segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Epidemia de cólera diminui no Haiti e mortes chegam a 259


A taxa de crescimento das mortes por cólera no Haiti diminuiu na segunda-feira, de acordo com números oficiais, enquanto uma operação multinacional de ajuda foi montada para combater o surto que já matou 259 pessoas no país.
Após vários dias em que o número de mortos pela doença passava de uma dúzia diariamente, somente seis pessoas morreram nas últimas 24 horas, todas na área de Artibonite, no centro do país, onde se concentra o surto da doença. A outra área do surto, no Planalto Central, não registrou mortes no último dia.
O número total de casos confirmados subiu para 3.342, ante 3.015 na véspera, refletindo o menor ritmo de avanço da doença.
Mas o governo do Haiti e de países que têm ajudado a nação mais pobre das Américas desde o terremoto devastador de 12 de janeiro seguem em alerta máximo quanto a uma possível expansão da doença para outras regiões do país.
"O número de mortes registradas teve uma diminuição significante, e o número de pessoas hospitalizadas também diminuiu", disse Gabriel Thimote, diretor geral do Departamento de Saúde do Haiti, numa entrevista coletiva na capital Porto Príncipe.
"Acreditamos que a situação está estabilizando. Isso não significa necessariamente que chegamos ao pico", acrescentou.
Não foram registrados novos casos na superpovoada Porto Príncipe, onde especialistas temiam a respeito da vulnerabilidade dos 1,3 milhão de sobreviventes do terremoto que moram em tendas e barracas. Outras dezenas de milhares vivem em favelas ao lado de córregos imundos.
As autoridades isolaram cinco casos de cólera na capital, todas em pessoas que estiveram em Artibonite.
A Organização das Nações Unidas (ONU), ONGs e governos estrangeiros, como Cuba, enviaram equipes médicas de emergência e água limpa para as regiões afetadas, enquanto as autoridades de saúde lançaram um campanha nacional de higiene anticólera.
Centros especiais para o tratamento de cólera foram montados nas áreas com maior número de casos e na capital. De acordo com o governo, o país possui antibióticos suficientes para tratar até 100 mil pacientes.



Reuters

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