sexta-feira, 18 de março de 2011

Líbia declara cessar-fogo após ameaça de ataque do Ocidente: segundo a Reuters


O governo de Muammar Gaddafi anunciou um cessar-fogo unilateral em sua ofensiva para reprimir a revolta na Líbia, enquanto aviões de combate do Ocidente se preparavam nesta sexta-feira para atacar as forças do líder líbio.
As tropas do governo, porém, bombardearam ainda nesta sexta a cidade de Misrata, no oeste do país, que estava sob controle dos rebeldes, matando ao menos 25 pessoas, incluindo crianças, disse um médico local à Reuters. Os moradores afirmaram que não havia sinais de cessar-fogo.
No leste do país, onde os rebeldes mantêm o controle, a declaração do governo foi repudiada, sendo considerada uma armadilha ou um sinal do desespero de Gaddafi.
"Temos de ter muita cautela. Ele agora começa a ficar com medo, mas no campo a ameaça não mudou", disse um porta-voz francês. A Grã-Bretanha, que assim como a França defende fortemente uma ação armada, disse que julgará Gaddafi pelas "ações e não por suas palavras".
Os Estados Unidos também mostraram ceticismo. O papel do país é crucial, apesar da insistência do governo de que não lidera uma campanha internacional. "Teremos de ver ações no local e isso ainda não está muito claro", disse a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.
A Turquia, que se opõe a uma ação militar, disse que o cessar-fogo líbio deveria entrar em vigor imediatamente.
"Decidimos um cessar-fogo imediato e cessar imediatamente todas as operações militares", disse o ministro das Relações Exteriores líbio, Moussa Koussa, em Trípoli na sexta-feira, depois que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução autorizando ação militar.



Reuters

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