terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Conselho de Segurança da ONU pede fim imediato da violência na Líbia


O Conselho de Segurança da ONU expressou "grande preocupação" nesta terça-feira com o desenrolar dos acontecimentos na Líbia, e divulgou uma declaração pedindo o "fim imediato da violência".
O Conselho de Segurança, com 15 membros, condenou a violência e o uso da força contra civis, lamentou a repressão contra manifestantes pacíficos e expressou um "profundo pesar pelas mortes de centenas de civis".
O Conselho também "ressaltou a necessidade de responsabilizar os culpados pelos ataques, incluindo os realizados por forças sob seu controle, contra civis", informou o comunicado divulgado após três horas de consultas e negociações.
"Eles pediram um fim imediato da violência e ações que respondam às preocupações legítimas da população".
O Conselho disse que o governo líbio deve "proteger sua população", permitir o acesso de monitores internacionais de direitos humanos e de agências humanitárias e garantir a segurança de estrangeiros, assim como ajudar aqueles que queiram partir.
Diplomatas líbios que romperam com o líder Muamar Kadhafi haviam solicitado a reunião, e pediram uma zona de proibição de voo sobre o país imposta pela ONU, assim como ação humanitária. Mas diplomatas afirmaram que estes planos não foram discutidos.
Ibrahim Dabbashi, o embaixador adjunto da Líbia na ONU, afirmou à imprensa que o comunicado do Conselho "não era forte o suficiente" e que, desde o discurso desafiador de Kadhafi, começaram ataques contra civis no oeste da Líbia.
Ele citou Gharyan, Zuwarah e outras cidades que, segundo ele, estavam sob o ataque de forças de segurança leais a Kadhafi. Dabbashi não divulgou a fonte de sua informação ou que tipos de ataques estavam ocorrendo. "Eles estão atacando todas as pessoas em cidades do oeste da Líbia", disse.
"Certamente as pessoas não têm armas. Neste momento eu penso que o genocídio começou na Líbia", acrescentou, antes de ser escoltado para fora por seguranças da ONU.
Kadhafi ordenou mais cedo às forças de segurança que esmaguem a revolta, que já dura uma semana e que pede sua saída do poder após 41 anos, alertando que manifestantes armados serão mortos e prometendo lutar até o fim.
O coronel Kadhafi prometeu permanecer na Líbia como líder, dizendo que morrerá como um mártir na terra de seus ancestrais e que lutará até a "última gota" de seu sangue


AFP

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