sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dilma defende acordo para mínimo e reajuste de R$545

A presidente Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira que, se as centrais sindicais querem a manutenção do acordo para reajuste do salário mínimo, o que o governo oferece para este ano é o valor de 545 reais.
Dilma afirmou ainda que, caso haja algum reajuste da tabela do Imposto de Renda, ele deve ser feito com base na expectativa de inflação futura, e não no índice de preços do ano passado.
"O que queremos saber é se as centrais querem ou não a manutenção do acordo pelo período do nosso governo. Se querem, o que nós propomos para este ano é 545 reais", disse Dilma a jornalistas, em Porto Alegre, depois de encontro o governador Tarso Genro (PT).
O acordo em prática leva em conta a inflação acumulada no ano mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Como o crescimento da economia em 2009 foi negativo devido à crise internacional, o aumento do salário mínimo em 2011 só conta com a reposição da inflação do ano passado.
Dilma reforçou a importância da manutenção desse acordo, porque ele criou uma metodologia para correção do mínimo.
A presidente disse também que o governo não acha correta a discussão simultânea do reajuste da tabela do
Imposto de Renda e do salário mínimo.
Na quinta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo não estuda uma correção na tabela do IR. Um dia antes, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, havia afirmado, após reunião com representantes de centrais sindicais, que as duas discussões são desvinculadas, mas que um reajuste do IR poderia ser feito com o índice de 4,5 por cento.
De acordo com Dilma --que não se comprometeu com o reajuste--, os dois ministros não se contradisseram.
"Não concordamos com o que saiu nos jornais e que o reajuste da tabela do Imposto de Renda, se houvesse, fosse feito pela inflação passada."
"Quando se refere a esse reajuste, teria sempre que olhar não a inflação passada, porque isso seria carregar a inércia inflacionária para dentro de uma questão essencial que é o Imposto de Renda", disse Dilma.
"Assim, o que foi dado sempre foi uma mudança baseada na nossa expectativa de inflação futura, que é o centro (da meta) da inflação, os 4,5 por cento."
Segundo ela, "foi isso que o ministro Gilberto Carvalho esclareceu... e o ministro Mantega também falou nesse sentido".
A presidente afirmou que nos últimos oito anos "jamais discutimos" qualquer política de indexação. "E também não discutiremos a partir de agora."



Reuters

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