sexta-feira, 9 de julho de 2010

09 de Julho

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Revolução Constitucionalista de 1932


Perdendo o controle absoluto do poder político que desfrutara durante a República Velha, a oligarquia cafeeira, contudo, buscava meios para recuperar a antiga posição. Concentrados em sua maioria no estado de São Paulo, os cafeicultores chegaram a contar com o apoio da burguesia industrial paulista, reunida em torno do ideal da elabora­ção de uma nova Constituição.
As tensões entre paulistas e Governo Federal au­mentaram quando da nomeação de João Alberto de Lins Barros, tenente pernambucano, para o cargo de interventor de São Paulo. Em 1932, da união entre o Partido Republi­cano Paulista (representante da oligarquia cafeeira) e o Partido Democrático, surgiu a Frente Única Paulista.
Exercendo séria pressão sobre o Governo, a FUP con­seguiu a nomeação de um novo interventor civil e paulista, Pedro de Toledo. A partir daí, intensificaram-se as mani­festações em favor da elaboração de uma nova Carta Cons­titucional. Em uma das manifestações morreram quatro estudantes: Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo, cujas iniciais formaram a sigla MMDC, símbolo da luta dos paulistas pela Constituição.
A 9 de julho de 1932, iniciou-se um movimento arma­do que visava a depor o presidente Vargas. Mais de du­zentos mil homens aliaram-se ao "Exército Constitucio­nalista" e algumas indústrias foram adaptadas para a pro­dução de equipamentos de guerra. A Revolução esten­deu-se por três meses e terminou com a derrota das forças paulistas.
Apesar da vitória sobre os paulistas, Vargas adotou uma atitude conciliatória, convocando eleições para a esco­lha dos deputados que comporiam a Assembléia Constituin­te para maio de 1933. Assim, a Revolução Constitucionalista, mesmo derrotada militarmente, atingiu seu objetivo: a elabo­ração de uma nova Constituição para o País.

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