quinta-feira, 17 de março de 2011

Lembranças(2)


Estação de Trem de Dracena
Quando sai de Deacena - SP com destino a Campinas - SP somente com as poucas coisas que podíamos trazer. Veram eu e minha família toda. Ao tomar o trem na madrugada, havia um sonho de melhoria. Este sonho permitia o otimismo. Quando desembarcamos em campinas na outra madrugada a sensação era de frio na barriga. Cidade extranha a nós. Vida diferentes iríamos começar. A primeira medida foi esperar o comercio abrir para poder localizar um colega que nos acolheu em sua residência por um dia. E saimos a procura de lugar para ficar. Fomos em contrar na região dos Amarais, precisamente no Jardim Campineiro e lá ema casa modesta, por ser ainda acabada, fizemos residência. O primeiro objetivo agora era encontrar emprego. E sia todos os dias em busca de colocação na minha área como desenhista e arte finalista ou pintor. Até que surgiu um serviço para pintar propagandas em paredes de prédios. E eu que nunca havia subido em prédio. Depois veio emprego na Prefeitura Municipal como Auxiliar de Saúde Pública e logo me casei em 1979. Uma ano depois tive meu primeiro filho, hoje falecido aos 16 anos. Mas bem antes disso perdi meu pai também assassinado pela violência urbana. Mas não desisti dos sonhos. Iniciei a participação em 1978 nas Comunidades Eclesiais de Base e depois vaio o Movimento Popular através da Assembléia do Povo e a Fundação do partido dos Trabalhadores. Saí da Prefeitura e fui para o movimento sindical com a função de desenhista e arte finalista e em 1989 fui indicado para administrar um região administrativa da cidade conhecida como AR 10. Trabalho intenso e consegui desenvolver um bom trabalho diante das dificuladades apresentação pelo serviço do setor público. Em 1983 Nasceu meu segundo filho, agora era uma menina, a Maíra, que cursa hoje o segundo ano de Artes visuais na Pucc. Conseguir em 1990 me estlabelecer com moradia própria e também pude ajudar a minha mães conseguir o mesmo. Hoje avalio que tive algumas tragédias familiares mas tive também muitas compensações porque não deixei de lutar para ter uma vida pelo menos estável e assim está se conduzindo com as dificuldades do dia a dia, mas tudo é uma luta de superação. Sou fruto da migração interna que como muitos sairam de suas terras e foram tentar a sorte em outros recantos. E com isso tenho aprendido tanto. Hoje aposentado tenho um tempo disponível para passar minhas experiências e visões adquiridas neste processo para motivar a outros que seguem pelo caminho em busca da felicidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário