sábado, 5 de março de 2011

Viagens futuras


Durante os próximos 20 anos, a Estação Espacial Internacional estará no centro das atenções da aventura do Homem no espaço. Mas, e depois? Temos todo um universo para descobrir: os astronautas que voam a bordo da Estação Espacial, em órbita a 400 km de altura, estão apenas a «molhar os pés» na imensidão do oceano espacial. A ESA e outras agências espaciais já estão a trabalhar em projectos de longo prazo, que poderão levar os seres humanos muito além no nosso Sistema Solar.
O Universo inteiro à espera de ser descoberto
Por onde começar? Se o espaço é um oceano, a Lua é a ilha mais próxima. A última vez que recebeu a visita de seres humanos foi em Dezembro de 1972, quando os últimos astronautas americanos da Apollo lá voltaram para uma missão nas montanhas lunares. No entanto, os cientistas não estão a ignorar a Lua há 30 anos. Ao contrário, uma série de sondas espaciais enviaram durante os anos 90 informações que poderão facilitar e tornar mais eficazes as futuras missões humanas.
A hipótese mais interessante é a possibilidade de que, na superfície sem ar e aparentemente árida da Lua, exista água congelada, escondida pelas sombras permanentes das crateras profundas situadas perto dos pólos da Lua. Esta água é, provavelmente, proveniente de impactos de cometas ocorridos há milhões de anos, o que a torna cientificamente muito interessante. Os cometas são formados pela matéria original que constituiu o Sistema Solar, há quase cinco mil milhões de anos atrás. Imagina se pudesses encontrar um fragmento desta matéria no teu quintal!
Esta água poderia também viabilizar a construção de uma base lunar. Os astronautas poderiam utilizar a energia solar e convertê-la em oxigénio ou até mesmo em combustível para os foguetões. No mínimo, a água lunar reduziria de maneira significativa a necessidade de transportar água da Terra.


esa

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