quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Obama diz que EUA preparam opções para lidar com crise na Líbia


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse na quarta-feira que a violenta repressão a manifestantes na Líbia viola as normas internacionais, e que ele determinou à sua equipe de segurança nacional que avalie as opções para lidar com a crise.

"É imperativo que as nações e povos do mundo falem a uma só voz", disse Obama a jornalistas, nas suas primeiras declarações públicas sobre os distúrbios na Líbia, onde o líder Muammar Gaddafi enfrenta a pior revolta em seus 41 anos no poder.

Obama pediu o fim dos ataques contra manifestantes pacíficos, mas não chegou a sugerir que Gaddafi deixe o poder na Líbia, terceiro maior produtor de petróleo da África. O presidente norte-americano tampouco citou as medidas que podem ser adotadas contra o regime líbio.

"O sofrimento e o derramamento de sangue são ultrajantes e inaceitáveis", afirmou Obama na Casa Branca, ao lado da secretária de Estado, Hillary Clinton. "Essas ações violam as normas internacionais e todos os padrões de decência comum. Essa violência deve parar."

Segundo Obama, os EUA estão discutindo os próximos passos com seus aliados e com a comunidade internacional. "Também pedi ao meu governo que prepare uma ampla gama de opções que possamos ter para reagir a essa crise", declarou.

Obama havia sido criticado por alguns setores devido à sua demora em se pronunciar, mas fontes oficiais dos EUA dizem que a reação foi comedida para evitar dificuldades na retirada de cidadãos norte-americanas da Líbia.

O governo Obama havia dito anteriormente que cogitava impor sanções à Líbia por causa da repressão aos protestos.

O Departamento de Estado afirmou que uma das opções seria congelar bens líbios, inclusive pertencentes a Gaddafi. Alguns parlamentares norte-americanos sugeriram medidas mais incisivas, como a imposição de zonas de exclusão aérea.

Mas, ao contrário do que ocorreu com relação aos regimes aliados do Egito e do Barein, que também enfrentaram rebeliões populares recentemente, no caso da Líbia os EUA têm poucas opções para influenciar o rumo dos acontecimentos.

Reuters

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