quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Microsoft lança proteção contra rastreamento em seu novo navegador


Internet Explorer 9 vai impedir que sites coletem dados de navegação dos usuários



Enquanto continua o debate sobre um sistema de privacidade que permitiria aos usuários optar por não ter seus dados coletados on-line, a Microsoft anunciou na última terça-feira um recurso para a versão mais recente do Internet Explorer, que oferece aos usuários a opção de impedir que determinados sites os sigam na rede.
O recurso, que estará presente no Internet Explorer 9, disponível no ano que vem, permitirá aos usuários a limitação da capacidade de empresas de terceiros de monitorá-los on-line. O anúncio veio uma semana após a Comissão Federal de Comércio (sigla FTC em inglês) defender um mecanismo que impeça o rastreamento, que poderia ser oferecido em um navegador para alertar o usuário sobre sites capazes de monitorá-lo.
Jon Leibowitz, presidente da comissão, disse em comunicado que foi incentivado pela ação. "A Microsoft merece enorme crédito por dar um passo crítico na direção de fornecer aos consumidores mais escolhas sobre quem pode rastrear sua navegação on-line", disse Leibowitz. "Tão importante quanto isso, o anúncio demonstra que a tecnologia está disponível para permitir que os consumidores controlem esse rastreamento."
Um post no blog da Microsoft disse que a empresa estava aplicando os princípios enunciados no relatório da FTC, incluindo a ideia de que as empresas devem oferecer funcionalidade sobre privacidade em seus produtos. O novo recurso, chamado "Proteção de Rastreamento", permitirá que os usuários criem listas de sites com os quais não querem compartilhar informações. As listas podem ser criadas por indivíduos ou organizações, como grupos de defesa do consumidor, que poderiam criá-las e oferecê-las para qualquer pessoa.
Uma vez ativado, o recurso estaria disponível para todas as páginas visitadas por um usuário. A proteção de rastreamento identificaria e bloquearia sites que recolhem dados por meio de cookies e outros mecanismos que monitoram usuários.
Jules Polonetsky, co-presidente e diretor da Future of Privacy Forum, disse que os usuários provavelmente decidirão usar relações publicadas por sites em que confiam em vez de criar suas próprias listas, acrescentando que a maioria deve ignorar a opção de barrar todos os sites.
"O usuário médio não terá uma lista de 500 redes de publicidade e 600 companhias de análise", disse Polonetsky. "Acabarão confiando em um site de defesa da privacidade para dar-lhes uma lista de sites para o navegador", concluiu.
O anúncio da Microsoft chega em um momento em que alguns publicitários on-line temem uma decisão do governo americano sobre um sistema que bloqueie o monitoramento, que poderia ter graves implicações para seus modelos de negócio. Rik van der Kooi, vice-presidente corporativo do grupo de soluções publicitárias e editoriais da Microsoft, disse em comunicado que as novas ferramentas de privacidade poderão coexistir com o crescimento da publicidade on-line.



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