamento" será considerado um milagre, já que essa operação nunca foi tentada a tamanha profundidade. "Estou rezando a Deus para que funcione", disse Troy Wetzel, 45, dono de um barco habitualmente alugado para pesca recreativa em Venice, na Louisiana.


Reuters

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