segunda-feira, 5 de julho de 2010

Renovação e a meta de Teixeira


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Depois de ver o time comandado pelo técnico Dunga cair nas quartas de final da Copa da África do Sul, Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), pensa na escolha do novo treinador da seleção. Com o Mundial de 2014 como pano de fundo, ele quer renovar a equipe e prevê uma seca de vitórias.
"Ou formamos uma seleção nova, ou formamos uma seleção nova, não tem opção", afirmou o dirigente ao Sportv. "O time da Alemanha tem nove jogadores abaixo de 23 anos. Nós temos um. A Argentina tem sete abaixo de 23, Gana tem 11, a Espanha tem seis", comparou.
O técnico Dunga se gaba da renovação promovida na seleção, já que chamou apenas oito atletas presentes no Mundial de 2006. No entanto, ele convocou um grupo com média de 28,7 anos, o mais velho a vestir a camisa da seleção brasileira na história das Copas.
"O problema fundamental vai ser ele (o novo técnico) fazer isso que foi feito nas outras seleções. Vai começar, necessariamente, com a convocação para o dia 10 de agosto, nos Estados Unidos, que deve jogar com o time que jogou a Copa, e nós vamos iniciar o processo", disse Teixeira.
O primeiro compromisso da seleção brasileira após a eliminação no Mundial da África do Sul é um amistoso contra os Estados Unidos, em Nova Jersey, no próximo dia 10 de agosto. A meta do presidente da CBF é anunciar o sucessor de Dunga antes da partida.
"Uma coisa inegável e importante, que o torcedor e vocês da imprensa precisam ter noção, é que, para nos preparamos para 2014 e essa sequência, vamos ter que fazer um grande sacrifício de formação de time, que vai gerar a gente não ter vitórias", declarou Teixeira.
Desde 1989 na presidência da CBF, Teixeira citou as próximas competições importantes da seleção brasileira na primeira pessoa do plural. Ele ainda lembrou que a equipe nacional tem cinco amistosos agendados em 2010 e destacou a realização dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.
"Temos no ano que vem o classificatório para as Olimpíadas e a Copa América da Argentina. Em 2012, tem Olimpíadas, em 2013 tem Copa das Confederações e em 2014, a Copa do Mundo no Brasil. Em 2015, Copa América no Brasil e em 2016, as Olimpíadas no Brasil. Temos quatro anos seguidos das maiores competições no Brasil", analisou.
Teixeira classificou a Copa América da Argentina, torneio no qual o Brasil entra para defender o título, como um "embate emocional". "Tem todo o problema de composição por ser lá, mas vamos ter que fazer necessariamente esse trabalho (de renovação), porque estamos em 2010 e é um projeto de, no mínimo, cinco anos", disse.
A princípio, o técnico da equipe olímpica e da principal será o mesmo para facilitar a reestruturação no departamento de seleções. Uma das prioridades é aumentar o vínculo entre os times de base e os de cima. "Temos que formar uma seleção para jogar em 2014. Essa seleção tem hoje 18, 19, 20 anos. No fundo, não temos outra saída", reiterou o mandatário.





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