segunda-feira, 24 de maio de 2010

Saber planejar é fundamental e isso todo mundo sabe, basta dispor a fazer


Em 1989, fui para Aquidauana, Mato Grosso do Sul, mais um amigo médico com o objetivo de dar um curso de saúde pública para os leigos da Diocese da cidade de Jardim-MS, pois  queriam implementar o serviço na comunidade. O Curso eram de três dias, com início na Sexta-feira a noite. Para funcionalidade do curso carecia de ampla participação das pessoas presentes. O Bispo nos informou que os participantes eram na maioria pessoas pobres de assentamentos, que pouco falavam e tinham lá seus costumes peculiar. Diante das informações ficamos preocupados como transcorrer o curso se necessitava muito da participação deles.
Foram chegando e na hora de começar o curso dispusemos um círculo com a presença de mais ou menos uns quarenta participantes e o inicio foi a apresentação. Quem é, de onde vem o que faz e o que espera do curso.. Terminado as apresentações todos foram dispensados e nós fomos preparar a dinâmica com base nas informações colhida nas apresentações. Então optamos em fazer uns cartazes com imagéns típicas da realidade deles para que identificassem o que era saúde e o que era doença. E assim foi feito, No sábado logo cedo foi montado um painel de saúde e doença, onde a partir das imagens as pessoas definiam o que entendiam por saúde e doença. Isso foi disposto numa lousa para posterior registro da primeira fase.
Depois, munidos também de cartazes com imagens da realidade deles, foram divididos em grupos onde o objetivo era identificar os problemas de saúde  descrito nas imagens e o nível de responsabilidade de solução do problema. A forma de apresentação dos grupos eram livres, podiam ser apenas falado, ou apresentado em forma de teatro, música poesia entre outros. Olha que ficamos surpresos, pela informação que tínhamos de que era um povo quieto que não falava muito, pois teve teatro, moda de viola foi muito interessante a forma das apresentações dos grupos.
O próximo passo era de dinâmica em grupo e com cartazes sem imagens para que escrevessem os problemas de saúde, nível de solução, responsbilidade pela solução, se a comunidade, se governo municipal, estadual e federal e qual a prioridade dividido em urgente, a curto prazo, a médio prazo e a longo prazo.
Para a apresentação foi feito no quadro uma planilha que obedecia essa dinêmica. Para concluir digo que no domingo as 15 horas, o povo que não falava e que tinha costumes peculiares, montaram o seu projeto de saúde pública popular. O resultado está lá na Diocese de Jardim - MS o desenvolvimento do trabalho até hoje. E para a gente foi uma experiência e tanta de trabalhar numa realidade diferente. O amigo que citei e José carlos Lopes que mora em São José do Rio Preto, formado emmedicina do trabalho pela Unicamp que dispos da parceria nestes cursos de saude comunitário pelo fato de eu desenhar e trabalhar na rede de súde pública de Campinas. Na quela época.

Nenhum comentário:

Postar um comentário