quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Mais de 3.860 agências bancárias fecham no 1.º dia de greve, diz Contraf


No primeiro dia de paralisação, os bancários fecharam, pelo menos, 3.864 agências em todas as capitais e cidades do interior onde há presença de instituições financeiras, além de centros administrativos de todos os bancos, segundo informou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiros (Contraf).
Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o país conta com 19.830 agências bancárias. Portanto, a paralisação do setor atingiu quase 20% do total.
Bancários de todo o país aderiram à greve da categoria (Foto: Anay Cury/G1)O balanço da Contraf ainda é parcial e foi feito com base em dados enviados pelos sindicatos até as 18h. De acordo com a entidade, este índice de paralisação é superior ao alcançado no primeiro dia da greve do ano passado, quando os bancários fecharam 3.585 agências.
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Clientes encontram agências bancárias fechadas nesta quartaCom greve, agências bancárias no centro do Rio amanhecem fechadasBancários aprovam greve a partir desta quartaA greve atinge os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal e todos os bancos, públicos e privados, e não tem prazo para terminar. “Como nos anos anteriores, a tendência é o índice de paralisação aumentar a partir do segundo dia, uma vez que os bancos até agora não acenaram com a retomada das negociações para apresentar uma proposta que contemple as reivindicações dos trabalhadores”, disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do comando nacional, por meio de nota.
Os bancários reivindicam reajuste de 11%, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção à saúde com foco no combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, segurança contra assaltos e sequestros e fim da precarização via correspondentes bancários, entre outros pontos.
Na sexta-feira (1), o sindicato deverá realizar outra assembleia para definir os rumos do movimento. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) disse que mantém a proposta já apresentada aos bancários e que espera retomar a discussão.
Por meio de nota, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) disse que aceita discutir reajuste real dos salários e demais benefícios da convenção coletiva, inclusive a participação nos lucros e resultados.
A entidade, porém, destaca que que não pode aceitar um índice exagerado como o pleiteado pelos sindicatos. Afirma, ainda, que embora respeite o direito de greve, "não se pode admitir são os piquetes contratados que barram o acesso da população às agências e postos bancários para impor uma greve abusiva, injustificada".
E é justo no início do mês que os bancos recebem maior afluxo de público devido ao pagamento dos 27 milhões de aposentados e pensionistas do INSS que recebem o benéfico pela rede bancária.
"Os bancários vêm recebendo aumento real, acima da inflação, desde 2004 e contam com a melhor convenção coletiva de trabalho do país, a única de âmbito nacional e garantia de Participação nos Lucros e Resultados (PLR); com a maior e mais ampla lista de benefícios, incluindo a menor jornada de trabalho do país, de seis horas e cinco dias por semana (30 horas semanais, enquanto a jornada legal para outras categorias é de 44 horas semanais)", completa o comunicado da Febaban.

G1

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