terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Fundador do WikiLeaks é preso na Grã-Bretanha


O fundador do website WikiLeaks, Julian Assange, se entregou à polícia britânica nesta terça-feira depois que a Suécia emitiu um mandado de prisão por supostos crimes sexuais cometidos pelo australiano, informou a Polícia Metropolitana de Londres.
Assange, cujo site WikiLeaks está no centro de uma controvérsia mundial após ter divulgado documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos, foi detido com base em um mandado de prisão europeu.
O WikiLeaks, que despertou a fúria de Washington com suas publicações, prometeu continuar com a divulgação dos 250 mil documentos secretos obtidos.
"A ação de hoje contra o nosso editor-chefe Julian Assange não afetará as nossas operações: vamos divulgar normalmente mais documentos esta noite", disse o WikiLeaks em sua página no Twitter.
Promotores suecos querem interrogar o australiano Assange, de 39 anos, sobre acusações de estupro, assédio sexual e coerção ilegal. Ele nega as acusações.
Está previsto que Assange compareça mais tarde, nesta terça-feira, a um tribunal de Westminster, em Londres, quando a data de uma audiência sobre a extradição dele deve ser estabelecida. Isso deve ocorrer dentro de 21 dias a partir de sua detenção.
"Ele é acusado pelas autoridades suecas de um delito de coerção ilegal, dois delitos de assédio sexual e um de estupro, que teriam sido cometidos em agosto de 2010", informou a polícia londrina em um comunicado.
Assange tem passado grande parte de seu tempo na Suécia. No começo do ano ele foi acusado de má conduta sexual com duas voluntárias suecas do WikiLeaks.
Promotores suecos abriram, suspenderam, e depois reabriram a investigação sobre as alegações. O crime de que ele está sendo acusado é o menos grave de três categorias de estupro. A pena máxima prevista é de quatro anos na prisão.
A polícia disse que Assange foi preso às 9h30 desta terça-feira (7h30 no horário de Brasília) por policiais do departamento de extradição, depois que ele compareceu a uma delegacia de polícia em Londres, por agendamento.
Seu paradeiro não havia sido divulgado anteriormente.
Se um juiz aprovar, sua extradição será autorizada e não irá violar seus direitos. Então, o juiz ordenará a extradição do fundador do WikiLeaks, apesar de ele ainda poder recorrer contra a decisão em instâncias mais elevadas.
O advogado sueco de Assange disse que seu cliente lutaria contra a extradição e que acredita que as potências estrangeiras estão influenciando a Suécia.
O WikiLeaks irritou o governo norte-americano e outros governos do mundo ao divulgar 250 mil documentos diplomáticos confidenciais.



Reuters

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