domingo, 27 de fevereiro de 2011

VIAGEM ASTRAL: EVIDÊNCIAS


Muitas pessoas anseiam pela comprovação das experiências extrafísicas, por motivos diversos. Há projetores, de forma individual, bem como instituições, que labutam para demonstrar a realidade das projeções da consciência. Entendo que este esforço é louvável, até porque se comprovando as experiências fora do corpo, se está também atestando que somos mais do que apenas um corpo físico. Em outras palavras, isto trata de uma ampliação do entendimento comum de boa parcela do Ocidente, ou seja, uma expansão da consciência para essas pessoas. No entanto, será possível se ter uma comprovação científica para a viagem astral? Até o momento, creio que ainda não porque é impossível atender a todos os postulados científicos (Cartesianismo), num sentido restrito. Contudo, será que o método cartesiano se aplica de forma bem ajustada a experimentações psíquicas e/ou espirituais? Afirmo, com tranqüilidade, que não. O método científico tem suas limitações. Por exemplo, ainda não há equipamentos aceitos pela comunidade científica tradicional para a mensuração de energias mais sutis, embora alguns esforços envidados por admiráveis pesquisadores. O preconceito da ciência instituída é forte obstáculo para o estudo sistemático de tudo aquilo que foge aos padrões materialistas, que ainda têm grande força na maioria dos países. Felizmente, já é possível notar cientistas com nova mentalidade, que compreendem o universo de maneira diferente: a realidade quântica.
Contudo, não estou aqui para escrever sobre Física Quântica. O objetivo deste artigo é apontar evidências da viagem astral como fato real, pertencendo ao âmbito das coisas ditas naturais. Assim, o que poderia argumentar em favor da veracidade das experiências fora do corpo? Bom, facilmente me recordo das chamadas “experiências de quase morte” (EQMs), que são viagens astrais forçadas por doenças ou acidentes. No entanto as EQMs, nos últimos anos, têm sido fartamente documentadas e se tornado até objeto de investigações científicas. Não vou me ater às EQMs por isso e porque é muito mais fácil obter uma saída do corpo físico, sem ter que passar pelo trauma de um acidente ou doença grave. Então, como se ter evidências do realismo de uma viagem astral? A resposta é relativamente simples: experimentando!
Muitos que passam a realizar técnicas para sair do corpo conscientemente, acabam por convencerem a si mesmos, após terem as suas próprias experiências lúcidas. Mas, isso basta?
Talvez para alguns isso não seja muito conclusivo, até porque o grau de lucidez é geralmente flutuante durante uma projeção astral, misturando-se a momentos oníricos. Por isso, a seguir,apresento as minhas comprovações pessoais, de forma a estimular que outros tentem se projetar e tirem as suas próprias conclusões.
Algo que me trouxe grande satisfação pessoal, foi poder ter visto o meu corpo físico na cama, após projetar-me dentro do próprio quarto, alguns anos atrás. Naquela oportunidade, constatei de forma incisiva que a sede da nossa consciência não é o corpo material. Lembro-me que fitei ao meu veículo físico por um tempo bastante razoável e concluí que eu estava excessivamente magro (à época, eu perdera cerca de 20 quilos devido a uma gastrite crônica).
Em uma outra vez, também obtive uma comprovação de viagem astral. Numa determinada noite, eu recebera uma ligação telefônica de uma amiga, que narrou a sua felicidade em estar na fase final da construção de sua casa. Ela enfocou que acabara de comprar e receber os vidros de todas as janelas, detalhando o tipo de vidro, que não era liso, mas sim composto por pequeninos quadrados. Eu concluí que os vidros das janelas dela, deveriam ser como os da porta de entrada do meu apartamento, comentando isso com ela. Após o telefonema, esqueci-me do assunto, e, mais tarde, recolhi-me ao leito. Para minha surpresa, num dado momento da noite, descobri-me num local onde eu examinava um pedaço de vidro. E
eu concluía que o vidro da minha amiga não era igual aos vidros da minha porta, pois os quadrados dos vidros dela eram realmente minúsculos. Despertei pela manhã seguinte, recordando aquilo que eu julgava ter sido um mero sonho, já que eu conversara sobre o assunto um pouco antes de dormir. Dois dias depois, por obra do acaso, fui até o bairro onde minha amiga morava, a cerca de 50 km de onde eu residia. Ela insistiu e me levou até o terreno onde estava a sua nova casa em construção. Ao adentrar na casa, pude observar os vidros espalhados pelos cômodos, e, para a minha surpresa, eram exatamente como eu tinha visto no “sonho”. Eu concluíra, então, que estivera projetado no local da obra, cujo endereço já conhecia desde antes, pois visitara o local quando a obra estava num estágio menos avançado. Numa outra oportunidade, tive uma boa confirmação de experiência extracorpórea, ao conversar pela manhã com um amigo, com o qual eu trabalhava num centro espiritualista. Eu lhe disse que “sonhara” com ele e, para minha surpresa, ele falou, de supetão, que também “sonhara” comigo. Então, pedi ao meu amigo que narrasse o que lembrava. Foi algo especial! Ele disse, em resumo, que estivera em determinado local ajudando a pessoas necessitadas e que eu apareci lá para auxiliar também. Contou-me vários detalhes que correspondiam, em grande grau, a tudo que eu recordava da última noite. Concluímos que estivéramos juntos no Mundo Extrafísico, realizando uma tarefa assistencialista. Quando nos projetamos numa dimensão bem próxima energeticamente do Mundo Terreno, é possível obter fortes indícios da veracidade de uma viagem astral. Ver o próprio corpo na cama é um caso clássico, a experiência com o vidro também se enquadra nesta categoria, mas ainda vou assinalar três viagens deste tipo. Numa delas, quando eu retornava ao corpo físico, pude observar o céu que já clareava com o nascer do sol. Sua cor era de um azul profundo e indicava que estava no momento de eu despertar para ir trabalhar. Assim que abri os olhos materiais, corri para a janela e olhei para o céu. Notei que era o mesmo tom de azul que eu observara no Astral. De fato, estava na hora de tomar café para rumar para o trabalho. Num outro dia, estava fora do corpo, próximo ao meu leito. Recordo que vi o velho relógio, que marcava um horário nítido. Pensei que precisava ir para a minha empresa e, imediatamente, já
estava no meu corpo material. Sentei-me na cama e, em seguida, mirei o relógio de cabeceira. Ele apontava exatamente a hora que eu vira no Mundo Extrafísico, instantes antes. Recentemente, estava projetado próximo à entrada de meu apartamento, quando notei uma “sombra” passar muito rápido por debaixo da porta, indo sumir na cozinha. Concluí que era uma pequena barata. Pela manhã, quando despertei, lá estava a baratinha já morta, pois eu dedetizara a residência havia pouco tempo. Bem, com esta minha exposição, espero ter provocado uma curiosidade sadia naqueles que se interessam em experiências extrafísicas e mesmo naqueles que francamente duvidam desta possibilidade.


Pablo de Salamanca

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