domingo, 20 de fevereiro de 2011

Ejaculação tardia

Estima-se que a incidência da ejaculação tardia varie entre 1% a 4% dos homens. A maioria dos homens ejacula em um período de 2 a 4 minutos após o início de movimentos ativos na relação sexual. Os homens com ejaculação tardia podem ser totalmente incapazes de ejacular em algumas circunstâncias (por exemplo durante a relação sexual), ou podem ser capazes de ejacular somente com grande esforço e após uma relação sexual prolongada (por exemplo 30 a 45 minutos). A causa é mais comumente devida a uma formação religiosa rígida, fazendo com que a pessoa veja o sexo como pecaminoso, ausência de atração por um parceiro do sexo feminino, condição idiossincrática provocada por padrões de masturbação exclusivos atípicos, por eventos traumáticos (como ser descoberto se masturbando ou fazendo sexo ilícito, ou descobrir que a esposa está tendo um caso) e atrações homossexuais. Alguns fatores, como a raiva em relação ao parceiro, podem estar envolvidos. No entanto, causas orgânicas estão presentes algumas vezes. Uma variedade de drogas (como Mellaril e guanetidina) podem, algumas vezes, prejudicar a ejaculação, bem como o dano nervoso à medula espinal ou às costas.

PREVENÇÃO

O desenvolvimento de atitudes saudáveis em relação à sexualidade a aos próprios genitais pode ajudar a prevenir a ejaculação tardia. Também é de importância vital perceber que não é possível forçar uma resposta sexual, bem como não é possível forçar o sono ou a transpiração. Quanto mais a pessoa tenta "ajudar", mais a resposta sexual torna-se inibida. Absorver-se no prazer do momento, sem se preocupar se vai ejacular ou com quando vai ejacular, ajuda a minimizar o problema. O parceiro deve criar uma atmosfera relaxante, sem pressão, em vez de criar pressão com perguntas sobre se a ejaculação ocorreu ou não. Finalmente, quaisquer medos ou ansiedades, como o medo de gestação ou doenças, devem ser discutidos abertamente.

SINAIS E EXAMES

Quando o homem não consegue ejacular em um espaço de tempo razoável, com alguma forma de estimulação (como masturbação), esta situação é um bom indicador de que fatores orgânicos podem não representar um papel no problema.

TRATAMENTO

Se o homem nunca ejaculou por meio de qualquer forma de estimulação (como sonhos molhados, masturbação ou relação sexual) em sua vida, um urologista deve ser consultado para determinar se há uma anormalidade congênita. Se, no entanto, ele conseguir ejacular em um período de tempo razoável, por meio de alguma forma de estimulação, procure terapia sexual com um terapeuta especializado nessa área. O tratamento deve incluir os dois parceiros e geralmente envolve a educação do casal, pelo terapeuta, sobre os fundamentos da resposta sexual e de princípios importantes, como a comunicação e o direcionamento do parceiro, para oferecer a estimulação ideal e não tentar forçar a ocorrência de uma resposta sexual. Após a educação individualizada, a terapia normalmente envolve uma série de atribuições gradativas, a serem feitas em casa, em que o casal, na privacidade de sua casa, engaja-se em atividades sexuais que minimizam a pressão por desempenho e maximizam a centralização no prazer. O tratamento geralmente começa com a proibição da relação sexual por um período limitado de tempo, enquanto o casal gradualmente melhora sua habilidade sexual de desfrutar da ejaculação por meio de outros tipos de estimulação. Em casos em que há um relacionamento problemático ou uma inibição do desejo sexual entre o casal, uma terapia para melhorar o relacionamento e a intimidade emocional pode ser necessária, como uma etapa preliminar. Algumas vezes, a hipnose pode ser um auxiliar útil à terapia, particularmente se um parceiro relutar em participar da terapia. O autotratamento desse problema provavelmente não obterá êxito, na maioria dos casos.

PROGNÓSTICO E RESULTADOS

O tratamento do paciente ambulatorial normalmente necessita de cerca de 12 a 18 sessões, com uma taxa média de êxito que varia de 70% a 80%, quando o tratamento é realizado por um especialista em terapia sexual. Muitos psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e terapeutas de casal e de família tentam tratar as disfunções sexuais, muito embora apenas um pequeno número de especialistas tenha atendido os critérios do Instituto Nacional de Saúde Mental para tratar tais problemas de maneira ética. Procure um especialista. Um prognóstico mais positivo (resultado provável) está associado a um histórico anterior de experiências sexuais satisfatórias, a uma curta duração do problema, a sentimentos de desejo sexual, a sentimentos de amor em relação ao parceiro sexual, à motivação para o tratamento e à ausência de problemas psicológicos sérios.

COMPLICAÇÕES

Uma continuação do problema com a ejaculação tardia é geralmente tomado de uma maneira pessoal pelo parceiro, que começa a sentir-se menos atraente, sexy ou adequado sexualmente. O estresse conjugal, a insatisfação sexual, o desejo sexual inibido e a evitação do contato sexual podem aparecer se o problema não for abordado e remediado.
 
 
adam.com

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