domingo, 12 de dezembro de 2010

Professor da UnB alerta para a incidência da nova doença


Uma nova doença vinda do Sudeste Asiático acaba de ser identificada no Brasil: a chikungunya, que pode ser transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes aegypti, causa febre alta e dores muito fortes nas articulações, que podem durar até seis meses, mas não é tão fatal quanto a dengue. A informação foi dada pelo professor Pedro Luiz Tauil, do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade de Brasília, ao afirmar que exames confirmaram a presença do vírus em três pacientes. O primeiro caso confirmado, em 25 de agosto, foi de um surfista do Rio, de 41 anos, que esteve na Indonésia.
O segundo caso, um homem de São Paulo, com 55 anos, que também esteve na Indonésia, foi diagnosticado em 29 de setembro. O terceiro, confirmado dia 3 de dezembro, é de uma mulher. Ela tem 25 anos, mora em São Paulo e viajou para a Índia. Eles entraram no Brasil infectados pelo vírus. Esta é a primeira vez que a presença da chikungunya é confirmada no país.
Taui esclarece que não há motivo para alarde. “Os casos graves de chikungunya são bem mais raros do que os de dengue", afirma. É uma doença aparentemente mais benigna que a dengue. Sua ocorrência está restrita ao Sudeste Asiático. Os casos identificados aqui são importados da região”.
Ainda de acordo com ele, as dores articulares causadas pela doença são tão intensas que deixam as vítimas encurvadas. "A pessoa fica meio inclinada por causa das dores. O doente precisa tomar analgésicos”.

Brasil conseguirá tratar
Como ocorre com a dengue, o tratamento é manter o paciente bem hidratado. Ele diz que o Brasil já está preparado para fazer o diagnóstico da chikungunya. “Existem laboratórios de referência do Ministério da Saúde que são capazes de fazer os exames, entre eles o Instituto Evandro Chagas, em Belém. Eles confirmaram esses três casos”. A chikungunya foi identificada pela primeira vez na década de 1950. O professor relata que o vírus tem assustado os governos da França, Espanha e Itália. "Eles estão muito preocupados, porque eles podem ter casos adquiridos no próprio território", explica.


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