sábado, 4 de setembro de 2010

Pivô da violação do sigilo fiscal da filha de Serra era filiado ao PT

Foi filiado ao PT por quase seis anos o principal suspeito da violação de dados fiscais de Verônica Serra, filha do presidenciável José Serra (PSDB). Contador de profissão, Antônio Carlos Atella Ferreira ingressou na legenda em 20 de outubro de 2003. Em 21 de novembro de 2009 seu nome foi excluído.
A saída do partido ocorreu menos de dois meses depois de ter executado a trama e retirado da delegacia da Receita em Santo André cópias de declarações de renda de Verônica.
Atella, que ontem foi ouvido pela Polícia Federal, mas não indiciado, filiou-se ao PT de Mauá, 217.ª zona eleitoral. Situada na Grande São Paulo, Mauá é foco de outro escândalo que abala a Receita - de um computador da agência do Fisco na cidade foram acessados os dados tributários do vice presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de outros tucanos.
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Atella é classificado como formalmente "excluído" do partido. O TRE assinala que isso significa que a anotação de filiação foi retirada do cadastro de eleitores. Não significa desfiliação, apenas que havia algum dado divergente que o partido não corrigiu.

Como se faz sujeira em campanha eleitoral
Esse fato mostra como as coisas acontecem numa campanha política. O Fato da vazão de informações causadas por trambiqueiros vira fato político e é utilizado contra o concorrente. A Receita tinha que ter visto isto na época em que aconteceu para ser solucionado e não vir a tona justamente num momento em que todos querem criar fatos para ferrar o outro. A Polícia Federal tem que apurar isso o mais rápido possível e apresentar para a sociedade a verdade para que deixem de utilizarem de fatos como pivô de discordia.


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