domingo, 31 de outubro de 2010

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Baixaki

Eleita a primeira mulher presidente do Brasil. Esse fato já coloca Dilma Rousseff na História

Foto:Yahoo

31 de Outubro 2010 entra para a História com a primeira mulher eleita para Presidente da República, Dilma Rousseff (PT).
Dilma Vana Rousseff (Belo Horizonte, 14 de dezembro de 1947) é uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Foi ministra-chefe da Casa Civil durante o Governo Lula, e é atualmente candidata à Presidência da República, nas eleições de 2010.
Nascida em família de classe média alta[5] e educada de modo tradicional, interessou-se pelos ideais socialistas durante a juventude, logo após o Golpe Militar de 1964. Iniciando na militância, integrou organizações que defendiam a luta armada contra o regime militar, como o Comando de Libertação Nacional (COLINA)[5] e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR Palmares). Passou quase três anos presa entre 1970 e 1972, primeiramente na Oban (onde passou por sessões de tortura) e depois no DOPS.
Reconstruiu sua vida no Rio Grande do Sul, onde junto com o companheiro por mais de trinta anos, Carlos Araújo, ajudou na fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) e participou ativamente de diversas campanhas eleitorais. Exerceu o cargo de secretária municipal da Fazenda de Porto Alegre no governo Alceu Collares e mais tarde foi secretária estadual de Minas e Energia, tanto no governo de Alceu Collares como no de Olívio Dutra, no meio do qual se filiou ao Partido dos Trabalhadores (PT) em 2001.
Participou da equipe que formulou o plano de governo na área energética na eleição de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República em 2002, onde se destacou e foi indicada para titular do Ministério de Minas e Energia. Novamente reconhecida por seus méritos técnicos e gerenciais, foi nomeada ministra-chefe da Casa Civil. Foi considerada pela Revista Época uma dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009.




sábado, 30 de outubro de 2010

Ultimo dia dos Candidatos a Presidente



O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou que não existe governo "terceirizado", após carreata em Belo Horizonte, em um claro recado à adversária Dilma Rousseff, que também fez campanha na capital mineira na véspera da eleição.
"Ninguém governa no lugar de ninguém. Não existe governo terceirizado", disse o tucano, pouco depois de a petista ter declarado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá uma grande importância em seu eventual governo.
Mesmo aparentando cansaço, o candidato tentou mostrar ânimo na carreata que o partido organizou na capital mineira. Serra foi acompanhado pelo ex-governador e senador eleito, Aécio Neves (PSDB), entre outras lideranças mineiras.
O partido conseguiu mobilizar, segundo organizadores, cerca de 3 mil pessoas que seguiram da Praça do Papa, no bairro Mangabeiras, até a Savassi, dois setores nobres da capital.
Apesar da calorosa acolhida dos militantes, havia um certo clima de resignação. "Não podemos desistir. Sabemos que é difícil, mas temos que acreditar que ainda é possível virar", disse o funcionário público Antônio Resende, 34 anos.
Na entrevista que deu depois da carreata no Palácio das Mangabeiras, residência oficial, Serra falou em linha com declarações de Dilma, que fez campanha do outro lado da cidade, na Pampulha. A líder das pesquisas disse que, se eleita, fará um governo sem discriminação de partidos.
Serra afirmou que, caso vença a eleição no domingo, não vai governar com ódio ou vingança. E não deixou de alfinetar a adversária ao voltar a criticar o uso da máquina pública a favor de Dilma.
No fim da carreata, os tucanos exibiram um vídeo em praça pública do ex-petista e advogado Hélio Bicudo, intitulado "Manifesto em Defesa da Democracia". No vídeo, ele critica "o uso da máquina em favor de um partido", "compadrio e fisiologismo" e "autoritarismo hipócrita do presidente da República". A mesma mensagem foi exibida em evento de campanha no domingo em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Um dos coordenadores da campanha tucana em Minas, Danilo de Castro, que é ex-secretário de governo de Aécio Neves, disse que a coligação liderada pelos tucanos sabe que a Dilma é grande favorita nas pesquisas, mas não descarta uma virada na última hora.
"Se a Dilma vencer, vai ser uma diferença muito pequena", disse.
No primeiro turno, nenhum dos dois candidatos venceu na capital mineira, a liderança ficou com Marina Silva(PV). No Estado, Dilma obteve a maioria dos votos.

BERÇO DE LULA E PT

Serra encerrou a campanha em Suzano, Grande São Paulo (SP), onde defendeu que é chegada a hora de alternância de poder, repetindo argumentado apresentado na madrugada de sábado, após o último debate na TV com Dilma.
"É uma boa hora para haver troca de equipe, para haver alternância de poder, essa é a beleza da democracia", disse a jornalistas em Suzano, onde fez uma caminhada. "Você tem aí uma equipe cansada, consumida pelos vícios, pelo tempo prolongado."
Pouco antes, o tucano participou de uma carreata em São Bernardo do Campo, berço político do presidente Lula e do PT.
"São Bernardo do Campo é um lugar significativo, importante, o berço da nova industrialização de São Paulo e do Brasil, a cidade com a qual eu tenho muito vínculo", justificou a jornalistas, após participar de uma carreata que passou a poucas centenas de metros da sede do Sindicato dos Metalúrgicos e da residência de Lula.

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que escolheu Belo Horizonte para encerrar sua campanha neste sábado, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará "sempre presente", caso ela seja eleita.
"Não há ninguém nesse país que vai me separar do presidente Lula", afirmou, em tom emocionado, sob um calor de 30 graus na orla da Lagoa da Pampulha, um dos principais cartões postais da capital mineira. "Lula estará sempre presente no meu governo", disse.
A petista, no entanto, deixou claro que "obviamente, não será uma pessoa dentro de um ministério". "Mas, para mim, que tenho uma relação muito forte com o presidente Lula, ele será sempre uma pessoa de quem tenho plena confiança política e pessoal", afirmou.
Dilma Rousseff chegou com mais de duas horas de atraso a Belo Horizonte para o último compromisso oficial antes do segundo turno. A candidata petista estava bem disposta e fez um balanço da campanha antes de seguir em carreata com os militantes pela zona norte da capital mineira.
"Foi uma campanha muitas vezes dura, com calúnias diversas, mas eu quero dizer que não guardo mágoas...", afirmou.
Num tom de jogo praticamente ganho, Dilma disse que pretende, caso seja eleita, unir o Brasil em torno de um grande projeto de desenvolvimento. Ela prometeu governar para todos os brasileiros, sem exceção.
"Não haverá discriminação de partidos. Não vou governar apenas para minha coligação. Faço questão de me relacionar bem com governadores e prefeitos, fazendo um governo republicano e transparente."
A candidata se disse emocionada por encerrar a campanha na sua terra natal, onde sua história política começou. "Foi aqui que tudo começou, e é mais do que simbólico eu fechar a campanha nessa cidade que foi tão importante na minha vida."
Segundo o secretário nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), além de ser o Estado natal da petista, o número de eleitores também pesou na escolha, já que Minas, São Paulo e Rio de Janeiro concentram 41,5 por cento do eleitorado do país.
O seu adversário tucano, José Serra, também escolheu a capital mineira como destino um dia antes da eleição. Nenhum dos dois levou a maioria do votos dos eleitores de Belo Horizonte no primeiro turno. Marina Silva (PV) venceu na capital e no Estado Dilma liderou.
No final da entrevista, ela foi surpreendida por uma eleitora de 84 anos que fez questão de cumprimentá-la. Dona Gumercinda Queiroga, 84 anos, moradora do bairro Nova Cintra, disse que votava em Dilma porque ela era mineira e do partido do presidente Lula.
"Foi no governo do presidente Lula que meu filhos tiveram condição de estudar, o que eu não tive. Hoje, tenho dois apartamentos e vivemos com dignidade", disse Gumercinda, que prometeu votar bem cedo no domingo.
Do outro lado da cidade, o candidato José Serra, tentava manter o ânimo junto com correligionários do PSDB, como o ex-governador e senador eleito Aécio Neves (PSDB) e o governador eleito, Antonio Anastasia (PSDB).
Institutos locais, segundo a mídia mineira, indicam liderança folgada de Dilma.



Reuters




O Debate

Foto: G1


Gostei do debate

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Hoje tem debate dos presidenciáveis na Globo


Hoje tem debate dos presidenciáveis na Globo. Dilma vai encarar  Serra com uma vantagem de 10 pontos percentuais das intenções de votos apontados pelo Data Folha. A minha espectativa é de um debate bastante aguerrido com Serra indo para cima tentando tirar a diferença para domingo e acredito que a Dilma se postará de forma mais precavida. Também pudera com essa vantagem não vale a pena arriscar. Mas como terá a participação de indecisos nas perguntas, imagino que será diferente dos debates anteriores nos quais a maioria das perguntas eram entre os concorrentes. Espero que seja um debate combastante alto astral pois assim ganha o eleitor principalmente aquele que está aguardando o debate para decidir seu voto.
Uma preocupação é a presença dos votantes no domingo dado o feriadão prolongado em que muitos vão viajar seguramente. Isso pode colocar muita abstenção neste segundo turno. Hoje vi o programa de encerramento da campanha dos dois e gostei mais o que foi apreentado da candidatura Dilma. Mas enfim estamos numa democracia e que ganhe o povo brasileiro.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Estrada

Aborto


As leis Brasileiras determina que aborto é crime, salvo em casos de risco de morte da mãe e estrupos. Apesar da ielegalidade quantos abortos acontecem ano após anos, ocorrem na clandestinidade, colocando a vida dos abortantes também em risco. A questão do aborto ultrapassa a questão moral ou religiosa se tornando uma questão real e que não deve ser tratado com mera recriminação é preciso que se dê uma resposta concreta para isso. Nesse sentido é necessário dar à questão do aborto pelo menos uma questão de saúde pública imbuido de uma ampla campanha de conscientização sobre a questão a partir da educação sexual, aliás, tema este que deveria ser do currículo escolar.
Se me pergunta se sou contra o aborto. Sou contra sim mas não concordo com a forma de como é tratado e não basta apenas descriminalizar sem que tenha uma ampla consciência e sustentação aos casos.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Supremo mantém válida Lei da Ficha Limpa


Depois de muita discussão, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou por seguir a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que negou a candidatura de Jader Barbalho (PMDB-PA) ao Senado. Isso significa que a Lei da Ficha Limpa foi considerada constitucional e válida para a eleição deste ano.
Depois de empate em cinco votos sobre o recurso de Barbalho, os ministros decidiram por 7 votos a 3 pela conclusão do debate ainda nesta quarta-feira. Isso posto, 7 dos 10 ministros optaram por seguir o entendimento do TSE. Apenas três foram contrários.
Nesta quarta, foi julgado recurso extraordinário de Barbalho, cujo registro de candidatura permaneceu negado. O relator foi o ministro Joaquim Barbosa, que votou a favor da lei na primeira votação.
Seguiram seu voto Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Ellen Gracie. Foram contrários os ministros Marco Aurélio Mello, José Antônio Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cezar Peluzo.
"Cabia aos partidos políticos, durante as convenções, fazer recair a indicação dos pleiteantes a cargos eletivos sobre aqueles que preenchessem os requisitos legais", afirmou Barbosa no plenário do STF. "Não houve desestabilização do processo eleitoral porque este sequer havia se iniciado."
O ministro Gilmar Mendes foi bastante duro em seu discurso e chegou a dizer que organizações partidárias estavam por trás da coleta de assinaturas para a criação da lei.
"Essa é uma lei odienta e hedionda. Veja que tipo de sandice se pode propor ao Congresso Nacional, em nome de iniciativa popular, em nome dessa chamada higidez moral. Mas aí se pode também fazer seleção nessa sequência de absurdos", disse Mendes em seu voto.
"A gente pode imaginar, por exemplo, a denúncia contra determinados crimes para selecionar quem deve ser o adversário da maioria nas eleições como ocorreu neste caso específico. É bom que se saiba que aqui se teve esse desenho: lei casuística para ganhar eleição no tapetão", completou.
Com o empate consolidado, abriu-se nova votação para decidir sobre o recurso de Barbalho ainda nesta quarta-feira. Definido isso, votaram por seguir a decisão do TSE os ministros Celso de Mello, Joaquim Barbosa, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie e Cezar Peluso. Votaram contra Gilmar Mendes, José Antônio Dias Toffoli e Marco Aurélio de Mello.
O TSE negou o registro a Barbalho para que ele concorresse à eleição por ele ter renunciado ao cargo de senador, em 2001, para evitar um processo por quebra de decoro parlamentar que poderia resultar em sua cassação.

CASO RORIZ

No final de setembro, os ministros do STF não conseguiram chegar a uma decisão sobre a validade ou não da lei já para estas eleições após um empate. O décimo primeiro ministro, que poderia desempatar a questão, ainda não foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o STF.
Na ocasião, estava sendo julgado recurso do então candidato ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PSC). Ele questionava a decisão do TSE que lhe negou o registro de candidatura por ter renunciado ao mandato de senador para escapar de um processo por quebra de decoro parlamentar, em caso similar ao de Jader.
Como Roriz desistiu de sua candidatura dias depois em detrimento de sua mulher, Weslian Roriz (PSC-DF), o processo foi arquivado e não se chegou a uma solução.
A Lei da Ficha Limpa nasceu de uma iniciativa popular e contou com a assinatura de 1,6 milhão de pessoas antes de ser aprovada pelo Congresso Nacional, em maio. Ela foi sancionada sem vetos pelo presidente Lula no início de junho.



Reuters

Morre ex-presidente da Argentina e Dilma distancia de Serra, isso são fatos de hoje
























O ex-presidente da Argentina Néstor Kirchner morreu na cidade de Calafate depois de ter sido hospitalizado nesta quarta-feira após sofrer uma insuficiência cardíaca aguda, informou seu médico pessoal. Ele mantinha grande influência no governo da presidente Cristina Fernández de Kirchner, sua mulher e sucessora.
Kirchner tinha sido operado em setembro de problemas cardíacos


A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, aumentou sua vantagem sobre José Serra (PSDB) no segundo turno para 15,2 pontos percentuais, mostrou pesquisa do instituto Sensus divulgada nesta quarta-feira.


Na pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), Dilma tem 51,9 por cento das intenções de voto contra 36,7 por cento de Serra. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.
Levantamento Sensus divulgado na semana passada mostrava Dilma com 46,8 por cento das intenções de voto ante 41,8 por cento de Serra.
O Sensus ouviu 2.000 pessoas entre sábado e segunda-feira.




Reuters

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Da corrupção à crise

A corrupção domina o Mundo. Esta é a conclusão amarga que resulta da análise dos indicadores de percepção da corrupção ontem divulgados pela Transparência Internacional.
Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota negativa, numa escala que vai de zero (os mais corruptos) a dez (os países mais "limpos"). A propagação da corrupção não tem limites e ultrapassa todas as fronteiras. De Angola, que apresenta um score de 1,9, à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior classificação do continente americano (2,0), passando pela Rússia (2,1) ou até pela Grécia (3,5).
Em termos globais, é evidente a relação directa entre a pobreza e a corrupção, o que torna esta epidemia ainda mais grave. Este fenómeno será até o factor que gera maior pobreza, já que é através dos seus mecanismos que se canalizam os recursos de todos para os bolsos de alguns. Talvez o verdadeiro combate à fome tenha sucesso quando as Nações Unidas trocarem os programas de apoio alimentar por estratégias efectivas de combate à fraude.
E em Portugal? Por cá, o panorama é desolador. Só na última década, desceu dez posições no "ranking". Em termos do espaço europeu ocidental, Portugal ocupa a 19.ª posição, em 30, apenas à frente de Itália, Grécia, Malta e países do antigo bloco de Leste.
Esta posição é afinal o corolário lógico dum sistema que parece querer proteger a corrupção. E que tem como primeiro responsável um Parlamento que produz legislação confusa, cheia de regras, repleta de excepções e que permite, a quem as aplica, um enorme poder discricionário, fonte de todo o compadrio. Este cenário só poderia piorar com um sistema de justiça que se revela absolutamente incapaz no combate a este flagelo.
Também em Portugal a corrupção gera pobreza, através da transferência dos bens colectivos para os mais poderosos, permitindo que os ricos sejam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais desgraçados. Talvez por cá, como no Mundo, a melhor forma de combater a crise seja começar por travar um combate, sem tréguas, à corrupção.



Paulo Morais

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Epidemia de cólera diminui no Haiti e mortes chegam a 259


A taxa de crescimento das mortes por cólera no Haiti diminuiu na segunda-feira, de acordo com números oficiais, enquanto uma operação multinacional de ajuda foi montada para combater o surto que já matou 259 pessoas no país.
Após vários dias em que o número de mortos pela doença passava de uma dúzia diariamente, somente seis pessoas morreram nas últimas 24 horas, todas na área de Artibonite, no centro do país, onde se concentra o surto da doença. A outra área do surto, no Planalto Central, não registrou mortes no último dia.
O número total de casos confirmados subiu para 3.342, ante 3.015 na véspera, refletindo o menor ritmo de avanço da doença.
Mas o governo do Haiti e de países que têm ajudado a nação mais pobre das Américas desde o terremoto devastador de 12 de janeiro seguem em alerta máximo quanto a uma possível expansão da doença para outras regiões do país.
"O número de mortes registradas teve uma diminuição significante, e o número de pessoas hospitalizadas também diminuiu", disse Gabriel Thimote, diretor geral do Departamento de Saúde do Haiti, numa entrevista coletiva na capital Porto Príncipe.
"Acreditamos que a situação está estabilizando. Isso não significa necessariamente que chegamos ao pico", acrescentou.
Não foram registrados novos casos na superpovoada Porto Príncipe, onde especialistas temiam a respeito da vulnerabilidade dos 1,3 milhão de sobreviventes do terremoto que moram em tendas e barracas. Outras dezenas de milhares vivem em favelas ao lado de córregos imundos.
As autoridades isolaram cinco casos de cólera na capital, todas em pessoas que estiveram em Artibonite.
A Organização das Nações Unidas (ONU), ONGs e governos estrangeiros, como Cuba, enviaram equipes médicas de emergência e água limpa para as regiões afetadas, enquanto as autoridades de saúde lançaram um campanha nacional de higiene anticólera.
Centros especiais para o tratamento de cólera foram montados nas áreas com maior número de casos e na capital. De acordo com o governo, o país possui antibióticos suficientes para tratar até 100 mil pacientes.



Reuters

Eleições


A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, caiu para 49 por cento das intenções de voto, segundo pesquisa Vox Populi divulgada nesta segunda-feira, mas a diferença para seu adversário José Serra (PSDB) oscilou negativamente apenas 1 ponto e agora está em 11 pontos.
Segundo dados publicados no site iG, Dilma caiu 2 pontos percentuais em relação à pesquisa da semana passada, enquanto Serra oscilou de 39 para 38 por cento. O que aumentou foi o número de eleitores indecisos, que passaram de 4 para 7 por cento. A margem de erro da pesquisa, é de 1,8 ponto percentual.
A parcela dos eleitores que planeja votar em branco ou anular o voto, no dia 31, manteve-se em 6 por cento.
A petista segue com sua maior vantagem no Nordeste, onde bate o tucano por 64 a 27 por cento. Já Serra vence Dilma apenas no Sul, por 47 a 39 por cento. No Sudeste, o placar é de 44 a 40 por cento a favor da candidata do PT.
O Vox Populi ouviu 3.000 pessoas, entre sábado e domingo, em 214 municípios do país.

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, apresentou nesta segunda-feira 13 "compromissos de governo" em um texto genérico que repete mantras da política econômica, sinaliza a quem teme por retrocesso na democracia e faz agrados a ambientalistas, sem descuidar do foco social.
"A política macroeconômica será consistente com o equilíbrio fiscal, com o controle da inflação, com uma baixa vulnerabilidade a choques e com o crescimento mais rápido na renda das camadas mais pobres da população", promete o texto no segundo ponto.
Falando a jornalista, Dilma voltou a afirmar que defende o regime de câmbio flutuante, o sistema de metas de inflação e disse que o Brasil tem uma "blindagem internacional", referindo-se ao elevado patamar das reservas internacionais do país, hoje em mais de 280 bilhões de dólares.
A ausência de menções à política cambial, que tem sido alvo de várias medidas nos últimos dias diante da forte valorização do real contra o dólar, foi justificada de maneira sucinta pelo coordenador do programa de governo da candidata, Marco Aurélio Garcia, que é assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República.
"Questão de câmbio não é questão de programa de governo", disse Garcia a jornalistas.
Sem se comprometer com uma reforma tributária ampla, que os especialistas dizem ser de difícil execução política --tanto que nem Fernando Henrique Cardoso nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva obtiveram êxito na empreitada nos últimos 16 anos--, o documento divulgado nesta segunda-feira fala em "mudanças" para racionalizar o sistema.
"Em acordo com Estados e municípios, serão complementadas mudanças tributárias que racionalizem e reduzam os efeitos socialmente regressivos da atual estrutura tributária e beneficiem a produção e as exportações", afirma o texto.
"Para estimular e favorecer o empreendedorismo, serão definidas políticas especiais tributárias, de crédito", acrescenta o programa.
Depois de a candidata do Partido Verde à Presidência, Marina Silva, conseguir quase 20 milhões de votos no primeiro turno, o programa de Dilma se preocupa em mostrar compromisso com o chamado desenvolvimento sustentável.
"A política ambiental cuidará para que o Brasil desempenhe papel exemplar na construção de um modelo de desenvolvimento ao mesmo tempo sustentável e includente", diz o programa em seu quarto ponto.
O texto diz ainda que "a política industrial levará em conta critérios ambientais, da mesma forma que as políticas fiscais e de crédito", mas não deixa claro quais seriam esses critérios. E reforça o compromisso com "as metas apresentadas voluntariamente em Copenhague", na cúpula sobre o clima em dezembro do ano passado.

DEMOCRACIA E IMPRENSA
O programa de 13 pontos traz ainda uma promessa aos que temem um retrocesso democrático ou na liberdade de imprensa, assim como às religiões, depois que temas como o aborto tiveram destaque na campanha, especialmente no segundo turno.
"O fortalecimento da democracia política, logrado nos últimos anos, será mantido e consolidado pela continuidade da reforma do Estado; pela preservação da autonomia dos poderes constituídos; pela garantia irrestrita da liberdade de imprensa e de expressão e da liberdade religiosa."
E se compromete com uma reforma política. Mas, como de resto, sem nenhum detalhe, deixando sua definição para "um amplo diálogo com a sociedade e suas organizações, por meio do Congresso Nacional".
A reforma política, acrescenta o texto, "terá como objetivo dar maior consistência à representação popular e aos partidos, eliminando as distorções que ainda cercam os processos eleitorais".

BALANÇO
A introdução do programa de 13 pontos traz um balanço das realizações do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando o papel de Dilma nele, e comparações com seus antecessor, Fernando Henrique Cardoso, do PSDB de José Serra, adversário da petista no segundo turno.
"O governo do presidente Lula conseguiu, pela primeira vez em nossa história, articular crescimento da economia com forte distribuição de renda, inclusão e ascensão social", praticamente parafraseando o bordão do presidente "nunca antes na história deste país".
O texto cita os programas de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa, Minha Vida e políticas sociais como o Bolsa Família e Luz Para Todos, argumentando que isso criou um "gigantesco" mercado de bens de consumo que ajudou a garantir a "expansão sustentada de nossa economia", dando condições de o país suportar a crise global de 2008.
E para não passar batido pelos partidos da coligação --formada por dez legendas, incluindo o PT de Dilma e o PMDB do candidato a vice, Michel Temer--, o texto diz que os aliados querem "com todos os homens e as mulheres de nosso país, continuar e aprofundar a mudança do Brasil, que se iniciou em 2003".

A seis dias da eleição, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, apresentou nesta segunda-feira "13 compromissos programáticos" de governo, que chamou de "base da governabilidade".
Dilma minimizou o fato de isso ter ocorrido tão perto da eleição por considerar que suas propostas foram apresentadas "exaustivamente" em todos os programas de tevê do partido.
"Estamos formalizando para o futuro, se Deus quiser e eu for eleita, ele é a base da governabilidade", disse. Segundo a candidata petista, os compromissos têm um sentido de "diretriz". "Obviamente eles são gerais, não são metas", afirmou.
"Eles refletem um esforço da nossa coligação, de deixar claras as nossas diretrizes", disse Dilma a jornalistas no anúncio do plano, chamado "Os 13 Compromissos Programáticos De Dilma Rousseff para o Debate na Sociedade Brasileira".
"Eu chamo esses 13 compromissos da construção da nossa governabilidade, porque eles refletem uma força política desses 11 partidos, que se expressa em mais de 50 senadores e mais de 350 deputados", disse Dilma.
Antes desta versão, a campanha de Dilma registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em julho um programa que previa controle social da mídia, taxação de grandes fortunas e redução da jornada de trabalho. O texto foi substituído no mesmo dia por outro, sem estes itens, e tratado como provisório pela coordenação. A proposta foi enviada ao TSE para cumprir uma exigência da Justiça Eleitoral.

Veja os 13 compromissos de Dilma.
1. Expandir e fortalecer a democracia política, econômica e social
2. Crescer mais, com expansão do emprego e da renda, equilíbrio macroeconômico, sem vulnerabilidade externa e desigualdades regionais.
3. Dar seguimento a um Projeto Nacional de Desenvolvimento que assegure grande e sustentável transformação produtiva do Brasil.
4. Defender o meio ambiente e garantir um desenvolvimento sustentável.
5. Erradicar a pobreza absoluta e prosseguir reduzindo as desigualdades. Promover a igualdade, com garantia de futuro para os setores discriminados na sociedade.
6. Governo Dilma será de todos os brasileiros e brasileiras e dará atenção especial aos trabalhadores.
7. Garantir educação para a igualdade social, cidadania e desenvolvimento.
8. Transformar o Brasil em potência científica e tecnológica.
9. Universalizar a saúde e garantir a qualidade do atendimento do SUS.
10. Prover as cidades de habitação, saneamento, transporte e vida digna e segura para os brasileiros.
11. Valorizar a cultura nacional, dialogar com outras culturas, democratizar os bens culturais e favorecer a democratização da comunicação.
12. Garantir a segurança dos cidadãos e combater o crime organizado.
13. Defender a soberania nacional. Por uma presença ativa e altiva do Brasil no mundo.

Sem ainda ter apresentado formalmente um plano de governo, o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, chamou de "jogada eleitoral" as propostas divulgadas pela adversária Dilma Rousseff (PT) nesta segunda-feira.
"O caso deles é só uma jogada eleitoral. Não tem nenhum significado, até porque eles pensam "x" e menos um sobre "x" sobre cada coisa, segundo a conveniência do momento", disse Serra a jornalistas após reunião com representantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
"O nosso plano está praticamente na Internet. Não é um instrumento eleitoral. É um reflexo daquilo que nós vamos fazer mesmo", completou.
Dilma apresentou nesta tarde, a seis dias da eleição, 13 compromissos programáticos de governo, que chamou de "base de governabilidade". São propostas genéricas para as áreas de economia, de meio ambiente, saúde, redução da pobreza, educação, segurança e saúde. O texto foi apresentando após reunião da candidata com representantes dos partidos de sua coligação.
Serra disse que não acredita ser importante oficializar suas propostas. "Oficializar não, até porque, no caso, eles não oficializaram coisa nenhuma", reagiu.
O candidato voltou a condenar o nível da campanha eleitoral. "Em matéria de baixaria por parte do adversário sem dúvida esta é a pior (campanha). Nunca um adversário se aparelhou tanto. Nunca um adversário jogou tão baixo quanto nesta campanha no caso do PT", afirmou. "Estamos numa luta de David contra Golias e nós somos o David."
Na reunião com a SBPC, Serra recebeu um documento com propostas para as áreas de ciência, tecnologia e educação, entre elas consta um pedido para aumentar o orçamento para ciência e tecnologia para 2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Hoje esse investimento está no patamar de 1 por cento. O mesmo documento foi entregue a Dilma há duas semanas.


Reuters












sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Senado da França aprova impopular reforma previdenciária

O Senado francês aprovou na sexta-feira a impopular reforma previdenciária proposta pelo presidente Nicolas Sarkozy, mas os sindicatos prometem continuar lutando contra a elevação da idade mínima de aposentadoria.
Por 177 fotos a favor e 152 contra, o projeto foi aprovado depois que o governo conservador usou uma medida especial para acelerar o debate, enquanto enviava a polícia para dissolver piquetes em depósitos de combustíveis.
A lei, que eleva de 60 para 62 anos a idade mínima de aposentadoria, provocou o mais incisivo movimento de protesto em toda a Europa contra as medidas de austeridade adotadas por vários governos para controlarem suas dívidas e seus déficits.
A reforma agora deve passar rapidamente por uma comissão parlamentar mista e pelo conselho constitucional, antes de ser sancionada.
Horas antes da votação, policiais dissolveram um piquete perto da principal refinaria que abastece Paris, enquanto os sindicatos endurecem sua posição e convocam greves também em outras categorias.
Sinalizando a intenção de não abdicar dos protestos, as seis principais centrais sindicais convocaram mais duas jornadas nacionais de manifestações, nos dias 28 de outubro e 6 de novembro.
"Os protestos não estão parando, simplesmente temos visões diferentes a respeito de como proceder", disse Jean-Claude Mailly, líder da central radical Force Ouvrière, à rádio RMC.
"Ainda achamos que se manifestar não basta ... temos de ampliar ... precisamos de uma jornada forte de greves nos setores público e privado."
O governo também parece determinado a não ceder. Com escudos, uma tropa de choque dissolveu os piquetes e retirou pneus em chamas que impediam o acesso à refinaria Grandpuits, pertencente à empresa Total, a sudeste de Paris. Houve tumulto, e uma pessoa foi retirada de maca após ser pisoteada.

Mas analistas não preveem que as greves tenham algum impacto duradouro sobre a avaliação de crédito da França.
Na quinta-feira, o governo vendeu confortavelmente títulos de curto prazo, embora tenha pagado um ágio sobre emissões anteriores, o que segundo analistas reflete preocupações latentes com a capacidade do governo de impor medidas de austeridade.
"A crise até agora teve um impacto quase nulo nos 'spreads' dos títulos na França", disse Julian Jessop, economista-chefe internacional da Capital Economics. "Acho que há uma percepção nos mercados de que isso é apenas os franceses sendo franceses".
COMBUSTÍVEIS
Sarkozy tem sido pressionado a resolver o conflito trabalhista antes das férias escolares que começam neste fim de semana. A 18 meses de uma eleição em que ele deve buscar um novo mandato, sua popularidade está em níveis baixíssimos.
As 12 refinarias do país estão em greve há 11 dias, e o bloqueio aos depósitos de combustível gera transtornos nos transportes, além de deixar desabastecidos cerca de um quinto dos 12,5 mil postos de gasolina.
Jean-Louis Schilansky, presidente da Ufip, entidade do setor petrolífero, disse a jornalistas após reunião com o primeiro-ministro François Fillon que, com aumento das importações e reservas, haverá combustível para semanas ou meses.
O líder dos petroleiros na central sindical comunista CGT, Charles Foulard, disse que "Sarkozy declarou guerra."
O presidente afirma que a reforma é a única forma de limitar o déficit previdenciário e de proteger a cobiçada avaliação de crédito "AAA", que permite à França contrair empréstimos com juros favoráveis.
"Se os franceses não tomarem cuidado, em breve vão se juntar aos Piigs (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) como as economias turbulentas da Europa", disse o professor Anthony Sabino, da Universidade St. John's, de Nova York.
O governo pretende cortar o déficit para 6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem, levando em conta um crescimento econômico de 2 por cento, na primeira etapa de um plano destinado a reduzir até 2013 o déficit público até 3 por cento do PIB, que é o limite previsto pela União Europeia para países da zona do euro.
APOIO ÀS GREVES
A reforma previdenciária na França eleva a idade mínima de aposentadoria de 60 para 62 anos, e a idade para a pensão integral de 65 para 67 anos. O governo espera que os protestos comecem a minguar após a aprovação da reforma.
Mesmo após as mudanças, a França terá uma das menores idades de aposentadoria em toda a Europa. O conjunto das medidas propostas por Sarkozy para reduzir o déficit é bem mais brando do que em países como a Grã-Bretanha, que nesta semana anunciou cortes de gastos públicos no valor de 80 bilhões de libras (126 bilhões de dólares).
Mas uma pesquisa divulgada na sexta-feira pelo Canal Plus mostrou um aumento do apoio às greves nos últimos seis dias -- os protestos trabalhistas agora têm o apoio de 70 por cento dos franceses. As pesquisas mostram também que a maioria das pessoas é contra a reforma previdenciária.
Os sindicatos esperam que o envolvimento de secundaristas e universitários -- milhares deles saíram às ruas na quinta-feira -- e de trabalhadores do setor privado desequilibre a balança e force o governo a recuar, como ocorreu há 15 anos, durante protestos contra outra reforma previdenciária.
Mas o número de jovens manifestantes continua sendo bem inferior ao que foi visto em 1995 e 2006, e a perturbação nos transportes é bem menos generalizada.
Episódios violentos envolvendo jovens mascarados em Lyon (centro) e Nanterre (subúrbio de Paris) também abalaram a imagem pacífica e disciplinada do movimento contra as reformas.
Os sindicatos dizem que as passeatas desta semana atraíram 3,5 milhões de pessoas, mas o governo estima que foram somente 1 milhão.


Reuters

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O que rolou hoje na Campanha Eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou nesta quinta-feira o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, de mentir por conta do que considerou uma simulação de agressão que teria sido feita por ele durante confronto entre militantes do PT e tucanos na véspera.
"A mentira que foi produzida ontem pelo esquema publicitário do José Serra é uma coisa vergonhosa. Passaram o dia inteiro vendendo que esse homem tinha sido agredido", disse Lula a jornalistas, após a inauguração do dique seco do Polo Naval de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
Lula contou que após saber do incidente entre militantes das duas legendas durante evento de Serra na zona oeste do Rio de Janeiro, chegou a pensar em entrar em contato com dirigentes do PT para que se solidarizassem com o tucano, mas mudou de opinião após ver imagens feitas pelo SBT.
A reportagem da emissora sobre o tumulto mostra o tucano sendo atingido na cabeça pelo que parece ser uma bolinha de papel. De acordo com a reportagem, cerca de 20 minutos depois de ser atingido, Serra recebe um telefonema e leva a mão à cabeça.
Segundo a assessoria de imprensa da campanha de Serra, o candidato do PSDB foi atingido por um "pesado objeto", sentiu-se mal e cancelou o restante dos eventos de campanha no Rio. O tucano foi levado para uma clínica onde fez exames e recebeu recomendação médica de repouso por 24 horas.
"Nenhum candidato, novo ou velho, tem o direito de mentir de forma descarada como o PSDB fez ontem, achando que atrás da tela tem um bando de pessoas que não entendem nada", atacou Lula.
O presidente comparou o episódio com o do ex-goleiro da seleção do Chile Roberto Rojas, que durante uma partida contra o Brasil em 1989 no Maracanã, válida pelas eliminatórias da Copa do Mundo do ano seguinte, fez um corte proposital no supercílio quando um foguete foi lançado por uma torcedora no gramado.
O jogo foi suspenso e, depois que a farsa foi descoberta o Chile, que precisava da vitória para se classificar para o Mundial, foi declarado derrotado e foi suspenso dos Mundiais de 1990 e 1994. Rojas foi banido do futebol e anistiado anos depois.

O programa de TV do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, mostrou na tarde desta quinta-feira imagens do episódio em que o tucano foi atingido por um objeto em meio a tumulto entre militantes do PT e do PSDB no Rio de Janeiro na véspera.
As imagens veiculadas, no entanto, não captam o momento exato em que Serra é atingido.
"Os brasileiros lutaram muito para reconquistar a democracia, um regime que é da liberdade e da democracia. Por isso, é inaceitável o que aconteceu nesta quarta-feira no Rio", afirma uma apresentadora do programa de Serra, que informa que o tucano teve de interromper sua campanha no Rio após receber atendimento médico.
A propaganda tucana aproveitou o episódio para lembrar de uma agressão sofrida pelo ex-governador Mario Covas, morto em 2000, quando militantes lhe agrediram na cabeça em Diadema (SP), descrito pelo programa como "um dos berços do PT".
"Eu fui cassado para garantir o direito de vocês falarem, não o direito de me dar paulada na cabeça", afirma Covas, deputado federal cassado pelo regime militar (1964-1985), em imagens de arquivo.
Serra então aparece em depoimento já utilizado anteriormente em que afirma que a atual disputa eleitoral "pode ser a eleição da honestidade, da valorização de quem nunca esteve metido em escândalos".
A campanha de Serra tomou cerca de um minuto do tempo destinado à campanha da adversária Dilma Rousseff (PT) com direito de resposta concedido pela Justiça eleitoral sobre o tema da privatização.
Serra "não teve nada a ver" com a privatização da CSN, informa uma locutora, vendida durante o governo do ex-presidente Itamar Franco, quando o tucano era deputado. Também classifica de "mentira" a afirmação de que Serra e os governos do PSDB em São Paulo privatizaram 31 empresas.
O programa de Dilma repetiu a propaganda já veiculada, na qual mostrou apoio de artistas e intelectuais à sua candidatura, como o cantor e compositor Chico Buarque, o cartunista Ziraldo e o escritor Fernando Morais.



Reuters



quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Fatos da Campanha no dia de hoje


Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira mostrou a candidata Dilma Rousseff (PT) 11 pontos à frente no segundo turno das eleições presidenciais.
A petista tem 51 por cento das intenções de voto e o tucano aparece com 40 por cento. Os votos brancos e nulos somam 5 por cento, enquanto 4 por cento não sabem em quem votar ou não responderam.
A pesquisa, divulgada pelo portal do jornal O Estado de S.Paulo, foi realizada entre domingo e esta quarta-feira junto a 3.010 eleitores, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
A diferença quase dobrou em relação à sondagem anterior do Ibope, realizada entre 11 e 13 de outubro, quando Dilma tinha 49 por cento, 6 pontos à frente de Serra, com 43 por cento.
Considerando-se apenas os votos válidos (excluídos nulos, brancos e indecisos), Dilma tem 56 por cento contra 44 por cento do tucano.
Na terça-feira, o instituto Vox Populi divulgou levantamento feito entre 15 e 17 de outubro, apontando diferença similar ao do Ibope, com 12 pontos a favor de Dilma. Naquela sondagem, ela tinha 51 por cento e Serra 39 por cento.
Na semana passada, o Sensus apontou os dois candidatos no limite do empate técnico, com Dilma aparecendo com 46,8 por cento das intenções de voto contra 42,7 por cento de Serra. Na quinta-feira virá a público nova pesquisa Sensus.

O candidato tucano à Presidência da República, José Serra, foi atingido na cabeça por um objeto, nesta quarta-feira, durante enfrentamento entre militantes do PT e do PSDB numa caminhada em Campo Grande, na zona oeste do Rio.
A informação é da assessoria de imprensa do candidato, que suspendeu o restante da agenda no Rio e iria para São Paulo.
"Em determinado momento (da caminhada), acertaram a cabeça do candidato Serra com um pesado objeto", informa nota da assessoria da campanha tucana.
"Com o golpe, ele ficou tonto e se submeteu a um exame médico inicial, onde os médicos sugeriram uma tomografia computadorizada e repouso", acrescentou a nota.
A assessoria não especificou com que tipo de objeto Serra foi atingido e nem a gravidade.
O candidato foi levado a uma clínica em Botafogo, zona sul, que não deu detalhes sobre o atendimento e informou que ele foi liberado. Serra, de 68 anos, teria realizado exames preventivos no hospital.
Depois de Campo Grande, ele faria uma visita ao estádio do Maracanã e ainda participaria de encontro com tucanos no bairro do Flamengo.
A confusão teve início quando um grupo de funcionários da Fundação Nacional de Saúde, conhecido como "mata mosquitos", começou a chamar Serra de assassino. Este grupo foi demitido no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).
Houve empurra-empurra, confusão e militantes dos partidos entraram em confronto no centro comercial de Campo Grande, sem intervenção da polícia.
"Esta é a tropa de assalto do PT. Lembra da tropa de assalto dos nazistas? Isso é típico dos fascistas. O PT tem tropa de choque, eles fazem isso no piloto automático", disse Serra ainda no local.
Preocupados, alguns comerciantes fecharam as suas portas. Durante o tumulto, Serra se refugiou dentro de uma loja de cosméticos em que já estava visitando.
"Parece uma manifestação articulada pelo PT e se eles estão brigando é porque estão com medo da virada", disse à Reuters o deputado federal e presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ).
Serra e seu vice, Índio da Costa (DEM-RJ), deixaram a loja depois de alguns minutos usando um corredor humano em meio aos militantes adversários.

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse nesta quarta-feira que repudia o ato de violência contra seu adversário, ocorrido no Rio de Janeiro.
"Eu repudio, lamento, sou contra e tenho demonstrado isso sistematicamente", disse Dilma a jornalistas. "Eu sempre me recusei a qualquer ato de violência", acrescentou.
Segundo a candidata, o PT-RJ pediu para que a polícia apure e puna os envolvidos no episódio. Ela pediu para a militância não entrar em provocações e fazer uma campanha fraterna.
Serra foi atingido na cabeça por um objeto durante enfrentamento entre militantes do PT e do PSDB numa caminhada no bairro de Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro. Após passar por exame médico, ele suspendeu o restante da agenda no Rio
Por causa de tumulto entre populares, Dilma teve que interromper a campanha em Guarulhos (SP). Além de Ferraz de Vasconcelos, ela passou também por Suzano.
Na quinta-feira, ela deve viajar ao Rio Grande do Sul.



Reuters




segunda-feira, 18 de outubro de 2010

França insiste em reforma previdenciária apesar de protestos


Caminhoneiros fizeram operação padrão, trens foram cancelados e postos ficaram sem combustível na segunda-feira na França, em mais um dia de protestos às vésperas de o Senado votar o polêmico projeto de reforma previdenciária.
Na terça-feira, a greve deve ser geral, afetando inclusive aviação e correios. O Senado deve votar na quarta-feira o projeto que eleva de 60 para 62 anos a idade mínima de aposentadoria e de 65 para 67 anos para recebimento do salário integral.
Após enfrentar meses de protestos, o governo de centro-direita diz que não vai recuar, e prometeu que a infraestrutura nacional não será afetada pelas paralisações. Mas a greve nas refinarias, que já dura uma semana, causa falta de combustível nos quase 12.500 postos do país.
"A situação está crítica", disse uma porta-voz da Exxon Mobil. "Quem procura diesel nas regiões de Paris e Nantes (oeste) terá problemas."
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, que participou na cidade litorânea de Deauville de uma reunião com os líderes de Alemanha e Rússia, disse que não vai ceder. "A reforma é essencial, e a França está comprometida em fazê-la e levá-la adiante, assim como fizeram nossos parceiros alemães", afirmou.
Só 13 por cento dos ferroviários se mantêm em greve na segunda-feira, mas nas 12 refinarias do país a paralisação chega ao seu sétimo dia, com protestos afetando também centros de distribuições de combustível no país inteiro.
A entidade setorial Ufip disse que a França pode ter sérios problemas de abastecimento de combustíveis nesta semana, o que obrigaria o governo a usar as reservas emergenciais.
O DGAC, órgão que controla a aviação civil, pediu às companhias aéreas que reduzam na terça-feira em 50 por cento as suas operações no aeroporto de Paris Orly e em 30 por cento no resto do país.
A greve de terça-feira será a sexta grande paralisação combinada com manifestações de rua convocadas pelas centrais sindicais desde junho, mas a inquietação trabalhista se intensificou a partir da semana passada, quando os ferroviários e os petroleiros iniciaram uma greve por tempo indeterminado, à qual aderem agora caminhoneiros e entregadores.
O governo salientou que o país tem reservas de combustível suficientes, e que os aeroportos em especial possuem amplos estoques.
"O governo está no controle", disse o ministro da Indústria, Christian Estrosi.
"Não haverá nenhum bloqueio para as companhias, nenhum bloqueio para os transportes e nenhum bloqueio para usuários das estradas."



Reuters

domingo, 17 de outubro de 2010

Marina Silva e PV declaram independência no 2 turno

O Partido Verde decidiu neste domingo ficar neutro no segundo turno da eleição presidencial, em linha com a senadora Marina Silva (AC), ex-presidenciável que ficou em terceiro lugar na disputa.
Ao anunciar sua posição, Marina disse que tanto PT quanto PSDB fazem parte do conservadorismo na política brasileira.
Dos cerca de cem votantes na convenção do PV, apenas quatro declararam apoio a um dos candidatos que disputam o segundo turno, Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB). Além da Executiva do partido, participaram representantes da sociedade que estiveram ligados à candidatura de Marina.
A senadora, que preferiu chamar a posição de independência, leu uma carta aberta que será encaminhada aos dois candidatos.
"O fato de não ter optado por um alinhamento não significa neutralidade. Essa independência é a melhor maneira de contribuir com o povo brasileiro", disse Marina sobre sua decisão.
Para Marina, PT e PSDB "se deixaram capturar pela lógica do embate" no cenário político. Ela mais uma vez comemorou a quebra do plebiscito no primeiro turno da eleição presidencial, em que contribuiu para que o pleito fosse para o segundo turno com os quase 20 milhões de votos recebidos.
"Paradoxalmente, PT e PSDB, duas forças que nasceram inovadoras e ainda guardam a marca de origem, na qualidade de seus quadros, são hoje os fiadores deste conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limite", disse.
A ambientalista deixou o PT no ano passado, após mais de 20 anos, pouco antes de anunciar sua candidatura à Presidência da República pelo PV. Ela vinha afirmando que as propostas de Dilma e Serra são muito semelhantes e que sua candidatura buscava uma terceira via.
"Os votos que me foram dados refletem o sentimento de superação de um modelo", afirmou.
Pelas regras do partido, os filiados têm a opção de apoio a um dos candidatos, mas não podem se utilizar de símbolos da legenda em manifestações públicas. Já dirigentes do partido estão proibidos de se manifestar.
Políticos de destaque já declararam seu voto a um dos candidatos, como o deputado Fernando Gabeira (RJ), que reiterou apoio a Serra. Zequinha Sarney, deputado pelo Maranhão e filho do senador José Sarney (PMDB-AP), ficará ao lado de Dilma, assim como o cantor e compositor Gilberto Gil.
"Faço aliança com ele (Serra) há duas eleições", justificou Gabeira à Reuters, referindo-se a suas candidaturas à prefeitura e ao governo do Rio de Janeiro.
As campanhas de Dilma e Serra receberam do PV uma agenda com 10 propostas. As respostas dos dois candidatos, enviadas por escrito, foram insuficientes para que o partido optasse por uma das duas candidaturas. No caso do PT, a própria candidata assina o documento. Por Serra, assina o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).
"O texto de Dilma, embora com elementos que destoam do nosso pensamento, não fugiu à discussão. O texto de Sérgio Guerra não é programático, é confuso, feito às pressas", disse o vice-presidente do PV, Alfredo Sirkis, durante a convenção.
Aplaudida no evento, a pastora evangélica Valnice Milhomens pregou uma nova candidatura de Marina daqui a quatro anos. "Pender para a esquerda ou para a direita é interromper o sonho de Marina 2014", disse.




Reuters

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Começou a corrida para o show do ex-Beatle Paul

Começou ontem (14), pouco antes da meia-noite, a pré-vendas de ingressos para o show de Paul McCartney no estádio do Morumbi em São Paulo. Apesar da onda de boatos em sites, blogs e jornais sobre o travamento do sistema do “Ingresso.com”, tudo correu bem e as vendas continuam disponíveis até o momento. Para o show do estádio Beira-Rio de Porto Alegre os ingressos se esgotaram em poucas horas, o que causou furor entre os fãs gaúchos.

Paul confirmou hoje (15) um segundo show em Buenos Aires, em 11 de novembro, o que pode segurar mais os fãs latinos das vizinhanças que pensavam em vir ao Brasil para uma das apresentações. Ao mesmo tempo, os paulistanos aguardam a confirmação definitiva do segundo show no Morumbi. O Bradesco, patrocinador do evento, confirmou a segunda data para 22 de novembro, uma segunda-feira, mas a produção ainda não oficializou.
O show promete agradar a todos, apesar dos boatos desavisados, o set list de McCartney é recheadíssimo de hits dos Beatles, terá, certamente, “Hey Jude” e “Let It Be”; mas ele tem acrescentado canções lado B dos Wings, como “Mrs. Vandelbit” e “Letting Go”. Afinal, ele comemora o aniversário do álbum “Band on the run” com um pomposo lançamento remixado do disco original de 1973, um dos melhores da fase Wings.

Para fechar a festa, o site oficial de Paul abriu um alegre concurso de covers da canção “Band on the run”, as bandas e artistas solo podem postar no Youtube seus vídeos e enviar para a conta do concurso em www.youtube.com/group/coverbandontherun. O vídeo mais votado será agraciado com uma edição de luxo do álbum, acompanhada de um DVD numa bela caixa de papel cartão.

Paul McCartney volta ao Brasil depois de 17 anos, ele esteve no Rio de Janeiro em 1990, pela primeira vez, quando entrou no Guiness Book pela maior plateia de artista solo, 184 mil pessoas. Depois voltou em 1993 para se apresentar em São Paulo – onde se hospedou numa casa alugada no Guarujá, diziam as revistas de fofoca que ele mandou instalar um piano de cauda para brincar enquanto permanecesse por lá – e em Curitiba, no teatro ópera de arame, na Pedreira Paulo Leminski, o show histórico divulgava o disco “Off the ground”, que estourava nas FMs brasileiras com “Hope of deliverance”, era o auge da fase ecologista de Paul, e as músicas refletiam isso. O disco anterior, “Fowers in the dirt” trazia uma dedicatória especial à memória de Chico Mendes, na canção reggae “How many people”, apesar do grande hit radiofônico ter sito “My brave face”.

Dessa vez, Paul vem divulgando um álbum ao vivo, o “Good evening New York City”, duplo lançado ano passado com o maravilhoso show no lugar onde fora, nos anos 1960, o Shea Stadium, que sediou a primeira apresentação de um conjunto de rock ao ar livre para mais de 60 mil pessoas, em 1965, eram os Beatles em seu ponto alto. Mas as canções inéditas ficam por conta dos dois últimos discos de Paul, respectivamente “Memory almost full”, de 2007 e “Electric arguments”, de 2009, ambos ótimos trabalhos, sendo o primeiro mais pop e o último mais experimental, trazendo inclusive uma performance de Paul no baixo acústico, em “Two magpies”.

A grande polêmica desse show ficou por conta dos preços dos ingressos. O absurdo de 700 Reais pela área premium, que, diga-se de passagem, ainda está por trás do fosso reservado à imprensa e aos convidados VIPs (“artistas” de TV, patrocinadores), é uma marca inédita. Há ainda um pacote VIP que custa R$ 3 mil e da o direito de assistir à passagem de som que Paul faz questão de conduzir pessoalmente. O aumento sensível no preço dos ingressos nos últimos anos parece não assustar os fãs, mas é o reflexo de uma supervalorização do show ao vivo, o que para os artistas é uma nova fonte de recursos, um novo nicho de mercado. O show dos Beatles no Hollywood Bowl, nos EUA, em 1965, custou ao público a mísera quantia de cinco dólares. A afobação em torno da compra de ingressos, o medo de que acabem mesmo com esse valor abusivo, remonta à memória de fãs que, em 1990 compraram ingressos para o show de Paul no Rio com apenas uma semana de antecedência em quiosques dos shoppings. O fundador do grupo “Revolution 9”, o maior fã clube brasileiro sediado em São Paulo, Marco Antônio Mallagoli, que conheceu pessoalmente os quatro beatles e esteve com McCartney nos camarins do show de 1993, quando lhe presenteou com um humilde contrabaixo de fabricação brasileira, respondeu essa semana às reclamações que tem recebido por e-mail quanto ao preço dos ingressos e quanto ao monopólio da empresa Ingresso.com – que cobra uma “taxa de conveniência” de 16%. Ele comenta: “Só se ninguém for ao show, dai o pessoal aprende a respeitar os fãs... he he he...Vamos boicotar o Paul McCartney... he he he, o que vocês acham? (Eu vou nos shows, tô fora...he he he)”.

Na Argentina, os ingressos mais caros equivalem a R$ 590, e nos Estados Unidos, era possível comprar ingressos bem posicionados por até 135 dólares, ou R$ 220. Mesmo assim, o super faturamento dos ingressos é um fenômeno global que corresponde a um novo formato da indústria musical, a um crescimento das plateias de classe média e alta nos países em desenvolvimento, e a especulação simbólica das empresas de produção cultural. É certo que o cachê do artista não é barato, mas muitas vezes o montante destinado a ele é bem menor do que o arrecadado. O Brasil também costuma abusar um pouco, o “Rage Against the Machine”, que acabou de se apresentar no festival SWU em Itu, São Paulo, ao descobrir que haveria uma distribuição VIP para o “gargarejo” do palco, reagiu incentivando a invasão da área restrita pelos fãs comuns. Até mesmo no show “democrático” dos “Rolling Stones” na praia de Copacabana, em 2006, havia uma extensa área para “very important people”, como estrelas da novela das oito e socialites que rebolavam ao som de “Satisfaction”, o único som familiar na noite, foram somente eles que puderam interagir com Mick Jagger quando este avançou no palco móvel sobre a plateia.
De qualquer forma, os ingressos estão aí, demasiado seletivos, mas enfim temos o retorno do velho Macca, melhor do que nunca, aos 68 anos completos e com uma banda de apoio bem jovem. O show deverá ser histórico, e nós estaremos lá, por quatro vezes sem juros, uma gracinha dessas só se faz uma vez a cada dez anos!

Marcello Gabbay






Marina sinaliza neutralidade e vê futuro na 3a via

A senadora Marina Silva (PV-AC), terceira colocada no primeiro turno da eleição presidencial, está evitando sair ao ar livre. Nas últimas vezes, ela causou polêmica na rua ao receber conselhos de que deveria apoiar Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB) nesta reta final da disputa.
É muito provável, no entanto, que os eleitores não vejam Marina em palanque algum. Ela sinalizou em entrevista à Reuters que deverá ficar neutra, independente da decisão do PV no próximo domingo.
Marina, a ambientalista que ficou em terceiro lugar na eleição de 3 de outubro com quase 20 milhões de votos, não explicitou sua posição e nem a de seu partido, mas disse que se sente frustrada com o tom agressivo dos dois candidatos e reiterou que não vê grande diferença entre eles.
"Ambos são muito parecidos. Ambos têm uma visão desenvolvimentista. Eles têm um perfil gerencial. O Brasil não precisa de gerente, precisa de quem tem visão estratégica", disse Marina na entrevista.
Ela acredita que tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), demonstraram visão estratégica ao se colocar à frente de projetos sociais e de programas para conter a inflação, respectivamente.
"O Brasil continua precisando de visão estratégica. Quando você tem visão estratégica, você consegue os melhores gerentes. Quando você é apenas um gerente, a gente pode perder o rumo do que precisa ser feito", declarou.
Em sentido oposto, o presidente do PV, José Luiz Penna, se colocou frontalmente contrário à neutralidade do partido, em entrevista à Reuters há dez dias. E já existem casos de adesão de lideranças do PV tanto a Dilma quanto a Serra, declaradas nos últimos dias.
Por enquanto, o PV está em conversas com as equipes de Dilma e Serra tendo como base documento com dez propostas dos verdes. A aceitação dos itens é vista como condição para a decisão de apoio.

TERCEIRA VIA
A senadora evitou detalhar seu futuro. Disse que não há decisão "a priori", mas deixou claro que vai continuar em busca de uma terceira via, distinta dos principais partidos majoritários.
Citando o pensador francês Edgar Morin, afirmou que faz parte de uma "comunidade de pensamento", termo indicado por ele.
"Eu me disponho a fazer parte desta comunidade de pensamento. Espero que essa nova visão da política seja relevante para o Brasil e que não se disperse essa sinalização embrionária que foi dada nessas eleições, de que temos a possibilidade de construir uma terceira via", disse.
Sentada ao lado de um exemplar da Bíblia, Marina, evangélica da Assembléia de Deus, disse que sentiu preconceito durante o primeiro turno da eleição já que apenas a ela eram feitos questionamentos sobre religião. Agora que está fora da disputa, viu o tema crescer e atingir os dois candidatos.
"Quando Lula era candidato apareciam questionamentos, mas não com essa relevância", disse, sem exibir surpresa. Questionada sobre os motivos desta ampliação, disse apenas que seria "uma boa tese para os analistas".
Marina se emocionou apenas uma vez na entrevista, quando foi questionada sobre se tinha virado "moda". Ela respondeu que sua fama é resultado do trabalho de toda uma geração que luta em favor do meio ambiente.
"Isso é fruto do trabalho de muita gente ao longo de 30 anos. Eu não posso me apropriar individualmente disso. Quando as pessoas fazem um referência à questão ambiental ou a mim eu sei que estão se referenciando nesses 30 anos de luta sócio-ambiental do Brasil, onde vi o Chico Mendes ser assassinado", afirmou. Seringueiro e ativista, Chico Mendes foi assassinado em 1988.
PRESSÕES
Apesar de elogiar o presidente Lula, Marina não deixa de explicitar pressões que recebeu quando ocupou a pasta do Meio Ambiente (2003-2008), citando nominalmente o ex-ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, o ex-secretário de Assuntos Estratégicos Mangabeira Unger e o ex-governador do Mato Grosso Blairo Maggi.
Sobre os projetos que implantou, destacou a divulgação em tempo real dos dados de desmatamento, o que considera inédito.
"O plano foi mantido depois que eu saí porque tinha transparência. Blairo Maggi questionava, Mangabeira questionava, Stephanes questionava, mas a academia toda e as ONGs iam lá e viam que a gente estava fazendo certo e o presidente Lula não teve como revogar as medidas", afirmou.



Reuters

O drama das campanhas eleitorais


A disputa deve ser em cima de condições objetivas, ideologias, programas sistematizados para todas as áreas prementes que comportam o governo. Mas dificilmente ficam por ai. Passando pela postura e condutos dos pleitores e entre num campo perigoso que é do ranso. E onde começam a plantar fruticas ou de cunho religioso oude cunho comportamental e assim cria-se redes de boatos apelando para a boa fé do eleitor que muita vez desinformado ou com muita informação não consegue dicernir o serne da questão. Quan do o embato fica em fatos que são colocados e respondidos tudo bem mas o problema é submundo da especulação informativa e onde nem todos tem o controle.. E tudo o que deveria ser uma construção passa a ser a desconstrução.. Muitos esconde fatos verdadeiros e tange so pelos que interessam salvo quando vem a tona os problemas mas exoste logo a blindagem desses assuntos e que não deixa ficar claro de vez. Outros são colocar exatamente o que a população que r ouvir mas não uma situação sincera de avanço das visões e dos valores das coisas.
Entendo que o Brasil já está carente de líderes carismáticos  os quais são capaz de irem além do instante, mas o que se tem tem que ser da melhor forma possível. Sei que não é fácil mas num pais que o que fica e a primeira impressão precidsa de uma boa apresentação,
Assim vejo os dois candidatos que disputam o segundo turno das eleições uma à merce de sabotagemns por meios de boatos e outro oportunitas que vai incorporando o que a sociedade quer ouvir e assim cria-se um falso programa de governo.
As coisas estão claras mas não conseguem ver por não ser uma disputa com o coração e nem com a razão mas pelo convencimento.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Dia dos Professores

Google imagens

Professores, parabéns pelo seu dia. Todos os dias

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Chega o fim do drama dos mineiros no Chile


As 22:00 horas, no horário de Brasilia, é regatado o último mineiro no Chile. Resgate que durou desde a Meia noite desta quarta feira e que teve o acompanhamento durante todo o tempo do Presidente Chileno.
Esse resgate é Histórico e que deverá mudar a forma de lidar com as minas no Chile.
Que Deus dê longa vida a todos eles.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Chile começa a liberar mineiros na madrugada de quarta-feira


As equipes de resgate vão começar na madrugada de quarta-feira a libertar os 33 trabalhadores presos há mais de dois meses nas profundezas de uma mina do Chile, disseram autoridades na segunda-feira.
Uma cápsula projetada especialmente para este fim já foi testada, tendo descido sem contratempos quase todo o duto que será usado para tirar os mineiros, disse a jornalistas o ministro chileno da Mineração, Laurence Golborne.
A retirada do grupo foi marcada para começar à 0h de quarta-feira, e vai levar cerca de 48 horas.
Cada trabalhador será içado de uma vez -- primeiro os que são considerados tecnicamente mais hábeis, capazes de resolver eventuais problemas na ascensão; depois os que estiverem com a saúde fragilizada; finalmente, os mais robustos.
Quatro socorristas descerão até o fundo da mina para orientar os mineiros na volta à superfície. O grupo está retido lá embaixo desde 5 de agosto, quando um desabamento numa galeria impediu que eles voltassem.

Reuters

domingo, 10 de outubro de 2010

Resgate de mineiros no Chile deve ter início na quarta-feira


Equipes de resgate chilenas reforçaram neste domingo o túnel pelo qual serão resgatados os 33 mineradores presos sob o solo após um desmoronamento há dois meses.
Engenheiros terminaram de perfurar um poço de 625 metros de extensão e com largura um pouco maior que a dos ombros de um homem, e os mineradores usaram explosivos para colocar uma cápsula especial chamada de "Phoenix" que os levará, um de cada vez, até a superfície.
As equipes de resgate inseriram tubos de metal nos primeiros 100 metros do duto, para deixá-lo mais resistente, e o governo espera que a retirada dos mineradores comece na quarta-feira, no que será uma das tentativas de resgate mais complexas da história da mineração.
Comemorações espontâneas ocorreram em todo o Chile no sábado, enquanto as notícias do sucesso da perfuração se espalhavam, com buzinas soando na capital Santiago e bandeiras sendo balançadas em cidades de todo o país, que ainda se recupera dos estragos causados por um forte terremoto em 27 de fevereiro.
Parentes dos mineradores, que dançaram, cantaram, comemoraram e choraram quando a perfuração chegou ao fim 65 dias após o desmoronamento, ocorrido em 5 de agosto em uma mina de ouro e cobre no deserto do Atacama, mal conseguem esperar pelo resgate.
"Eu tinha segurado as lágrimas até agora, mas a alegria agora é muito grande," afirmou Cristina Nunez, cujo marido, Claudio Nunez, está entre os mineradores presos. "Estou tão feliz que ele estará conosco no aniversário da minha filha."
Entre as famílias está a garota Esperanza (Esperança, em português), que tem apenas algumas semanas de vida e cujo pai é o minerador preso Ariel Ticona. A mulher dele, Elizabeth, batizou a criança depois que o acampamento improvisado foi erguido sobre a mina.
Ticona viu o nascimento em um vídeo enviado por um pequeno tubo utilizado para envio de água e alimentos que mantiveram os homens vivos, e agora espera poder abraçar a garota pela primeira vez.
Depois que forem erguidos até a superfície, os homens receberão exames médicos dignos de astronautas em um hospital improvisado na mina. Depois, poderão passar algum tempo com suas famílias antes de serem levados, de helicóptero, para Copiapo, para serem internados em um outro hospital.
Após passarem tanto tempo abaixo do solo, em um túnel úmido e pouco iluminado, a visão deles precisará de tempo para se acostumar novamente à claridade.
"Eles virão até a superfície com seus olhos fechados e serão imediatamente colocados em óculos escuros, que os protegerão da luz," afirmou o ministro da Saúde, Jaime Manalich. "Eles os usarão dia e noite... até que se acostumem com a luz natural."
Os mineradores estão em bom estado de saúde, embora alguns tenham desenvolvido infecções na pele.
O governo trouxe uma equipe de especialistas da Nasa para manter os homens mental e fisicamente bem durante a longa operação de resgate. Os mineradores, em média, perderam dez quilos cada um antes de serem encontrados.

Reuters

Dilma e Serra se preparam para debate em São Paulo


O primeiro debate do segundo turno entre os dois candidatos à presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), acontece neste domingo (10), às 22h, na Rede Bandeirantes de televisão. Tanto a candidata petista como o tucano passam o dia em São Paulo cuidando dos últimos detalhes da preparação para o confronto.
Dilma cumpriu agenda pública na manhã de hoje e visitou a Bienal de Artes. Lá, a candidata disse que espera um encontro esclarecedor e promete não torná-lo "conservador" - uma alusão à agenda moral e religiosa que dominou a campanha eleitoral depois de conhecidos os resultados do primeiro turno, no domingo passado. Logo depois, a candidata, que está em São Paulo desde o sábado (9), foi para um hotel descansar e concluir sua preparação.
Serra, por sua vez, virou a madrugada do sábado para o domingo preparando-se para o debate. Só parou às 5h da manhã deste domingo (10). O candidato preferiu descansar ao longo do dia e não teve agenda pública.
Segundo suas assessorias, os dois candidatos não estão preocupados em atacar, mas sim em evitar erros, já que em um debate de 2º turno os deslizes têm um peso maior. Além disso, os presidenciáveis pretendem evitar assuntos polêmicos nas perguntas que farão um ao outro, pois como as regras prevêem resposta, réplica e tréplica, a última palavra sobre qualquer assunto é sempre de quem responde à pergunta.

A candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff, largou na frente na disputa do segundo turno contra seu adversário, José Serra, do PSDB, segundo pesquisa do Datafolha encomendada pela Folha de S. Paulo e pela Rede Globo e divulgada na edição de domingo do jornal, que começou a circular neste sábado (9). Considerando apenas os votos válidos (sem brancos e nulos), Dilma tem 54% contra 46% de Serra. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais.
Quando se leva em conta os votos totais, segundo a pesquisa publicada na edição de domingo, a candidata do PT tem 48% das intenções de voto, enquanto José Serra (PSDB) tem 41%. Nesse tipo de amostragem são incluídos os números de intenção de votos em branco e nulo (4% dos entrevistados), além dos indecisos (7%).
Encomendada pela Folha de S. Paulo e pela Rede Globo, a pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 8 de outubro, com 3.265 entrevistados em 201 cidades de todo País, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 4 de outubro de 2010, sob o número 35114/2010.
No levantamento do Datafolha realizado entre 1 e 2 de outubro, antes da realização do primeiro turno, Dilma aparecia com 52%, e Serra, com 40% (em votos totais) no segundo turno marcado para 31 de outubro.
Na eleição de primeiro turno, realizada em 3 de outubro, Dilma recebeu 46,91% dos votos e Serra ficou com 32,61% dos votos totais



Terra

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Yoko Ono diz que ainda está tentando superar a morte de Lennon

A artista e música Yoko Ono disse na sexta-feira que ainda está em processo de superação da morte de seu marido John Lennon, assassinado a tiros em Nova York quase 30 anos atrás.
Falando antes do 70 aniversário do nascimento do ex-Beatle, no sábado, Ono, 77 anos, estava na Islândia para a cerimônia de reacendimento da Torre de Paz Imagine, que ela criou em memória de um dos compositores mais influentes do mundo.
"Foi muito difícil, porque foi uma coisa repentina que aconteceu. Ele não ficou doente por muito tempo, nem nada assim. Estávamos conversando antes de acontecer, e foi muito difícil", disse Ono à Reuters, lembrando o momento em que Lennon foi abatido diante do edifício onde morava, em Nova York, em 8 de dezembro de 1980.
A Torre de Paz Imagine, que consiste em holofotes que se refletem para o alto, no céu, fica perto de Reykjavík, na Islândia, e foi inaugurada por Yoko Ono em 2007 para simbolizar a sabedoria, a cura e a alegria.
O evento em Reykjavík é um de vários que estão sendo organizados em todo o mundo para marcar o aniversário da morte de John Lennon, em 9 de outubro. O site de buscas Google homenageou Lennon com um logotipo desenhado à mão e um minivídeo baseado em seu sucesso "Imagine".
"É muito interessante, sabe, que canções como 'Gimme Some Truth' significam muito hoje, e, é claro, 'Give Peace a Chance' e 'Imagine'. Todas as canções políticas dele hoje têm muito significado para as pessoas", disse Ono na sexta.
Antes de ser aclamado como artista solo após o fim dos Beatles como grupo, em 1970, Lennon fez parte de uma das duplas de composição de canções mais bem sucedidas do século 20, juntamente com Paul McCartney.
Lennon e McCartney foram responsáveis por uma série de sucessos influentes, incluindo "She Loves You", "I Want to Hold Your Hand" e "A Hard Day's Night".
"PAZ MUNDIAL"
De acordo com Ono, a música de Lennon teve qualidade igual durante e após os Beatles, mas suas criações posteriores foram mais sinceras.
"Musicalmente falando, é claro que não há diferença, no sentido de que nenhuma foi inferior a outra", disse ela, quando lhe foi pedido que comparasse as duas fases da carreira musical de Lennon.
Ono acredita que Lennon, que se tornou símbolo do movimento contra a Guerra do Vietnã, ainda seria politicamente ativo se estivesse vivo hoje, mas que após sua morte coube a ela transmitir a mensagem de paz dele.
"Éramos parceiros, e era quase como se estivéssemos em um campo de batalha, realmente lutando pela paz mundial, contra todas as dificuldades", disse.
"Muitas pessoas não gostavam que nos manifestássemos contra a guerra e sobre a guerra e a paz, e então ele foi assassinado de repente, então eu, como parceira, tive que seguir adiante."


Reuters