sexta-feira, 30 de julho de 2010

Bulling


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Gozação, agressão, ofensa e humilhação... O que para muitos era “normal”, coisa de criança e de adolescente é, na verdade, bullying - palavra em inglês que é usada com o sentido de zoar, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, humilhar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, bater, ferir, discriminar e colocar apelidos maldosos.
A gravidade é que esse padrão de comportamento está longe de ser inocente. Trata-se, na verdade, de um distúrbio que se caracteriza por agressões físicas e morais repetitivas, levando a vítima ao isolamento, à queda do rendimento escolar, a alterações emocionais e à depressão.
Segundo a pesquisa realizada pelo Ibope, encomendada pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia), organização não-governamental, dos 5.482 alunos de 5ª a 8ª série de 11 escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro que foram ouvidos na pesquisa, mais de 40,5% admitem ter praticado ou ter sido vítimas de bullying.
Segundo o Diretor-Geral do Maxi, Virgílio Tomasetti Júnior, apesar de não existir uma tradução exata para a palavra bullying, ela seria aproximadamente o mesmo que atenazar ou , no popular, atazanar: “Nenhuma escola pode ignorar tal ocorrência, comumente perceptível em seus domínios. Cabe à escola coibir atitudes agressivas, protegendo tanto os agressores quanto os agredidos. De fato, ambos, agressores e agredidos, apresentam problemas psicológicos que, caso não tratados, podem explodir desastrosamente, como mostra o documentário de Michael Moore, 'Tiros em Columbine', ou então o filme 'Elefante', que trata este tema”.
Tomasetti explica que tudo começa com a escolha do “pele”, que se torna a vítima de um agressor ou de um bando de agressores: “O assédio moral e físico é intenso, deixando a vítima constrangida e assustada. Pesquisas em países como a Austrália mostram que o bullying pode levar a altos níveis de ansiedade, a estresse, à depressão e até mesmo à automutilação. Além disso, é preciso olhar com atenção tanto para a vítima quando para o agressor. Pesquisas mostram que algumas das pessoas praticantes do bullying hoje já foram vítimas no passado”.

É HORA DE DENUNCIAR - As escolas têm criado um espaço para que os alunos denunciem esse tipo de agressão, de chacota, de ofensa ou de humilhação.
A violência moral já é objeto de preocupação nos países europeus. Na maioria deles, há normas do Ministério da Educação que obrigam a escola a evitar o bullying. Em todo o mundo, especialistas concordam que o papel dos pais, tanto dos agressores quanto dos agredidos, é fundamental para combater a violência moral nas escolas. Eles precisam saber lidar com a situação.

Para Ana Tomás Almeida, da Universidade do Minho, em Portugal, e membro da Conferência Européia de Combate ao Bullying, o fenômeno, antes mal conhecido e muitas vezes menosprezado pelos adultos, como se fosse coisa de criança, não se limita a conflitos ocasionais ou esporádicos entre alunos: “São situações reiteradas que geram mal-estar psicológico e afetam a segurança, o rendimento e a freqüência escolar", conclui.
O primeiro grande passo para pais e educadores é encorajar as vítimas de bullying a denunciar seus agressores. Atualmente, uma das dificuldades para identificar casos de violência moral ou bullying é que a vítima costuma sofrer em silêncio, com medo de represália dos colegas caso conte o que acontece para algum adulto.
Uma pesquisa feita em Portugal com 7.000 estudantes mostrou que aproximadamente um em cada cinco alunos (22%) entre seis (6) e dezesseis (16) anos já foi vítima de violência moral na escola. A pesquisa mostrou também que o local mais comum de ocorrência dos maus-tratos são os pátios de recreio, seguidos dos corredores.
MEDO > DEPRESSÃO > TRISTEZA > SOLIDÃO
As agressões físicas ou morais não podem ser consideradas normais, principalmente quando as vítimas se sentem humilhadas ou desprezadas.

AS PRÁTICAS DE BULLING

Por que o bullying é praticado?

Porque o praticante do bullying quer:

1) Obter força e poder;
2) Conquistar popularidade na escola;
3) Esconder o próprio medo, amedrontando aos demais;
4) Tornar outras pessoas infelizes, já que ele próprio é infeliz;
5) Vitimar outras pessoas por ter sido vítima de alguém no passado.

Que as vítimas devem fazer?

1) Evitar a companhia de quem pratica o bullying ou dos chamados “carrascos”;
2) Jamais falar com o agressor sozinho. É mais seguro falar com ele perto de outras pessoas;
3) Não responder às provocações;
4) Não manter a agressão em segredo. Não se deixar intimidar. Relatar os fatos aos professores, coordenadores, diretores ou responsáveis.

Como o Maxi procede para evitar que alunos pratiquem o bullying?

1) O Maxi possui uma ampla equipe de seguranças e vigias, evitando, dentro e fora do Colégio (em suas mediações), ações de intimidação e de agressão aos alunos;
2) O Maxi não permite que os alunos mais “fortes” intimidem os mais “fracos”. Por isso desenvolveu espaços diferenciados de convivência para cada faixa etária, como é o caso do Maxi Júnior;
3) Os alunos menores possuem seu próprio espaço físico;
4) No Maxi, a queixa do aluno tem poder.
5) No Maxi, a prática do bullying é inibida, pois o Colégio está atento, previne e impede que possíveis agressores manifestem seu poder para com os demais alunos.


Fonte:Maxi in








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