quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Profissões de futuro


Economia agroindustrial
Curso de ciência econômica para auxiliar na gestão do agronegócio, segmento que tem firmado o país como potência.

Gestão de resíduos
Acompanha a emissão e dá soluções para eliminação de resíduos em vários segmentos, desde o orgânico que produzimos em casa, até químicos, industriais e da construção civil.

Nanotecnologia
O nanotecnólogo é capaz de projetar microrrobôs para as mais diversas finalidades, de explorações geológicas a operações no corpo humano. E o nanocirurgião irá operar esses nanorobôs para realizar intervenções cirúrgicas.

Mecânico de aeronavesAnote alguns números antes de pensar em colocar a mão na graxa. Só nos aeroportos administrados pela Infraero, são dois milhões de pousos e decolagens por ano, com trânsito de 113 milhões de passageiros. Existem inúmeros cursos particulares técnicos e também ensino superior tecnólogo em São Paulo, Minas Gerais e no Paraná.
DJ
Instituições como o Senac há anos mantêm cursos técnicos para formação de DJs. Mas já há graduação superior (a Faculdade Anhembi Morumbi é uma que aposta neste mercado). Com duração de dois anos, a formação vai muito além de garantir o batidão das baladas. O profissional de música eletrônica tem mercado para produzir arranjos, realizar gravações, mixagens e masterizações para músicos e cantores, produzir trilhas sonoras e garantir o som de eventos.


Yahoo

Presidente do Equador decreta estado de exceção no país

O presidente do Equador, Rafael Correa, decretou na quinta-feira estado de exceção no país para conter um protesto de policiais que causou o caos na nação sul-americana.


"Uma vez que setores da polícia abandonaram irresponsavelmente seu trabalho... declaramos o estado de exceção", disse a jornalistas o ministro de Segurança Interna, Miguel Carvajal.

Reuters

Supremo derruba exigência de dois documentos para votar


A três dias das eleição, o Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quinta-feira (30) que o eleitor só precisa apresentar um documento oficial com foto na hora do voto.

Oito ministros aceitaram Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo PT, que pedia fim da exigência anterior para apresentação do título de eleitor e mais um documento oficial nas eleições. Segundo a ministra Ellen Gracie, relatora do caso, agora o eleitor pode levar apenas um documento com foto, como a carteira de identidade, o passaporte, a carteira nacional de habilitação, a carteira de trabalho e a carteira de resevista.
O julgamento começou na quarta-feira (29) e quem iniciou a interpretação foi a relatora Ellen Gracie, que votou pela apresentação de apenas um documento e foi acompanhada, no primeiro dia, pelos ministros Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello, Carlos Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Cármem Lúcia.
Para Ellen Gracie, o eleitor precisa somente da apresentação de um documento oficial com foto para exercer o direito de voto. “A presença do título, que é praxe, não é tão indispensável como o documento com fotografia. Cada urna conhece seus eleitores. Cada uma tem no máximo 400 eleitores. Se outra pessoa tentar votar ali não será possível. O caderno de voto também contém dados de identificação dos eleitores, com data de nascimento e filiação”.

Com sete votos favoráveis ao fim da exigência, o ministro Gilmar Mendes pediu vista na ação. Com isso, o julgamento foi retomado nesta quinta-feira (30).

Mendes abriu seu pronunciamento queixando-se de interferências de posições eleitoreiras no posicionamento do tribunal. Ele afirmou que "lei pode ser inconveniente, mas não é inconstitucional" e votou pelo indeferimento da medida cautelar apresentada pelo PT, o que mantém exigência de dois documentos. Na sequência, o ministro Celso de Mello acompanhou a relatora do caso, Ellen Gracie, e votou pela apresentação de apenas um documento com foto. Depois, o presidente do STF, Cezar Peluso, concordou com Gilmar Mendes e votou pela exigência de dois documentos.
Peluso disse que deveríamos nos cercar de todas as garantias para "preservar o direito cível mais importante e garantir a legitimidade e autenticidade do processo eleitoral". Ele afirmou que o título de eleitor acaba sendo documento "totalmente dispensável" e ministra Ellen Gracie pediu a palavra e afirmou que título de eleitor serve como comprovante de votação e que funcionários públicos devem apresentar documento para comprovar sua condição de eleitor e concluiu que título não é "inútil, na verdade é indispensável". Ela reafirmou que ausência do título de eleitor "não pode impedir o cidadão de exercer seu direito de votar".



Último Segundo

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mais de 3.860 agências bancárias fecham no 1.º dia de greve, diz Contraf


No primeiro dia de paralisação, os bancários fecharam, pelo menos, 3.864 agências em todas as capitais e cidades do interior onde há presença de instituições financeiras, além de centros administrativos de todos os bancos, segundo informou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiros (Contraf).
Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o país conta com 19.830 agências bancárias. Portanto, a paralisação do setor atingiu quase 20% do total.
Bancários de todo o país aderiram à greve da categoria (Foto: Anay Cury/G1)O balanço da Contraf ainda é parcial e foi feito com base em dados enviados pelos sindicatos até as 18h. De acordo com a entidade, este índice de paralisação é superior ao alcançado no primeiro dia da greve do ano passado, quando os bancários fecharam 3.585 agências.
saiba mais
Clientes encontram agências bancárias fechadas nesta quartaCom greve, agências bancárias no centro do Rio amanhecem fechadasBancários aprovam greve a partir desta quartaA greve atinge os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal e todos os bancos, públicos e privados, e não tem prazo para terminar. “Como nos anos anteriores, a tendência é o índice de paralisação aumentar a partir do segundo dia, uma vez que os bancos até agora não acenaram com a retomada das negociações para apresentar uma proposta que contemple as reivindicações dos trabalhadores”, disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do comando nacional, por meio de nota.
Os bancários reivindicam reajuste de 11%, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção à saúde com foco no combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, segurança contra assaltos e sequestros e fim da precarização via correspondentes bancários, entre outros pontos.
Na sexta-feira (1), o sindicato deverá realizar outra assembleia para definir os rumos do movimento. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disse que mantém a proposta já apresentada aos bancários e que espera retomar a discussão.
Por meio de nota, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) disse que aceita discutir reajuste real dos salários e demais benefícios da convenção coletiva, inclusive a participação nos lucros e resultados.
A entidade, porém, destaca que que não pode aceitar um índice exagerado como o pleiteado pelos sindicatos. Afirma, ainda, que embora respeite o direito de greve, "não se pode admitir são os piquetes contratados que barram o acesso da população às agências e postos bancários para impor uma greve abusiva, injustificada".
E é justo no início do mês que os bancos recebem maior afluxo de público devido ao pagamento dos 27 milhões de aposentados e pensionistas do INSS que recebem o benéfico pela rede bancária.
"Os bancários vêm recebendo aumento real, acima da inflação, desde 2004 e contam com a melhor convenção coletiva de trabalho do país, a única de âmbito nacional e garantia de Participação nos Lucros e Resultados (PLR); com a maior e mais ampla lista de benefícios, incluindo a menor jornada de trabalho do país, de seis horas e cinco dias por semana (30 horas semanais, enquanto a jornada legal para outras categorias é de 44 horas semanais)", completa o comunicado da Febaban.

G1

Ibope e Sensus indicam eleição de Dilma no 1o turno


A candidata governista à Presidência, Dilma Rousseff (PT), ainda tem uma boa chance de vencer a eleição presidencial no primeiro turno, no próximo domingo, apesar de escândalos recentes que afetaram sua campanha, mostraram duas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira.
Os dois levantamentos mostraram Dilma confortavelmente acima dos 50 por cento dos votos válidos, que ela precisa para evitar um segundo turno no dia 31 de outubro contra José Serra (PSDB) e para se tornar a primeira mulher presidente do Brasil.
A ex-ministra-chefe da Casa Civil do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caiu 3 pontos percentuais na pesquisa realizada pelo instituto Sensus, para 47,5 por cento. Ela, no entanto, ainda tem 54,7 por cento dos votos válidos, quando são excluídos os brancos e nulos, de acordo com o levantamento, encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT)
Dilma aparece com 55 por cento dos votos válidos em uma outra pesquisa, realizada pelo Ibope por encomenda da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mesmo patamar em que estava na pesquisa deste instituto na semana passada
Serra, ex-governador de São Paulo, não conseguiu tirar vantagem da perda de fôlego de Dilma e perdeu 1 ponto percentual, para 27 por cento no levantamento do Ibope, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), e registrou 25,6 por cento na sondagem do Sensus.
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, candidata do PV, que tem poucas chances de chegar a um eventual segundo turno, ficou com a maioria dos votos perdidos pelos adversários nas pesquisas recentes. Ela subiu quase 3 pontos, para 11,6 por cento na pesquisa Sensus, e 1 ponto, para 13 por cento, no Ibope.
Dilma, que aos 62 anos disputa sua primeira eleição, tem se aproveitado da popularidade de Lula e do bom momento econômico para liderar em todas as pesquisas.
De acordo com o Sensus, somente 4 por cento dos eleitores desaprovam o governo Lula, numa sinalização da batalha enfrentada por Serra nesta eleição.
Dilma viu sua vantagem ser reduzida recentemente, em meio a denúncias de corrupção que levaram à demissão de sua ex-assessora Erenice Guerra do comando da Casa Civil.

EFEITO DE ESCÂNDALOS PERDEM FORÇA?
Os 55 por cento dos votos válidos para Dilma representam 6,3 milhões de votos acima da marca dos 50 por cento, segundo o diretor do Sensus, Ricardo Guedes. Para ele, os efeitos de denúncias de corrupção é limitado e é improvável que anule a vantagem de Dilma.
"Um tipo de fadiga da corrupção está se estabelecendo", disse Guedes, acrescentando que os eleitores de menor renda e de menor escolaridade estão decididos em seu apoio a Dilma por conta das medidas adotadas no governo Lula que agudaram a tirar milhões de pessoas da pobreza.
Rafael Lucchesi, diretor da CNI, faz raciocínio semelhante. "(O caso Erenice) pode ter tido um impacto grande na opinião pública, mas não se refletiu objetivamente no quadro eleitoral."
Uma pesquisa do Datafolha divulgada na terça-feira mostrou perda de apoio a Dilma na classe média, aumentando as chances de a eleição ser decidida no segundo turno .
As duas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira mostram que Dilma venceria Serra facilmente num eventual segundo turno, com vantagem de cerca de 20 pontos percentuais.
O Ibope ouviu 3.010 pessoas entre os dias 25 e 27 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais. O Sensus entrevistou 2 mil pessoas entre os dias 26 e 28 de setembro e a margem de erro de seu levantamento é de 2,2 pontos percentuais.



Reuters

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Paul McCartney em São Paulo


O São Paulo está muito perto de fechar oficialmente o aluguel do Morumbi para os shows do ex-Beatle Paul McCartney nos dias 21 e 22 de novembro e, por conta disso, deve perder o apoio de seu torcedor nos momentos finais do Campeonato Brasileiro. Até o fim da competição, ou das 13 rodadas restantes, a equipe fará apenas quatro jogos em seu estádio.
Segundo a assessoria de imprensa do Tricolor, faltam apenas detalhes mínimos e a assinatura de contrato para o cantor se apresentar no estádio.
Além dos shows de Paul McCartney, o estádio também será palco da apresentação de Bon Jovi no dia 6 de outubro

R7

Como Votas dia 3 de Outubro


No dia 3 de outubro de 2010, mais de 134 milhões de eleitores vão às urnas eleger seu presidente e vice, governadores e vices, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. O segundo turno, se houver, ocorrerá no dia 31 de outubro.
Consulte aqui a situação do seu título de eleitor e o seu local de votação.
COMO VOTAR
Usando o teclado da urna, que é similar ao do telefone, digite o número do candidato de sua preferência.
Na tela, aparecerão a foto, o número, o nome e a sigla do partido do candidato.
Se as informações estiverem corretas, aperte a tecla verde "CONFIRMA".
A cada voto confirmado, a urna emitirá um rápido sinal sonoro.
Após o registro do voto, a urna emitirá um sinal sonoro mais intenso e prolongado e aparecerá na tela a palavra FIM.
A ordem de votação começa com deputado estadual ou distrital, seguido por deputado federal, senador - 1ª vaga, senador - 2ª vaga, governador e presidente.
COMO CORRIGIR O VOTO
Se não aparecerem na tela todas as informações sobre o candidato escolhido, aperte a tecla laranja CORRIGE e repita o procedimento anterior.
COMO VOTAR NO PARTIDO (voto de legenda)
Caso você queira votar na legenda, digite o número do partido, que corresponde aos dois primeiros algarismos do número do candidato e confirme o seu voto apertando a tecla verde CONFIRMA.
O voto na legenda só será possível em relação aos cargos de deputado federal e deputado estadual/distrital.
COMO VOTAR EM BRANCO
Para votar em branco, aperte a tecla BRANCO.
Confirme o seu voto apertando a tecla verde CONFIRMA

Mercado vê inflação de 4,94% em 2011

O mercado elevou mais uma vez seu prognóstico para a inflação brasileira em 2010, mas ajustou ligeiramente para baixo o cenário para 2011, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira.
A estimativa para inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano subiu pela segunda semana seguida, de 5,01 por cento na semana anterior para 5,05 por cento. Para 2011, a previsão caiu de 4,95 para 4,94 por cento.
A meta de inflação dos dois anos tem centro em 4,50 por cento e tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.
A expectativa para a inflação nos próximos 12 meses aumentou para 5,15 por cento, contra 5,12 por cento antes.
O prognóstico para a Selic nos dois anos ficou estável em, respectivamente, 10,75 e 11,75 por cento.
A previsão para o crescimento econômico deste ano aumentou para 7,53 por cento, contra 7,47 por cento na semana passada. A expectativa para o ano que vem seguiu em expansão de 4,5 por cento.
O prognóstico para o câmbio foi mantido em 1,75 real neste ano, e para o próximo permaneceu em 1,80 real.
A projeção para o superávit da balança comercial em 2010 foi mantida em 15 bilhões de dólares, enquanto para 2011 subiu para 9,95 bilhões de dólares, contra 9,90 bilhões de dólares antes.

Reuters

domingo, 26 de setembro de 2010

Usina nuclear não foi atingida por vírus de computador, diz Irã


Um vírus de computador que segundo especialistas pode ter sido criado por um governo não afetou a usina nuclear iraniana e nem instalações governamentais, mas atingiu computadores de funcionários da usina e provedores de internet. A informação foi dada por autoridades do governo no domingo.
Um alto oficial da empresa americana Symantec disse à agência de notícias Reuters na sexta-feira que 60 por cento dos computadores que foram afetados pelo chamado vírus Stuxnet em todo o mundo estão no Irã, gerando especulações de que a usina nuclear possa ter sido vítima de um ato de sabotagem ou de espionagem.
De acordo com algumas agências ocidentais de cybersegurança, o ataque pode ter sido realizado com "apoio de um Estado-nação", indicando que plantas industriais do Estado islâmico podem ter sido os alvos.
O presidente da usina nuclear Bushehr disse que o vírus só afetou os computadores pessoais de funcionários.
"Uma equipe está inspecionando diversos computadores para remover os problemas. Os sistemas principais da usina não foram prejudicados", disse Mahmoud Jafari, à agência de notícias oficial iraniana IRNA.

Reuters

sábado, 25 de setembro de 2010

Poder Político


É uma força nascida da vontade social, destinada a conduzir o povo na obtenção do bem comum, e capaz quando necessário, de impor aos indivíduos a atitude que ela determinar.
O poder político é a possibilidade efetiva que tem o Estado de obrigar os indivíduos a fazer ou não fazer algo, e seu objetivo deve ser o bem público, pois quando o poder no seu exercício não visa o bem público, não é mais o poder do Estado, não é mais um direito, não é mais obrigação jurídica e moral; é apenas a força, a violência de homens que estão no governo.
Esta afirmação teoricamente indiscutível causa na vida política problemas graves. Afinal, a quem cabe decidir se o poder estatal ou não visando o bem público?
O poder político é essencialmente uma vontade, nas democracias ele é vontade da maioria para realizar o bem público. Nas democracias clássicas essa vontade é a que os governantes, escolhidos pelo povo, realizam de acordo com a Constituição, o que eles próprios entendem por bem público. Nas democracias contemporâneas é a vontade de que os governantes, eleitos pelo povo, realizem o que o próprio povo entende de ser o bem público.
Nas ditaduras é a vontade dos governantes sem a obediência a qualquer Constituição ou lei elaborada pelo povo através de seus representantes.
Como é sempre difícil autenticar a vontade social, dentre as diversas correntes de opinião mesmo nas democracias, o objetivo imediato do poder depende em grande parte da vontade dos governantes.







Os Partidos Políticos no Brasil

Os partidos políticos no Brasil têm suas origens nas disputas entre duas famílias paulistas, a dos Pires e a dos Camargos. Verdadeiros bandos, com o uso da força e da violência, eles formaram os primeiros grupos políticos rivais.

A expressão "partido político" só passou a constar nos textos legais a partir da Segunda República. Até então, só se falava em "grupos".
Admitiram-se durante muito tempo candidaturas avulsas, porque os partidos não detinham a exclusividade da indicação daqueles que iriam concorrer às eleições, o que só ocorreu após a edição do Decreto-Lei nº 7.586, que deu aos partidos o monopólio da indicação dos candidatos.

7 fases partidárias
O Brasil teve sete fases partidárias. A primeira foi a monárquica, que começou em 1837.
As rebeliões provinciais da regência possibilitaram a formação de dois grandes partidos – o Conservador e o Liberal –, que dominaram a vida política até o final do Império. O aparecimento de um Partido Progressista e a fundação, em 1870, do Partido Republicano, completaram o quadro partidário do Império.
A segunda fase partidária, na Primeira República, de 1889 a 1930, conheceu partidos estaduais. Foram frustradas as tentativas de organização de partidos nacionais, entre estas a de Francisco Glicério, com o Partido Republicano Federal, e a de Pinheiro Machado, com o Partido Republicano Conservador.

Partidos ideológicos
A terceira formação partidária se deu na Segunda República, com agremiações nacionais de profunda conotação ideológica: a Aliança Nacional Libertadora e o Integralismo. A legislação eleitoral, pela primeira vez, fez referência à possibilidade de apresentação de candidatos por partidos ou por alianças de partidos.

Com o golpe de 1937 e a instalação da Terceira República, houve o único hiato em nossa trajetória partidária. Com a Quarta República, a redemocratização trouxe, em 1945, a exclusividade da apresentação dos candidatos pelos partidos políticos. Nessa, que seria a quarta formação partidária do País, ocorreu a explosão de um multipartidarismo com 13 legendas.

Bipartidarismo

O golpe militar de 1964 iniciou a quinta fase partidária, com o bipartidarismo, que segundo alguns teria sido "uma admiração ingênua do Presidente Castello Branco pelo modelo britânico" e segundo outros teria sido uma "mexicanização". A Arena seria assim o projeto brasileiro de um futuro PRI (Partido Revolucionário Institucional). As sublegendas – mecanismo utilizado para acomodar as diferenças internas nos dois partidos de então, Arena e MDB – foram copiadas do modelo uruguaio.

Imitação do sistema alemão

A sexta formação partidária se deu pela reforma de 1979. Buscou-se imitar o sistema alemão de condicionar a atuação dos partidos ao alcance de um mínimo de base eleitoral.
A sétima e atual fase começou em 1985, com a Emenda Constitucional nº 25, com o alargamento do pluripartidarismo


“Tempos Pós-Modernos”: o legado de Charlie Chaplin


Charlie Chaplin soube retratar com brilhantismo, no filme "Tempos Modernos", a situação pela qual passava o homem com o advento da Revolução Industrial. Sem dúvida, a invenção da máquina a vapor foi o primeiro passo para uma transformação assustadora que mais adiante se refletiria na vida do homem. Essa invenção tão significativa para a história da humanidade desencadeou não só uma revolução tecnológica, mas também, uma revolução de hábitos, costumes e valores humanos.
A busca incessante de acúmulo de bens e valores financeiros pelos homens de negócio, aliada aos benefícios da ciência e da técnica, fez com que tudo se transformasse como num passe de mágica. Repentinamente, o homem deixou de ser artesão para tornar-se operário de fábrica. Isto significou a perda de seu poder (ou direito) sobre o trabalho: ele deixou de ser livre para ser explorado. Como artesão, o homem podia entender todo o processo de fabricação de um produto. Além disso, o artesão tinha a vantagem de trabalhar em sua própria casa, fazendo seu trabalho de acordo com a vontade e os desejos de seus "clientes". O trabalho não era estressante, era recompensador e digno. Poderia-se dizer que o inconveniente era a demora na execução do trabalho pelo artesão, que trabalhava geralmente sozinho.
Não podemos negar que a Revolução Industrial provocou igualmente mudanças importantes para a sociedade e para o homem. As relações de vida e trabalho das pessoas transformaram-se significativamente. E foram muitas!. Com a descoberta do excedente pelo homem, teve início todo o processo de transformações sociais. A partir desse momento, o homem começou a viver sem fronteiras e sem limites, como se tudo justificasse a obtenção de mais e mais dinheiro. Aliás, o lema, desde então, passou a ser: ter, seja o que for, a qualquer preço.
No início da Revolução Industrial do século XIX, acreditava-se que a abundância produziria a igualdade social, mas, ao contrário, a abundância ficou restrita há poucos e a tecnologia surgida com ela impediu que todos usufruíssem, igualmente, de seus benefícios. A segunda Revolução Industrial, iniciada no século XX, parece ter mudado de rumo: o capitalista continua produzindo com abundância, só que agora com menos trabalho e, o que é mais importante, de forma consumista e não produtiva. É a partir desse momento que a humanidade deixa valores étnicos e sociais de lado para, então, priorizar valores como a posse e o poder, às custas da desigualdade social. Neste sentido, parece que a humanidade está ameaçada.
É importante ressaltar que, com a Revolução Industrial e, conseqüentemente, com o surgimento da automação, a humanidade vem usufruindo de benefícios antes inimagináveis, que criaram novos hábitos e costumes na sociedade. Pode-se dizer que Chaplin, artista dotado de grande sensibilidade para retratar a realidade, anteviu, através desse filme, o futuro da humanidade. Com a concretização dessa antevisão, o futuro tornou-se presente. Nos últimos tempos, iniciamos um processo de desenvolvimento tão avançado que nos comportamos exatamente como o personagem vivido por Charlie Chaplin. Hoje, os poucos operários de fábricas inseridos no mercado de trabalho apertam tantos parafusos e são tão estressados quanto os do filme.
Entretanto, o foco de análise hoje é outro. Ao contrário do que é demonstrado no filme, enfrentamos o problema da falta de emprego e não o excesso dele. A máquina, considerada por muitos como a "grande vilã", reduziu paulatinamente postos de trabalho, ocupando espaços em nossas vidas, tão vertiginosamente, que nem nos apercebemos da rapidez com que se deu essa invasão.
Primeiramente, nosso local de trabalho, com a aposentadoria da máquina de escrever. Em seguida, nossa casa foi invadida por aparelhos de todo tipo: liquidificador, espremedor de frutas, batedeira, máquina de lavar e secar roupas, forno de microondas, televisor, vídeo-cassete e uma infinidade de produtos para se apertar botões. Agora, a máquina invadiu um espaço precioso para o homem: o lazer. Precioso porque, parafraseando Marx, o lazer é o espaço reservado à liberdade individual, no qual poderemos nos dedicar ao desenvolvimento intelectual. Infelizmente, isso pouco acontece; por comodidade e facilidade, preferimos nos restringir apenas a assistir um programa na TV, jogar vídeo game ou navegar horas a fio pela internet. É claro que todas essas vantagens advindas com a tecnologia sugiram como uma evolução "natural", em benefício da humanidade. O problema está na direção que essa evolução está caminhando. Tudo nos é apresentado como se fosse muito rápido, fácil e vantajoso, mas temos que refletir continuamente sobre as facilidades e comodidades promovidas pelo capitalismo moderno.
Quanto à produção do saber, podemos dizer que há dois tipos de cientistas: aquele realmente preocupado com o progresso e desenvolvimento do saber humano, e aquele que se apropria da ciência para condicionar o comportamento humano à aceitação de uma idéia. Devemos ficar atentos a este último, pois seu objetivo não é mais do que obscurecer a verdade, persuadindo-nos a tomar atitudes e praticar ações impensadas. Neste caso, há que se pensar numa democratização da ciência, para que todos, indistintivamente, possam ter condições de distinguir o real do simbolicamente colocado em nossas mentes.
Sobre essa discussão, segundo Marilena Chauí, existe outra forma mais sutil e perfeita de autoritarismo dos dominantes (sem considerar o uso da força, da repressão): a idéia de razão e de racionalidade que legitima a autoridade. O autoritarismo é favorecido pelo modo de produção capitalista porque o capital é dotado de racionalidade própria, conferindo-lhe a aparência de organização do real e a inteligibilidade. Neste caso, ainda segundo Chauí, a dominação não aparece na sua forma "clássica" (agentes sociais e políticos), mas de forma impessoal, através de uma razão inscrita nas próprias coisas. A dominação não é visível aos olhos do dominados porque há um discurso voltado para ocultar as contradições da sociedade, utilizando para isso a falácia da ciência enquanto verdade absoluta.
"A finalidade do discurso dominante (científico), enquanto discurso sábio e culto, é o de uniformizar e homogeneizar o social e o político, apagando a existência efetiva das contradições, dos antagonismos e das diferenças que se exprimem como luta de classes" (CHAUÍ, s/d, p. 133).
O progresso técnico, o grande responsável pelos avanços que presenciamos hoje na sociedade, tornou possível restringir a centralização de poder a uma pequena parcela da população. A ciência, neste caso, foi (e continua sendo) utilizada para manipular uma população desorientada que sucumbe a quaisquer tipos de idéias impostas como verdadeiras. É espantoso verificar que algumas ciências vêm sendo utilizadas de forma negativa, através da manipulação do comportamento humano.
Muitos estudiosos afirmam que o problema mais sério trazido pelo saber científico à humanidade foi o de procurar ordem em tudo, até no sistema de idéias. Isso é perigoso, pois leva ao despotismo. A organização é indispensável, sabemos disso, mas dentro de uma sociedade regida por princípios de cooperação.
Os efeitos desumanizadores da superorganização advindos dos princípios científicos são observados na busca incessante por previsibilidade de atitudes e comportamentos, o que demonstra que o homem vem sendo comparado a uma máquina. Muitos grupos sociais dominantes já estão construindo uma "sociedade controlada", composta por indivíduos uniformes, individualistas e consumistas. Ciências que ganham muito prestígio hoje na sociedade são aquelas ligadas ao comportamento humano, como a Psicologia, a Neurolingüística e o Marketing, que, utilizadas por grupos com interesses puramente econômicos, desenvolvem estudos que decifram nossas emoções e atitudes. Ajudados por profissionais desonestos, esses grupos almejam um comportamento previsível da população, como acontece com uma máquina. Somos condicionados, através da mídia, principalmente a televisão, a nos comportar da forma como "eles" desejam. A eficiência dos profissionais de Marketing faz com que compremos tudo que é exposto na televisão; os símbolos, cuidadosamente colocados em nossas mentes através da persuasão psicológica, levam-nos a consumir moda, gostos, hábitos, marcas e sonhos.
Um bom exemplo desse processo manipulatório pode ser observado em datas comemorativas importantes para o homem, datas essas que atuam profundamente na psique das pessoas. Em dezembro, mês de comemoração do Natal e um dos mais lucrativos para o comércio mundial, observamos propagandas maravilhosas na TV, carregadas de sentimentalismo e espírito de bondade. Essas propagandas são, na realidade, cuidadosamente estudas por profissionais de Marketing, ansiosos por ouvirem o barulho da caixa registradora soar loucamente, dispostos a tudo para que isso aconteça.
Vale tudo neste jogo. Sendo assim, recebemos uma enxurrada de símbolos de beleza, brilho, felicidade e harmonia, ligados a mercadorias fúteis e, muitas vezes, sem propósitos e sem utilidade. Em busca de felicidade e harmonia, compramos tudo que vemos pela frente, numa compulsão frenética. Na verdade, compramos ilusão. Em meio a uma ceia farta e uma belíssima árvore de natal colorida, famílias felizes trocam presentes e se cumprimentam, harmoniosamente, em comemoração à data especial. Não é de se estranhar que os consultórios de psicologia clínica fiquem abarrotados na passagem de ano: as pessoas, vendo tanta felicidade e harmonia na TV, frustram-se ao observarem que a realidade é bem diferente daquela que lhe é apresentada.
Devemos estar atentos a todo tipo de mensagem transmitida; devemos buscar a compreensão dos fatos de forma clara e completa, pois a manipulação de nossos espíritos é poderosa a ponto de fazer com que acreditemos que agimos por conta própria, dando a impressão de uma ação democratizada. Na verdade, o que falta é uma mudança de comportamento das pessoas, a fim de que haja o desenvolvimento de suas capacidades de perceber as condições de existência e os antagonismos existentes na sociedade.
Com o século XXI batendo à porta, é hora de repensar nossas atitudes, de ficar atentos às influências e distrações divulgadas pelos meios de comunicação. Devemos buscar valores perdidos pela humanidade como amor, afeto, amizade, bondade, paciência, honestidade, únicos bens realmente importantes para nós e que, infelizmente, parecem estar esquecidos. Só assim poderemos alcançar o sonho de sermos felizes de verdade, porque, como preconizou Charlie Chaplin, "mais do que máquinas, precisamos de humanidade".


Andréa Regina Previati

Lula diz estar confiante em vitória de Dilma no primeiro turno

Apostando em fazer a sua sucessora já no primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na sexta-feira que a eleição da candidata do PT Dilma Rousseff garantirá "décadas de felicidade" ao país.

"As condições são favoráveis e tudo indica que podemos ganhar no primeiro turno. Se não der, não há problema, vamos para o segundo", disse Lula durante comício na região central de Porto Alegre (RS) diante de 35 mil pessoas, de acordo com a organização.
A pesquisa Ibope divulgada na noite de sexta-feira mostrou Dilma com possibilidade de ser eleita no primeiro turno. A petista tem 50 por cento da intenção de voto do eleitor, José Serra (PSDB) aparece com 28 por cento e Marina Silva (PV), com 12 por cento.
Em seu discurso, Lula defendeu o regime democrático como "a melhor via" para chegar ao poder na América Latina e a importância da imprensa.
"É preciso ter humildade para compreender que a democracia é assim, cada um fala o que quer e transmite o que quer", afirmou.
O presidente voltou a demonstrar satisfação com o andamento da operação de capitalização da Petrobras, considerada a maior já realizada no mundo. Essa operação atingiu 120,36 bilhões de reais.
Ao fazer um balanço sobre seu governo, o presidente apontou que as mudanças feitas na Previdência foram "uma revolução". Segundo ele, os processos de aposentadoria e de concessão de benefícios no país teriam ficado mais ágeis.
Dilma insistiu mais uma vez nas realizações positivas do governo Lula. Sobre os ataques de seus adversários, mesmo sem citar nomes, ela disse: "Nós que somos os verdadeiros democratas, porque acreditamos no povo e na liberdade de expressão."



Reuters

Dilma minimiza pesquisas e as chama de "retrato do momento"


A queda na vantagem em relação aos adversários, apontada nas últimas pesquisas, não preocupa a candidata petista Dilma Rousseff,. Líder em todos os levantamentos e com boas chances de vencer a eleição já no primeiro turno, Dilma justifica afirmando que as oscilações registradas nas últimas sondagens têm ocorrido dentro da margem de erro.
"Tem uma pesquisa que me dá 49 (por cento), a outra me dá 50 (por cento) e a outra me dá 51 (por cento). Eu estou na margem, com oscilação de 1 ponto, 2 pontos," afirmou.
"Eu não vejo problema" disse, ao ser perguntada se seu desempenho nas pesquisas foi afetado pelas denúncias contra sua campanha e contra o governo. "Isso é retrato do momento," afirmou. "Você só vai saber o resultado da eleição na urna."
Após denúncias de quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato José Serra (PSDB) e acusações de tráfico de influência na Casa Civil, que derrubaram a titular da pasta Erenice Guerra, as pesquisas de opinião trouxeram uma oscilação no desempenho da petista.
Pesquisa Ibope, divulgada na sexta-feira, mostrou que Dilma teve sua vantagem em relação aos concorrentes reduzida de 14 para 9 pontos percentuais, mas ainda com chances de vencer no primeiro turno. Ela passou de 51 por cento para 50 por cento da intenção de voto do eleitor. Serra atingiu 28 por cento, ante 27 por cento de levantamento anterior, divulgado em 17 de setembro. A candidata do PV, Marina Silva, que tinha 11 por cento, obteve 12 por cento.
A mesma oscilação trouxe pesquisa Datafolha, divulgada na quarta-feira. A vantagem da petista sobre o total de votos dos demais candidatos caiu de 12 pontos para 7 pontos percentuais. A margem de erro das pesquisas é de 2 pontos percentuais.
Dilma voltou a afirmar que não sobe no "salto alto," "até porque tenho impossibilidades materiais," brincou a candidata, que sofreu uma lesão e usa uma bota ortopédica no pé esquerdo.
"ÓDIO É UMA DROGA"
Apesar das denúncias feitas pela oposição, a candidata petista afirmou que cada vez mais levará uma mensagem de mudança ao eleitorado. E mais uma vez, declarou que não vai aceitar "rebaixar o nível" na campanha.
"Acho que o ódio é uma droga, quem entra no ódio entra fácil. Agora sair dele é difícil. Eu não entro, eu vou manter uma campanha propositiva," declarou Dilma ao ser questionada se os ataques seriam mais fortes a partir de agora, com a proximidade da eleição dia 3 de outubro.
A ex-ministra visitou um complexo com elevadores panorâmicos que permitem o acesso dos moradores das favelas Cantagalo e Pavão/Pavãozinho ao metrô de Ipanema. Localizadas em um bairro nobre do Rio de Janeiro, As favelas receberam obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz ter como mãe a candidata e ex-ministra-chefe da Casa Civil, e também contam com o plano de segurança do governo do Estado que implementou a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).
"O que eu acho que é muito forte aqui no Rio de Janeiro é que nós mostramos que uma parceria feita entre governo federal, governo estadual e governo municipal era a receita para que o Rio de Janeiro voltasse a ter investimentos à sua altura," afirmou Dilma, acompanhada do candidato à reeleição ao governo estadual Sérgio Cabral (PMDB) e do prefeito Eduardo Paes



Reuters

Onda verde está tomando o país, diz Marina, que prevê 2o turno


A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, afirmou que a "onda verde" está crescendo pelo país, o que aumenta a sua confiança em chegar no segundo turno das eleições presidenciais.
"A onda verde está crescendo cada vez mais ... o resultado da votação de 3 de outubro vai ser uma grande surpresa", disse ela a jornalistas no Rio de Janeiro. "As pessoas estão cansadas de escolher entre o vermelho e o azul, e o Brasil é um país de muitas cores", disse ela ao se referir à polarização entre PT e PSDB nas últimas eleições.
A candidata Dilma Rousseff (PT), pela pesquisa Ibope, tem 50 por cento das intenções de voto, contra 28 por cento de José Serra (PSDB). Em terceiro lugar, Marina Silva tem 12 por cento.
A candidata do PV afirmou que a pesquisa das ruas não está se refletindo nas pesquisas dos institutos.
"O que está sendo alcançado pelas pesquisas é menor do que de fato está acontecendo nas ruas. As pessoas perceberam a coerência do nosso discurso", declarou Marina.
A ex-ministra afirmou, ainda, que está convicta da possibilidade de disputar o segundo turno das eleições com a petista Dilma Rousseff.
"Estou convicta de que o povo brasileiro quer escolher uma mulher, e vai votar em duas mulheres para que elas possam debater em igualdade de condições no segundo turno ... O sobrenome Silva está se identificando com vários segmentos da sociedade", disse ela, fazendo um jogo de palavras com o seu sobrenome e o do presidente Lula.
A candidata disse que está frustrada e decepcionada com a posição do STF de não decidir a questão da Ficha Limpa para as eleições deste ano. Na votação nesta semana, houve empate em cinco votos a cinco na discussão sobre o tema no STF.
"A minha sensação é de frustração com o STF diante do grande movimento popular pela Ficha Limpa, que foi aprovada pelo congresso social."



Reuters

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Agência nuclear da ONU rejeita resolução árabe contra Israel

Os países integrantes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, um órgão da ONU) rejeitaram na sexta-feira, numa votação apertada, uma proposta de resolução dos países árabes que pressionava Israel a aderir ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).
O resultado representou uma vitória diplomática para os Estados Unidos, que haviam feito campanha contra a resolução - que não seria de cumprimento obrigatório, mas teria uma forte carga simbólica. Washington temia que a aprovação perturbasse os esforços contra a proliferação nuclear no Oriente Médio e o processo de paz entre israelenses e palestinos, recentemente retomado após um hiato de 20 meses.
"O vencedor aqui é o processo de paz, o vencedor aqui é a oportunidade de avançar com uma zona livre de armas de destruição em massa no Oriente Médio", disse Glyn Davies, embaixador dos EUA junto à AIEA.
Ele falou após um tenso debate que ilustra as profundas divisões existentes entre nações ocidentais desenvolvidas e os países em desenvolvimento.
Acredita-se que Israel possua o único arsenal nuclear do Oriente Médio. O Estado judeu é um dos quatro únicos países do mundo que não participam do TNP (os outros são Índia, Paquistão e Coreia do Norte).
Os Estados árabes, com apoio do Irã, dizem que isso é uma ameaça à paz e à estabilidade do Oriente Médio. Eles querem que Israel submeta todas as suas instalações nucleares ao monitoramento da AIEA. Israel diz que só cogitará aderir quando houver uma paz abrangente no Oriente Médio. Participar do tratado implica abrir mão de possuir um arsenal nuclear.
O embaixador do Irã na AIEA, Ali Ashghar Soltanieh, disse que o resultado foi um revés para o TNP, e prometeu que a ofensiva diplomática contra Israel não será abandonada. "Este é um caminho irreversível", disse o diplomata, cujo país é acusado por Israel e EUA de tentar desenvolver armas atômicas secretamente - suspeita que Teerã rejeita.
A resolução teve 46 votos favoráveis e 51 contrários na Conferência Geral da AIEA, que reúne anualmente os 151 países da entidade. Os demais se abstiveram ou estavam ausentes.
No ano passado, a assembleia havia aprovado uma resolução semelhante a respeito das "Capacidades Nucleares de Israel".
Vários países menores, inclusive alguns da América Latina, que estavam ausentes em 2009 desta vez votaram contra a medida. A exemplo do que ocorreu no ano passado, Rússia e China apoiaram a resolução, mostrando como o assunto divide as grandes potências.
Mark Hibbs, especialista nuclear do Fundo Carnegie para a Paz Internacional, disse que o resultado dá algum alívio para Israel e mostra que os EUA "não deixaram nada ao acaso". Mas acrescentou que "os árabes não serão detidos depois da sua derrota de hoje".
Os EUA alertavam que a aprovação da resolução inviabilizaria totalmente a participação israelense numa conferência, proposta pelo Egito para ocorrer em 2012, que discutiria como tornar o Oriente Médio uma região livre de armas de destruição em massa.
Antes da votação de sexta-feira, o representante de Israel, Ehud Azoulay, alertou os demais países na sede da AIEA, em Viena, de que a aprovação da resolução representaria um "golpe fatal para qualquer esperança de futuros esforços cooperativos no sentido de uma melhor segurança regional no Oriente Médio".



Reuters

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Filme sobre "Lula" concorrerá a vaga em disputa pelos Oscars


O filme "Lula, o Filho do Brasil", de Fábio Barreto, foi escolhido para representar o Brasil nas indicações ao Oscar 2011, informou nesta quinta-feira o Ministério da Cultura.
A cinebiografia do atual presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva tentará concorrer a uma das cinco vagas na disputa pelo Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. A inesperada escolha da Comissão de Seleção do MinC foi divulgada na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.
Uma enquete realizada pelo Ministério através de seu site oficial havia indicado o filme "Nosso Lar" como o favorito do público para a corrida ao prêmio, seguido por "Chico Xavier", "Os Famosos e os Duendes da Morte", "O Grão" e "Antes que o mundo acabe".
"Lula, o Filho do Brasil" estava apenas em sexto lugar na pesquisa, e era uma improvável escolha entre os 23 filmes selecionados para a disputa. A pesquisa foi realizada entre os dia 8 e 20 de setembro.
A comissão de seleção era formada por membros do Ministério da Cultura, da Secretaria do Audiovisual, da Agência Nacional de Cinema do Brasil e da Academia Brasileira de Cinema.
A lista dos indicados ao Oscar 2011 será divulgada no dia 25 de janeiro, e a cerimônia de entrega está marcada para 27 de fevereiro.


Reuters


terça-feira, 21 de setembro de 2010

ONU diz que apenas ajuda financeira não vai atenuar pobreza


Uma cúpula da ONU cobrou na terça-feira esforços mais intensos pelo cumprimento das chamadas Metas de Desenvolvimento do Milênio, voltadas para a drástica redução da fome e da miséria até 2015, e alertou que só a ajuda financeira internacional não bastará para tirar os países da pobreza.
Os 140 líderes mundiais reunidos em Nova York discutem o avanço das Metas do Milênio, instituídas há dez anos pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Um recente relatório da entidade disse que as metas de reduzir a fome e a pobreza pela metade dentro de cinco anos (em comparação a 1990) continuam sendo factíveis, mas que o mundo está ficando para trás no cumprimento dos demais objetivos, ligados a educação, mortalidade infantil e materna, combate à Aids e outras doenças, igualdade de gêneros e proteção ambiental.
A crise econômica e financeira global contribuiu para dificultar o cumprimento das metas, pois levou países ricos a reduzirem sua assistência ao desenvolvimento.
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que os países pobres não podem depender indefinidamente das doações, e precisam se encarregar do seu próprio desenvolvimento e do uso adequado dos seus recursos.
Ela afirmou que o progresso econômico e social é "impensável" sem boas instituições e respeito aos direitos humanos.
"A responsabilidade primária pelo desenvolvimento está com os governos dos países em desenvolvimento", disse ela na sessão especial da Assembleia Geral.
"Está nas suas mãos se a ajuda pode ser efetiva. Portanto, o apoio ao bom governo é tão importante quanto a ajuda em si."
O ministro russo de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, também disse que cabe aos governos aliviarem a pobreza, mas notou que a ajuda aos países mais pobres só seria possível por meio de um apoio coordenado de toda a comunidade internacional.
O presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, atribuiu a pobreza do seu país às sanções internacionais "ilegais e debilitantes." O país africano, governado por Mugabe desde 1980, está sob sanções dos Estados Unidos e União Europeia há quase dez anos por causa de expropriações fundiárias violentas e de eleições marcadas por fraudes.
No mesmo evento, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse que o capitalismo está moribundo e que é hora de criar um novo sistema econômico.
"O mundo precisa de uma ordem abrangente e naturalmente justa e humana, à luz da qual os direitos de todos sejam preservados, e a paz e a segurança sejam salvaguardadas."
Vários oradores disseram que as Metas do Milênio só serão cumpridas se houver mais iniciativas para melhorar a vida das mulheres.
"Alcançar as Metas de Desenvolvimento do Milênio não é uma opção. Não é um luxo. É uma obrigação e um investimento. O mundo não pode prosperar sobre os desequilíbrios", disse o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso.



Reuters

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Programas sociais são um quarto de renda dos mais pobres--IBGE


Mais de um quarto da renda das famílias extremamente pobres brasileiras era proveniente de programas sociais governamentais em 2009, informou nesta sexta-feira o IBGE.
Entre as famílias com rendimento per capita de até um quarto do salário mínimo, o equivalente a 116 reais, 28 por cento da renda era composta por recursos de programas sociais, segundo a Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O aumento da participação dos programas sociais na renda das famílias cresceu fortemente ao longo da última década, enquanto o peso da renda do trabalho encolheu ao longo da década para a camada mais pobre da população.
Em 1999, apenas 4,4 por cento da renda das famílias com rendimento per capita de até um salário mínimo ao mês era proveniente dos programas sociais. Naquele ano, 81,4 por cento da renda das famílias na mesma classificação tinha como origem o trabalho, ao passo que a participação da renda do trabalho nesse estrato social baixou para 66,2 por cento em 2009.
"Há uma mudança na origem dos rendimentos das famílias por conta dos programas de transferência de renda. Um quarto do salário mínimo é o nosso estrato mais baixo da pesquisa", disse a coordenadora de indicadores sociais do IBGE, Ana Lúcia Sabóia.
O IBGE estima que no ano passado 7,7 por cento das famílias brasileiras viviam com uma renda per capita de até um quarto do salário mínimo ao mês. Na Região Nordeste, esse percentual atingia 17,4 por cento, enquanto no Sudeste era de 3,4 por cento.
Em 2009, mais de 75 por cento das famílias brasileiras revelaram ter algum nível de dificuldade para fechar suas contas ao fim do mês, e apenas 25 por cento revelaram ter facilidade, segundo o instituto.
"Os resultados podem ser considerados uma proxy (projeção) de bem-estar social", diz o documento do IBGE.
De acordo com a Síntese, as desigualdades sociais ainda são muito fortes no país, mas estão diminuindo ao longo dos anos.
A razão entre a renda familiar per capita dos 20 por cento mais ricos em relação aos 20 por cento mais pobres passou de 24,3 por cento em 2001 para 17,8 por cento em 2009.
ACESSO A SERVIÇOS
O estudo também apontou que, ao longo dos últimos dez anos, o acesso dos brasileiros a serviços essenciais como abastecimento de água, esgoto sanitário e coleta de lixo caminhou lentamente.
Segundo o IBGE, o saneamento no país subiu de 57,2 para 62,6 por cento em um década.
"O Estado não tem capacidade de dotar a infraestrutura necessária na velocidade que as pessoas vão para os centros urbanos. Não há uma capacidade de investimento tão rápido e há muito o que fazer nesse tema", disse o pesquisador do instituto Rubem Magalhães.
Os números do saneamento são bastante desiguais nas regiões brasileiras. Enquanto no Sudeste a rede de saneamento (com os três serviços básicos) atendia no ano passado 85,1 por cento dos domicílios urbanos, na região Norte essa cobertura era de 13,7 por cento.
Mesmo assim, houve um avanço ante 1999. Os números há 10 anos eram de 79,7 e 11,6 por cento, respectivamente.
"Há uma melhora nos serviços de água e lixo e, o que puxa para baixo mesmo é o esgotamento sanitário", disse.
Segundo o IBGE, 68,3 por cento dos domicílios particulares urbanos brasileiros tinham em 2009 rede de esgoto. Já 98,5 por cento tinham serviço de coleta de lixo e 93,5 por cento possuíam rede de abastecimento de água.


Reuters

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

De uma chance a paz


John Lennon


Todos estão falando sobre


Bagismo, Shaguismo, Draguismo, Madismo, Ragismo, Tagismo

Esse ismo, ismo, ismo

Tudo o que dizemos é dê uma chance a paz



Todos estão falando sobre

Ministro, Sinistro, Corrimãos e Latas,

Bispos, Peixes, Coelhos, Olhos Abertos, Bye, bye

Tudo o que dizemos é dê uma chance a paz



Todos estão falando sobre

Revolução, Evolução, Masturbação, Flagelação, Regulação,

Integrações, mediações, nações unidas, – parabéns

Tudo o que dizemos é dê uma chance a paz



Todos estão falando sobre

John e Yoko, Timmy Leary, Rosemary,

Tommy Smothers, Bobby Dylan, Tommy Cooper,

Derek Taylor, Norman Mailer, Alan Ginsberg, Hare Krishna

Hare Hare Krishna

Tudo o que dizemos é dê uma chance a paz…

Denúncias derrubam ex-auxiliar de Dilma na Casa Civil


Atingida por denúncias de tráfico de influência envolvendo seu filho, a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, pediu demissão da pasta nesta quinta-feira.
Após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sua saída foi anunciada a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições. Substituta da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, Erenice foi seu braço direito na pasta, que chefiou a partir de 31 de março.
As denúncias envolvendo familiares de Erenice se somam às notícias de quebra de sigilos fiscais de pessoas ligadas ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra, que esquentaram a campanha eleitoral.
Até o momento, o vazamento de dados do fisco não tiveram impacto sobre a corrida presidencial, segundo as pesquisas. Nesta manhã, nova sondagem Datafolha mostrou Dilma com 51 por cento das intenções de voto, oscilando 1 ponto para cima contra 27 por cento de Serra.
Desde o fim de semana, Dilma vinha afirmando que não se sentia atingida pelas denúncias envolvendo a família da ex-auxiliar. Após ser anunciada a saída da ministra, a presidenciável afirmou que "Erenice tomou a atitude mais correta". .
Serra aproveitou o episódio das novas denúncias para dizer que mostram que a Casa Civil havia se tornado um "centro de maracutaias", uma vez que o primeiro titular no governo Lula, José Dirceu, teve que deixar o cargo em meio ao escândalo do mensalão.
O efeito do caso do suposto lobby comandado por filho de Erenice, por ser mais recente, pode não ainda ter sido medido nesta última pesquisa, mas analistas ouvidos pela Reuters não acreditam, neste momento, que ele atrapalhe as chances de vitória de Dilma no primeiro turno.
"As chances de que isso force um segundo turno ainda são bastante pequenas. A oposição terá que ser bastante habilidosa para explorar o caso", disse o consultor político Amaury de Souza.
"Os escândalos de corrupção até agora não mudaram a preferência dos eleitores, com exceção daqueles com grau de instrução ou renda mais elevados. Isso é insuficiente para mudar as possibilidades", acrescentou.
Christopher Garman, analista político do Eurasia Group, vai na mesma linha.
"A intenção de voto dela pode recuar alguns pontos, mas não há virtualmente nenhum risco de que isso possa forçar um segundo turno. O impacto será muito pequeno", previu.
Assume interinamente a Casa Civil o atual secretário-executivo, Carlos Eduardo Esteves Lima. Segundo o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, a mais cotada para o posto é Miriam Belchior, atual subchefe de Articulação e Monitoramento da pasta.

PAZ E TEMPO
Dizendo-se surpreendida pelas acusações que pesam sobre seu filho e um ex-auxiliar, Erenice chamou as denúncias de "ilações" e "mentiras", mencionando ainda que se trata de uma "sórdida campanha" contra sua imagem, de seu trabalho e de sua família.
"Preciso agora de paz e tempo para defender a mim e a minha família, fazendo com que a verdade prevaleça o que se torna incompatível com a carga de trabalho que tenho a honra de desempenhar na Casa Civil", disse Erenice na carta de demissão lida a jornalistas por Baumbach.
De acordo com fonte do Planalto, Erenice não teria "aguentado o tranco" da sucessão de denúncias. "Político tem a casca mais grossa, técnico não", afirmou a fonte.
A pressão sobre Erenice, advogada de 51 anos nascida em Brasília, subiu ainda mais depois que o jornal Folha de S.Paulo publicou reportagem nesta quinta, como já havia feito a revista Veja no fim de semana, indicando que Israel Guerra, filho da ministra, realizava tráfico de influência junto ao governo.
O assessor da Casa Civil Vinicius Castro, que pediu demissão na segunda-feira, faria parte do suposto esquema, segundo a Veja.
Erenice nega envolvimento no lobby e na terça-feira emitiu nota acusando Serra, sem citá-lo diretamente, de aético, afirmando que ele já está derrotado nas eleições. O tom da nota e seus termos teriam desagradado o Planalto.
A Comissão de Ética da Presidência da República, por solicitação da própria Erenice, iniciou a apuração de possível violação de conduta na segunda-feira.
A Polícia Federal vai apurar se a participação de advogados, empresas e do filho da ministra Israel Guerra constitui tráfico de influência. Por ocupar cargo de ministra, ela só poderia ser investigada com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).



Reuters

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Polícia Federal vai investigar denúncias contra Casa Civil


A Polícia Federal abriu inquérito nesta terça-feira para apurar denúncia de tráfico de influência na Casa Civil, informou o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto.
"Ela não está diretamente envolvida nos fatos... A PF, a partir de agora, vai abrir um inquérito e fazer uma investigação ampla", afirmou o ministro, destacando que a investigação não diz respeito à ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. "Ela não está diretamente envolvida nos fatos que foram narrados", afirmou.
A Polícia Federal vai apurar se a participação de advogados, empresas e do filho da ministra, Israel Guerra, constitui tráfico de influência. Por ocupar cargo de ministra, ela só poderá ser investigada com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF)
Segundo reportagem da revista Veja publicada no fim de semana, o filho de Erenice, Israel Guerra, estaria envolvido em esquema de lobby junto ao governo federal em favor de uma empresa aérea.
"A investigação inicial diz respeito a tráfico de influência em eventual ações junto à empresa MTA, junto à liberação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) a fim de verificar se houve tráfico de influência", disse o ministro.
A ministra Erenice, braço direito da candidata Dilma Rousseff (PT) quando chefiava o ministério, passou a ser investigada pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República desde segunda-feira.
Barreto lembrou que a própria ministra solicitou uma investigação do caso. Em nota, divulgada nesta terça-feira, Erenice reiterou sua disposição para que o caso seja apurado e disse que encaminhou à Controladoria-Geral da União e ao Ministério da Justiça solicitação para que sejam feitos os esclarecimento necessários.
"Eu conversei com ela hoje. Ela está tranquila, demostrou interesse na apuração da verdade desses fatos", afirmou o ministro em breve entrevista à imprensa.
O ministro da Justiça disse ainda que não há prazo previsto para que a investigação seja concluída, pois depende da apuração dos fatos.
A oposição protocolou nesta terça uma representação na Procuradoria Geral da República pedindo que o Ministério Público da União investigue se a ministra-chefe da Casa Civil cometeu os crimes de tráfico de influência e formação de quadrilha.

Reuters

Mantega anuncia medidas para aumentar controle de dado sigiloso


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta terça-feira medidas para tornar mais rígidos os controles de acesso ao sigilo fiscal dos contribuintes da Receita Federal.
O anúncio foi feito após denúncias de quebra de sigilos de integrantes do PSDB próximos ao presidenciável tucano José Serra. O assunto dominou a campanha eleitoral desde seu surgimento em notícias na mídia.
Segundo o ministro, a Receita vai aprimorar o controle de dados sigilosos e recadastrar todos os funcionários que têm senha.
Todo acesso ao sigilo fiscal terá que ser justificado e o governo vai permitir que o contribuinte blinde o acesso à sua declaração de renda.
"Vamos montar um sistema de alerta para acessos não usuais", disse Mantega a jornalistas.
Há poucos dias, o ministro afirmou que o sistema de acesso a dados da Receita não era inviolável.

Reuters

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Erenice Guerra será investigada por Comissão de Ética

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu abrir nesta segunda-feira um procedimento preliminar para investigar a conduta da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, após denúncias veiculdas no fim de semana.
A decisão, tomada em reunião que teve início neste manhã, se segue a pedido da própria ministra para ser investigada pela comissão após a divulgação pela revista Veja de acusações contra ela e contra seu filho Israel.
"A pedido da ministra, se converteu em um processo de apuração de infração ética", disse a jornalistas Sepúlveda Pertence, presidente da comissão.
Também nesta segunda-feira, o assessor da secretaria-executiva da Casa Civil, Vinícius de Oliveira Castro, pediu exoneração do cargo, informa nota da pasta.
Castro foi citado na reportagem como participante de um suposto esquema para beneficiar empresas com contratos no governo. O servidor declarou que "repudia todas as acusações".
Nesta segunda-feira o Democratas enviou representação à Procuradoria Geral da República, pedindo que o órgão investigue as denúncias de corrupção na Casa Civil.
"Aproveitei a passagem do presidente da República em Criciúma para assinar aqui a representação do Democratas", disse o líder da sigla na Câmara dos Deputados, Paulo Bornhausen (SC).
"Peço que todos os ministros que estejam ao alcance desses fatos sejam investigados, inclusive Dilma Rousseff", acrescentou o parlamentar que defendeu o afastamento de Erenice Guerra durante as investigações.
Reportagem da revista Veja afirma que o filho da ministra teria recebido dinheiro de um empresário para intermediar um contrato com os Correios e que Erenice teria se encontrado algumas vezes com esse empresário. Erenice nega as acusações.
"Em ofício encaminhado à comissão, a ministra reafirma a disposição de abrir os seus sigilos bancário, telefônico e fiscal, se necessário, bem como os sigilos de seu filho Israel", informou nota da Casa Civil.
O advogado Fabio Coutinho foi designado relator do caso contra Erenice na Comissão de Ética Pública, que anunciou um prazo de dez dias para a concluir o procedimento preliminar de investigação.
Coutinho explicou que se houver comprovação de falta ética durante o procedimento preliminar, haverá posteriormente a instauração de um processo apuratório ético.
"Pode ser que eu peça a prorrogação ou conclua antes, isso aí vai depender do exame das coisas", comentou.
O relator reconheceu que, idealmente, a investigação deve ser concluída antes das eleições. "Pode, e eu acho que deve até", afirmou.
Antes de assumir a Casa Civil em abril deste ano, Erenice foi braço direto da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, quando ela comandava a pasta.
As denúncias contra a ministra Erenice ganharam a campanha eleitoral e foram mencionadas pela propaganda eleitoral na TV do candidato do PSDB, José Serra, e também foram citadas pelo tucano durante o debate entre os presidenciáveis promovido na noite de domingo pela RedeTV! e pelo jornal Folha de S.Paulo.
Dilma afirmou no debate que não poderia ser julgada pelo que o filho de sua antiga assessora poderia ter feito. E cobrou apuração das denúncias.



Reuters

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

11 de Setembro nunca mais

Hoje faz 09 anos dessa tragédia terrorista. Que isso não aconteça nunca mais.

Dilma mantém liderança e seria eleita no 1o turno, diz Datafolha


A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, manteve a vantagem sobre seu principal adversário, José Serra (PSDB), e seria eleita no primeiro turno, se as eleições fossem hoje, apontou o Datafolha nesta sexta-feira.
Segundo o levantamento, Dilma tem 50 por cento da preferência do eleitorado, mesmo índice da pesquisa anterior. Ela está 23 pontos à frente do tucano.
Serra, que tinha 28 por cento das intenções de voto, agora tem 27 por cento. A candidata Marina Silva (PV) oscilou para 11 por cento, ante 10 por cento na última pesquisa.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Considerando apenas os votos válidos, descontando os brancos e nulos, Dilma alcança 56 por cento, sendo eleita no primeiro turno.
Em um eventual segundo terno, a petista teria 56 por cento das preferências do eleitorado, enquanto o tucano ficaria com 35 por cento.
A pesquisa, encomendada pela Rede Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 11.660 eleitores em 414 cidades entre os 8 e 9 de setembro. A sondagem anterior do instituto foi realizada nos dias 2 e 3.


Reuters

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Sigilo não afetará cenário de vitória para Dilma,dizem analistas

As revelações são diárias e ocupam as manchetes dos principais jornais do país. Mesmo assim, analistas prevêem que as denúncias envolvendo quebra de sigilo fiscal de pessoas próximas ao presidenciável José Serra (PSDB) terão pouco ou nenhum impacto no rumo da eleição, que tende à vitória em primeiro turno de Dilma Rousseff (PT).
Os argumentos de especialistas convergem. O tema é pessoal, de difícil entendimento, sem nenhuma materialização e sem força para alterar o quadro eleitoral.
"Esse escândalo é fraco e não tem impressão digital clara", disse à Reuters Carlos Ranulfo cientista político e professor da Universidade Federal de Minas Gerais.
O reflexo nas pesquisas de intenção de voto não se fez sentir. O caso teve início em junho, com um pico há dez dias, quando a filha de Serra também foi envolvida nas denúncias. Levantamentos do Ibope e do Datafolha passaram incólume.
Realizado entre 31 de agosto e 2 de setembro, o Ibope manteve o quadro em que Dilma alcança 51 por cento das intenções de voto e Serra, 27 por cento. O resultado é idêntico ao da sondagem realizada no período anterior, de 24 a 28 de agosto.
No Datafolha, a petista foi de 49 por cento para 50 por cento e o tucano passou de 29 por cento para 28 por cento. No levantamento dos dias 2 e 3 de setembro, as oscilações ficaram dentro da margem de erro.
E na medição do tracking do Vox Populi realizada na terça-feira, Dilma variou de 56 por cento para 54 por cento em relação à véspera, dentro da margem de erro, enquanto Serra manteve os mesmos 21 por cento.
A pesquisa, publicada diariamente pelo portal iG, ouve 500 eleitores a cada dia. A amostra é totalmente renovada a cada quatro dias, quando são totalizados 2.000 entrevistados.
"Não mudou nada. O assunto é complicado para a maioria do eleitorado e muita gente nem declaração de Imposto de Renda faz", disse Marcia Cavallari, diretora-executiva do Ibope, justificando a falta de compreensão do eleitorado em relação ao vazamento de dados fiscais.
"As pessoas podem achar que faz parte do desespero (dos tucanos)", afirmou Marcia, a 24 dias do primeiro turno.
A executiva acredita que poderá haver algum impacto no eleitor de alta renda e com instrução superior, que pode se sentir desprotegido em relação a seus dados na Receita Federal, mas por enquanto os dois candidatos estão próximos nestes segmentos.
As próximas pesquisas devem atestar o que preveem os analistas. O Ibope, por exemplo, vai produzir três pesquisas eleitorais para presidente antes do primeiro turno. Uma por semana.
O cientista político Alberto Carlos Almeida, autor do livro "A Cabeça do Eleitor", acredita que as denúncias são marginais ao cenário nacional. "Não vai afetar, não vai virar nada."
Em 2006, conta, o escândalo dos aloprados, com visibilidade bem maior, não fez o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva cair nas pesquisas. Alckmin é que subiu, atraindo os votos em branco e de indecisos, analisou. E no final Lula levou.
Para Almeida, a alta aprovação do governo Lula, o entendimento do eleitor de que Dilma vai lhe dar maior capacidade de consumo e o crescimento da economia de 7 por cento este ano vão eleger a candidata do governo. "É isso, o eleitor quer uma sensação de bem-estar."
Carlos Ranulfo lembra que no caso da tentativa de compra de um dossiê em 2006 houve prisões enquanto essa quebra de sigilo atual não aparenta ter sido usada para nada. "Não tem consequência nenhuma." Há quatro anos, dado o espectro do escândalo dos aloprados, a eleição, prevista para terminar no primeiro, foi ao segundo turno.



Reuters

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Lula vai analisar compra de caças após eleições, diz Jobim


O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou nesta terça-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai avaliar após as eleições a aquisição de caças para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB).
"O presidente deseja fazer a decisão ainda este ano", disse Jobim durante o desfile de 7 de Setembro em Brasília.
"Depois das eleições, o presidente vai analisar o assunto", acrescentou. O primeiro turno das eleições ocorre em 3 de outubro, e o segundo, dia 31 do mesmo mês.
No ano passado, o Brasil abriu licitação para a compra de 36 aviões de combate num acordo que pode superar os 4 bilhões de dólares.
Fazem parte da concorrência o caça francês Rafale, da Dassault, o sueco Gripen NG, da Saab, e o F-18, fabricado pela Boeing.
No dia 7 de setembro de 2009, durante visita ao país do presidente francês, Nicolas Sarkozy, Brasil e França anunciaram que haviam entrado em fase final de negociações para a compra brasileira de 36 caças de combate Rafale.
Lula chegou a dizer que as conversas com a França estavam bastante avançadas e que a decisão seria política.
Porém, dias depois Jobim afirmou que a escolha seria técnica e que o ministério da Defesa não descartava adiar os prazos de entrega das propostas e análises das ofertas.

Reuters

sábado, 4 de setembro de 2010

Responsabilidade política


A responsabilidade política é uma estrada de duas vias, e tem como elemento básico a reciprocidade. Um governo que ouve e responde - ante o Parlamento em primeiro lugar, e ante os setores organizados e articulados da sociedade, depois - é obrigado a se preparar melhor para atender às pressões sociais, e ao mesmo tempo cria na sociedade a exigência de se organizar e se informar de maneira responsável para dialogar com o governo. Se a responsabilidade governamental consiste em responder fielmente ao mandato político que lhe dá existência, a responsabilidade das lideranças sociais mais ativas consiste em compartir, com o próprio governo, o peso das dificuldades e restrições que impedem a satisfação dos desejos de todos no mundo real. A criação de uma situação de liberdade sem mecanismos efetivos de responsabilidade gera, em ultima análise, um sistema de irresponsabilidade recíproca que tende a se realimentar: por um lado, o governo continua funcionando em circuito fechado, tomando suas decisões por critérios que não respondem a um mandato político explicito e reconhecido por todos; por outro, os setores da sociedade que tem condições para isto não vêem limites para a escalada de suas demandas e reivindicações, a não ser a tolerância e a permissividade governamental. É uma trajetória de colisão quase inevitável.

Dilma mantém vantagem de 24 pontos sobre Serra, diz Ibope


A um mês do primeiro turno, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, manteve a vantagem sobre seu principal adversário, José Serra (PSDB), e está 24 pontos à frente na corrida presidencial, segundo o Ibope.
De acordo com o levantamento, Dilma tem 51 por cento das intenções de voto e Serra, 27 por cento. Marina Silva (PV) está com 8 por cento. Os dados repetem o resultado do Ibope divulgado no dia 28 de agosto para os dois primeiros candidatos, enquanto Marina subiu um ponto.
Na última sondagem, os votos válidos somavam 59 por cento, dando a Dilma vitória no primeiro turno. Nesta sexta-feira, a informação não foi veiculada.
No caso de segundo turno, Dilma venceria com 55 por cento dos votos e Serra ficaria com 33 por cento.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais.
A pesquisa, divulgada nesta sexta-feira, foi encomendada pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo. Foi realizada entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro e ouviu 3.010 pessoas em 204 municípios


Reuters

Pivô da violação do sigilo fiscal da filha de Serra era filiado ao PT

Foi filiado ao PT por quase seis anos o principal suspeito da violação de dados fiscais de Verônica Serra, filha do presidenciável José Serra (PSDB). Contador de profissão, Antônio Carlos Atella Ferreira ingressou na legenda em 20 de outubro de 2003. Em 21 de novembro de 2009 seu nome foi excluído.
A saída do partido ocorreu menos de dois meses depois de ter executado a trama e retirado da delegacia da Receita em Santo André cópias de declarações de renda de Verônica.
Atella, que ontem foi ouvido pela Polícia Federal, mas não indiciado, filiou-se ao PT de Mauá, 217.ª zona eleitoral. Situada na Grande São Paulo, Mauá é foco de outro escândalo que abala a Receita - de um computador da agência do Fisco na cidade foram acessados os dados tributários do vice presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de outros tucanos.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Atella é classificado como formalmente "excluído" do partido. O TRE assinala que isso significa que a anotação de filiação foi retirada do cadastro de eleitores. Não significa desfiliação, apenas que havia algum dado divergente que o partido não corrigiu.

Como se faz sujeira em campanha eleitoral
Esse fato mostra como as coisas acontecem numa campanha política. O Fato da vazão de informações causadas por trambiqueiros vira fato político e é utilizado contra o concorrente. A Receita tinha que ter visto isto na época em que aconteceu para ser solucionado e não vir a tona justamente num momento em que todos querem criar fatos para ferrar o outro. A Polícia Federal tem que apurar isso o mais rápido possível e apresentar para a sociedade a verdade para que deixem de utilizarem de fatos como pivô de discordia.


quinta-feira, 2 de setembro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mato Grosso descobre jazida com 11,5 bi t de minério

Trabalhos de prospecção mineral feitos em Mato Grosso identificaram uma jazida de minério de ferro com tamanho estimado em 11,5 bilhões de toneladas, informou o governo do Estado nesta quarta-feira.
A descoberta das reservas de minério foi realizada em meio a pesquisas do governo local com o objetivo de localizar jazidas de potássio e fosfato, já que o Estado é um grande produtor agrícola.
O conteúdo de ferro no minério da jazida é de aproximadamente 41 por cento, informaram membros do governo local durante entrevista coletiva.
Apesar do grande tamanho potencial da jazida, o teor de ferro é inferior ao encontrado nos melhores projetos no Brasil, como o de Carajás, da Vale, que possui 67 por cento de teor de ferro.
A mina de Carajás, considerada a maior a céu aberto no mundo, possui reservas de aproximadamente 3 bilhões de toneladas de minério.
A área no município de Mirassol d'Oeste, no oeste do Estado e próxima à fronteira do país, onde foram encontradas as reservas, é particular. Ela pertencente à empresa mineradora GME4, que possui os direitos de prospecção do local.
O grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, tem participação majoritária na GME4, de 62 por cento, segundo a assessoria de imprensa da instituição.
De acordo com o Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), as reservas de minério de ferro conhecidas no Brasil até 2007 eram de 17,38 bilhões de toneladas, com variados teores de ferro.
Nos trabalhos de pesquisa em Mato Grosso, feitos em parceria com o governo federal no Programa Fosfato Brasil, também foram identificados reservatórios de fosfato de 427 milhões de toneladas.
A logística para o desenvolvimento da mineração no Estado pode ser um desafio.
O Mato Grosso, o maior produtor de soja do Brasil, já sofre para escoar sua safra por não contar com um sistema de transporte com custos competitivos.
Distante dos portos exportadores, ferrovias e hidrovias ainda precisam ser ampliadas para que qualquer produção possa ganhar o mercado internacional com menores custos.



Reuters