segunda-feira, 30 de maio de 2011

Espaçonave de ficção-científica pode substituir ônibus espaciais

O ano de 2011 marca a aposentadoria dos ônibus espaciais. Em julho deste ano, a Atlantis fará seu último vôo saindo do Kennedy Space Center abrindo caminho para a próxima geração de espaçonaves que farão o transporte de pessoas e equipamentos para fora da Terra. Dentre os conceitos e projetos que podem substituir os ônibus espaciais no futuro – ainda não existe um projeto definido – um avião espacial europeu está despontando como candidato mais forte.
Com design arrojado e um nome que parece saído dos filmes de ficção-científica, o Skylon é uma espaçonave capaz de decolar e pousar de forma convencional e usa uma nova tecnologia de propulsores pensados para funcionar em um único estágio, com um desenho capaz de se adaptar a diversos tipos de missão no espaço. O melhor de tudo: segundo a Reaction Engines, empresa que desenvolveu o sistema de propulsão, o custo para levar materiais e pessoas “lá fora” pode cair radicalmente dos atuais US$ 15 mil para apenas US$ 1 mil por quilo.
O sistema de propulsão do Skylon se chama Sabre (Synergistic Air-Breathing Rocket Engine). Basicamente ele capta oxigênio da atmosfera durante o processo de combustão. Grosso modo, o motor “respira”, o que elimina a necessidade de vários estágios de propulsão durante o lançamento para que a nave atinja velocidade de escape sem literalmente explodir.
O conceito do Skylon recebeu sinal verde da Agência Especial Europeia. Uma comissão formada por centenas de especialistas da Europa, Rússia, Coreia do Sul, Japão e EUA examinou os detalhes técnicos e econômicos do sistema de propulsão e decidiram aprovar o desenvolvimento de um protótipo.

msn

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O que o discurso de Obama pode alcançar?



O discurso desta quinta-feira do presidente Barack Obama, sobre o processo de paz no Oriente Médio, pode fazer mais para convencer o mundo árabe de que os Estados Unidos estão do seu lado do que comparações com levantes históricos americanos, como a Festa do Chá de Boston e os protestos pelos direitos civis.
Presidentes americanos já falaram anteriormente sobre as fronteiras de 1967 nas negociações israelo-palestinas. De certa forma, é óbvio que qualquer Estado palestino será baseado em Gaza e na Cisjordânia, terras que foram ocupadas por Israel após a Guerra dos Seis Dias (1967).
Mas o que Obama acaba de dizer é novo.
Negociações, em geral, se resumem mais à sequência em que as coisas acontecem do que a suas conclusões. Obama disse que um acordo quanto às fronteiras do Estado palestino deve ser a base para as negociações – ou seja, não o ponto de conclusão dos diálogos, mas sim seu ponto de partida.
Em uma entrevista exclusiva a Andrew Marr, da BBC, cuja íntegra irá ao ar no domingo, Obama explicou seu raciocínio.
“Nosso argumento é: vamos começar uma conversa sobre território e sobre segurança”, disse o americano. “Isso não resolve todas as questões - ainda teremos o problema dos refugiados e (da soberania sobre) Jerusalém -, mas se fizermos progresso sobre como os dois Estados serão, e os lados (envolvidos) virem que é assim que vai terminar, então ficará fácil para ambos fazer concessões difíceis que resolvam as outras duas questões.”
Obama pode ser conhecido por sua calma, mas aparentava irritação quanto à falta de progressos na questão israelo-palestina.
“A comunidade internacional está cansada de um processo (de negociação de paz) sem fim, que nunca produz resultados”, ele declarou.
É difícil acreditar que Obama não tenha se irritado quando o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, deu o aval para a construção de mais assentamentos em terras reivindicadas por palestinos, após os EUA pedirem pela suspensão de tais obras.
Reações
O presidenciável republicano Mitt Romney não gostou da fala de Obama.
“O presidente jogou Israel para debaixo do ônibus. Ele desrespeitou Israel e minou sua habilidade de negociar a paz. Também violou o primeiro mandamento da política externa americana, que é a de apoiar os amigos”, disse Romney.
Netanyahu também se queixou. Seu gabinete divulgou um comunicado furioso: “O premiê espera ouvir a reafirmação, por parte do presidente Obama, dos compromissos feitos pelos EUA com Israel em 2004, que foram fortemente apoiados pelas duas casas do Congresso (americano)”.
O comunicado agregou que “entre outras coisas, esses compromissos se referem a Israel não ter que se retrair às divisas de 1967, que são indefensáveis e que deixariam grandes populações israelenses na Judeia e na Samária além dessas divisas”.
Também houve reações positivas à fala de Obama.
Mas as declarações do presidente americano foram duras, difíceis de serem engolidas pelo atual governo israelense. Então, que ganhos elas trazem?
É difícil entender como elas podem aumentar as probabilidades de avanço nas negociações de paz. Talvez a fala de Obama coloque Netanyahu como parte do problema. Talvez as declarações ajudem a dissuadir os palestinos do plano de tentar obter na ONU o apoio para sua independência.
O discurso desta quinta coloca Obama ao lado dos árabes de modo mais eloquente do que quando o americano disse que apoiar a democracia é a principal prioridade dos EUA (curioso, a aliada Arábia Saudita parece não ter ficado sabendo).
Acima de tudo, talvez o discurso se encaixe em sua imagem, pós-morte de Bin Laden, de que o presidente é alguém que gosta de correr riscos.

BBC Brasil

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Alguns planetas giram no sentido contrário ao de suas estrelas



Um estudo publicado nesta quarta-feira (11) na revista científica britânica Nature aponta que alguns planetas fora do sistema solar giram no sentido contrário das suas estrelas, o que invalida teorias em vigor até então sobre o assunto.
No nosso sistema solar, no qual o Sol faz uma rotação completa em 26 dias a partir do seu equador, os planetas orbitam no mesmo sentido que o astro central.
Há um ano atrás, uma equipe de astrônomos do Observatório de Genebra já tinha lançado "uma bomba no campo dos exoplanetas", ao apresentar numa palestra em Glasgow, na Grã-Bretanha, seis planetas que orbitam em sentido contrário em relação à rotação de sua estrela.
"Pensávamos que o nosso sistema solar fosse parecido com os demais do universo, mas desde o início observamos coisas estranhas nos sistemas extra-solares", explica o astrofísico Frederic Rasio, da Universidade americana de Northwestern, coautor do estudo.
Os astrônomos chegaram a essas conclusões ao observar grandes planetas gasosos, que podem ser comparados a Júpiter no nosso sistema solar, que se encontravam muito perto do seu astro, o que levou eles a batizá-los de "Júpiteres quentes".
Segundo eles, cerca de um quarto destes planetas girariam no sentido contrário.
"Achamos isso mais estranho ainda por este planeta estar tão perto da estrela. Por que uma giraria num sentido e a outra orbitaria exatamente no sentido contrário?", se pergunta o professor Rasio
Com sua equipe, ele simulou no computador as órbitas de dois grandes planetas, um sendo localizado muito mais perto do que a outra de uma estrela parecida com o sol. Suas perturbações gravitacionais recíprocas os levam a mudar de órbita, o planeta que se encontra mais perto se aproxima progressivamente do astro central, como acontece com os "Júpiteres quentes" observados.
Sofrendo o efeito das marés devido à proximidade da sua estrela, o planeta perde energia, fica mais lento e acaba se aproximando ainda mais. Sua órbita, que continua perturbada pelo outro planeta, pode mudar de direção, ser contorcida ou até dar uma reviravolta completa: neste último caso, ela acaba girando no sentido contrário.
Astrofísicos já tinham imaginado tal cenário num sistema com duas estrelas, no qual uma delas teria deformado a órbita de um planeta que giraria em torno de outro, segundo Didier Queloz, do Observatório de Genebra, ao lembrar uma das explicações apresentadas pela sua equipe na palestra de Glasgow, no ano passado.
O estudo publicado no artigo da revista Nature mostra que "a reviravolta também acontece com um outro planeta interagindo com o primeiro", o que seria "fundamental", já que existem sistemas que não possuem mais de uma estrela.
referindo-se ao atual debate com outros astrônomos, que continuam procurando "a segunda estrela" para explicar estes casos, Didier Queloz se disse "muito contente" de ter descoberto este "novo cenário possível".
Ele ainda acredita que "a noção de que todos os outros sistemas seriam parecidos com o nosso cai totalmente por terra. Somos apenas parte de um tipo de sistema solar, no meio de uma enorme diversidade de órbitas e de possibilidades", diz o cientista suíço, que, em 1995, junto com o compatriota Michel Mayor, foi o primeiro a descobrir um exoplaneta girando em torno de um planeta parecido com o sol.

Último segundo

Os benefícios da música


google imagens


Segundo os especialistas, a música harmônica pode provocar, nos seres humanos, oito tipos de efeito:
1. anti-neurótico
2. anti-distônico
3. anti-stress
4. sonífero e tranqüilizante
5. regulador psicossomático
6. analgésico e/ou anestésico
7. equilibrador do sistema cardiocirculatório
8. equilibrador do metabolismo profundo.
Para os estudiosos, a influência da música atinge diversos órgãos e sistemas do corpo humano: o cérebro, com suas estruturas especializadas, como o hipotálamo, a hipófise, o cerebelo; o córtex cerebral, o tálamo, o plexo solar, os pulmões, todo o aparelho gastrintestinal, e sangue e o sistema circulatório (com ação vasoconstritora e vasodilatadora, agindo, portanto, na pressão sanguínea), a pele e as mucosas, os músculos e o sistema imunológico.
O medico polonês Andrzes Janicki, especializado em musicoterapia, após realizar muitas experiências nesse campo, concluiu também positivamente a respeito da influência da música no sistema nervoso central, no sistema endócrino, no sistema nervoso autônomo (simpático e parassimpático), nas funções de numerosos órgãos internos, na função psíquica e na memória. Tais influências se revelam diretamente nos seguintes aspectos:
· ritmo cardíaco
· pressão arterial
· secreção do suco gástrico
· tonicidade muscular
· equilíbrio térmico
· metabolismo geral
· volume do sangue
· redução do impacto dos estímulos sensoriais
· funcionamento das glândulas sudoríparas
redução da sugestionabilidade e do medo.

Fonixbrasil.com.br

terça-feira, 3 de maio de 2011

Plano Brasil sem Miséria atenderá 16,2 milhões de pessoas

 
Governo Federal anuncia linha de extrema pobreza, com base em dados do Censo do IBGE e estudos do Ipea. O programa, que envolve ações de transferência de renda, acesso a serviços públicos e inclusão produtiva, abrangerá 8,6% da população brasileira que ganha até R$ 70 por mês. 40% são crianças
Os brasileiros com renda mensal de até R$ 70, o que corresponde a 16.267.197 pessoas, formam o público prioritário do Programa Brasil sem Miséria, que será lançado em breve pela presidenta Dilma Rousseff. A linha da extrema pobreza, anunciada nesta terça-feira (3) pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, tem como base os dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O plano, que envolve ações de transferência de renda, acesso a serviços públicos e inclusão produtiva, abrangerá 8,6% da população brasileira. Essas pessoas vivem em 7% dos domicílios do País. O limite anunciado levou em conta o índice usado pelas Nações Unidas para o cumprimento das Metas do Milênio, que é de US$ 1,25 ao dia, a renda necessária para o consumo de alimentos e a faixa de extrema pobreza utilizada para o Bolsa Família, programa de transferência de renda do MDS.
“Esse público será o prioritário, dado seu nível de vulnerabilidade, de grande fragilidade, que justifica esse olhar especial”, explicou a ministra, que reafirmou o compromisso com a erradicação de extrema pobreza até 2014. “O plano é ousado e não envolve uma única ação, mas iniciativas de diversos setores.” Segundo ela, essa linha deverá ser reajustada ao longo do período, mas o índice será divulgado junto com o plano.

Portal da Ilha

Um pouco da História da Monarquia Inglesa

 
 
Na última sexta-feira, 29 de abril, o príncipe Willian, filho do príncipe Charles e da princesa Diana, casou-se com a plebeia Kate Middleton. Esta união, que está sendo chamada de “O casamento do século XXI”, é importante historicamente não apenas pela repercussão na mídia. A linha de sucessão prevê que após a morte da atual chefe do trono, a rainha Elizabeth II, e do filho dela, o príncipe Charles, Willian assuma o trono inglês.
A história da monarquia inglesa tem mais de mil anos. Ela teria começado com Henrique I da Inglaterra. Ele teria nascido em 1068 e falecido em 1135. Era muito interessado em literatura e na cultura bretã.
Sobre a moderna monarquia inglesa podemos observar que o bisavô de Willian e pai da rainha Elizabeth II, o rei George VI, foi o terceiro membro da Casa de Windsor a assumir o trono do Reino Unido, em 1936. Ele reinou até1952, ano de sua morte. George VI subiu ao trono após seu irmão Edward VIII, que se apaixonou por uma cidadã norte-americana divorciada, abdicar do trono bretão. George VI casou-se com Lady Elizabeth Bowes-Lyon em 1923 e teve duas filhas: a atual rainha Elizabeth II e a Princesa Margaret.
A jovem Elizabeth foi educada em casa sob a supervisão de sua mãe e da governanta Marion Crawford. No final da Segunda Guerra Mundial, ela convenceu seu pai de que deveria contribuir nos esforços de guerra e se uniu ao Serviço Territorial Auxiliar, sendo treinada como motorista.
Elizabeth II casou-se com o príncipe Phillip Mountbatten, duque de Edimburgo, seu primo de terceiro grau. Ambos compartilham a rainha Victoria como trisavó e são descendentes diretos de Cristiano 9º, da Dinamarca. Em 1948, o casal teve Charles, o primogênito de quatro filhos.
Após a coroação, Elizabeth II mudou-se para o Palácio de Buckingham, em Londres. Presença assídua nos encontros da Comunidade Britânica das Nações (Commonwealth), a rainha é conservadora em questões religiosas, no padrão moral e em questões familiares. Não é a toa que ela hostilizou por muito tempo a princesa Diana e fez vistas grossas ao casamento do príncipe herdeiro Charles com Camila Parker Bowles, em 2005.
O cargo de rainha ou rei da Inglaterra é mais figurativo do que um cargo de importância política de fato. O rei ou rainha é o último a dar a palavra em crises políticas e econômicas e também é ele quem decide a entrada ou não do país na guerra.
Em 1688, com a Revolução Gloriosa, o poder foi entregue ao parlamento. A rainha Vitória é um exemplo clássico dessa limitação do poder real. Ela reinou por 64 anos e durante seu reinado ditou as normas morais de seu tempo. Entretanto, quando tentou demitir seu ministro de relações estrangeiras, teve seu pedido negado pelo parlamento. Elizabeth II, ainda hoje, faz os discursos que abrem os trabalhos do parlamento, no início do ano, lendo um discurso de seu trono na Câmara dos Lordes.
Willian e Kate tiveram o consentimento da rainha para a união realizada no dia 29 de Abril de 2011. Agora é torcer para que o novo casal ouça o povo e os desígnios dos novos tempos e possa aproximar a realeza inglesa dos dias atuais.

Internet

Quem foi João Paulo II agora Beatificado


No dia 01 de Maio de 2011 o Papa João Paulo II foi Beatificado pelo seu sucessor. Veja quem esse Papa considerado por muito como pop.
Sumo Pontíficie O primeiro papa não Italiano desde 1523 A sua enorme energia, número de viagens sem precedentes e forte conservadorismo religioso ajudaram a espalhar a influência do posto Papal tanto no mundo Católico como no mundo não Católico. Karol Wojtyla, nasceu no dia 18 de Maio de 1920 em Wadowice, Polónia. Estudou poesia e drama na Universidade Jagieloniana. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939- 1945), completou o curso universitário no Instituto Angelicum de Roma e doutorou- se em teologia na Universidade Católica de Lublin. Até ser nomeado bispo auxiliar de Cracóvia em 1958, foi capelão universitário e professor de ética em cracóvia e Lublin. A forma filosófica, que integrava os métodos e perspectivas de fenomenologia na filosofia Tomistica, de gerir as questões que se lhe apresentavam no dia a dia, estão relacionadas com a sua "devoção" ao pensador Alemão Mas Scheler. Em 1964, Wojtyla assume as funções de arcebispo de Cracóvia, e em 1967, chega a cardeal. Um activo participante no Conselho Vaticano Segundo, representou igualmente a Polónia em cinco sinodos internacionais de bispos entre 1967 e 1977. Foi eleito Papa a 16 de Outubro de 1978, sucedendo a João Paulo I. Wojtyla adoptou então o nome João Paulo II. A 13 de Maio de 1981, foi atingido a tiro e gravemente ferido durante uma tentativa de assassinato quando entrava na Praça de São Pedro, no Vaticano. João Paulo II publicou livros de poesia e, sob o pseudónimo Andrzej Jawien, escreveu uma peça de teatro, "A Loja do Ourives" (1960). Os seus escritos éticos e teológicos incluem "Amor Frutuoso e Responsável" e "Sinal de Contradição", ambos publicados em 1979. A sua primeira Encíclica, "Redemptor Hominis" (Redentor dos Homens, 1979), explica a ligação entre a redenção por Cristo e a dignidade humana. Enciclicas posteriores defendem o poder da misericórdia na vida dos homens (1980), a importância do trabalho como "forma de santificação" (1981), a posição da igreja na Europa de Leste (1985),os males do Marxismo, materialismo e ateísmo (1986) o papel da Virgem Maria como fonte da unidade Cristã (1987), os efeitos destructivos da rivalidade das superpotências (1988), a necessidade de reconciliar o capitalismo com a justiça social (1991) e uma argumentação contra o relativismo moral (1993). A 11ª encíclica de João Paulo II, "Evalegium Vitae" (1995), reitera a sua posição contra o aborto, controlo de natalidade, fertilização in vitro, engenharia genética e eutanásia. Defende também que a pena capital nunca é justificável. A sua 12ª encíclica, "Ut Unum Sint" (1995) refere temas que continuam a dividir as igrejas Cristãs, como os sacramentos da Eucaristia, o papel da Virgem Maria e a relação entre as Escrituras e a tradição. Nos anos 80 e 90, João Paulo II efectuou várias viagens, incluindo visitas a África, Ásia e América; em Setembro de 1993 deslocou- se às repúblicas do Báltico na primeira visita papal a países da ex- União Soviética. João Paulo II influenciou a restauração da democracia e liberdades religiosas na Europa de Leste, especialmente na sua Polónia natal. Reagindo ferozmente à dissidência no interior da Igreja, reafirmou os ensinamentos Católicos Romanos contra a homossexualidade, aborto e métodos "artificiais" de reprodução humana e controlo de natalidade, assim como a defesa do celibato dos padres. No ano 2000, o Ano Sagrado em que a Igreja reflectiu os seus 2000 anos de História, João Paulo II pediu perdão pelos pecados cometidos pelos Católico Romanos. Apesar de não ter mencionado erros específicos, diversos cardeais reconheceram que o papa se referia ás injustiças e intolerância do passado relativamente aos não-Católicos. Nestes males reconhece- se o período das Cruzadas, da Inquisição e a apatia da igreja. O pedido de desculpas precedeu uma deslocação de João Paulo II à Terra Santa. João Paulo II resistiu à secularização da igreja. Ao redifinir as responsabilidades da laicização, dos padres e das ordens religiosas, rejeitou a ordenação das mulheres e opôs- se à participação política e à manutenção de cargos políticos pelos padres. Os seus movimentos ecuménicos iniciais foram dirigidos para a Igreja Ortodoxa e para o Anglicanismo, e não para o Protestantismo Europeu. Atacado pelo Mal de Parkinson, morreu aos 84 anos, no Vaticano, após dois dias de agonia, às 21h37 de Roma, 16h37 de Brasília, do dia 2 de abril, em seus aposentos no Palácio Apostólico. Foi sem dúvida um dos maiores nomes da Igreja Católica de todos os tempos e uma dos mais influentes autoridades mundiais do século XX e princípios do XXI.

Quem foi Osama Bin Laden


Neste dia 02 de Maio de 2011, equipe especial do exército americano matou Osama Bin Laden que se encontrava refugiado no Paquistão. Colocando assim o fim de uma caçada de mais de duas décadas w intensificada depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001. Portanto posto aqui uma descrição de quem foi Bin Laden.
"No ano de 1957, aconteceu o nascimento de mais um dos filhos do milionário da construção civil saudita Mohammed Bin Laden. Usamah Bin Muhammad Bin Àwad Bin Landi era o décimo sétimo filho de uma prole extensa que vivia entre as mais abastadas famílias da Arábia Saudita. Usamah poderia ter sido mais um dos desconhecidos magnatas orientais que passavam a vida ostentando sua própria riqueza. No entanto, outros caminhos foram trilhados por aquele jovem que passou a ser conhecido como Osama Bin Laden.

Durante a infância, o pequeno Osama viveu cercado pela criadagem e dificilmente esteve na companhia de sua mãe. Os irmãos costumavam rejeitá-lo e o pai impunha uma educação severa voltada para a formação de uma prole de homens determinados. Aos dez anos de idade, Bin Laden perdeu o pai e foi obrigado a viver com uma mãe que pouco conhecia. No início dos anos de 1970, foi mandado para o Líbano para completar o ensino médio.

Fora das restrições dos parentes, Osama viveu uma fase cercada de libertinagens regadas a uísque, carros luxuosos, boates e prostitutas. Com o estouro da guerra civil no Líbano, foi obrigado a retornar para a Arábia Saudita onde ingressou no curso de Engenharia da Universidade de King Abdul. De acordo com alguns de seus biógrafos, Bin Laden arrependeu-se profundamente das aventuras no Líbano e, por isso, passou a estudar fervorosamente os valores da religião muçulmana.

Nos cursos religiosos que frequentou teve a oportunidade de conhecer Abdullah Azzam, um dos mentores da organização terrorista Al Quaeda. Nessa época, Azzam sugeriu que seu jovem aluno conhecesse os líderes muçulmanos que resistiam contra a invasão soviética ao Afeganistão. Ao ver o fervor religioso daqueles que se empenhavam contra a ação comunista, Osama Bin Laden convenceu-se de que deveria participar ativamente da guerrilha religiosa muçulmana.

Guarnecido pela imensa fortuna deixada pelo pai, Bin Laden começou a dedicar altas quantias ao financiamento dos guerrilheiros afegãos. Entre outros feitos, Bin Laden construiu alguns campos de treinamento militar destinados à preparação de novos guerrilheiros muçulmanos. Esses campos ganharam o nome de Al Qaeda, que em árabe significa “a base”. Em 1989, com o fim dos conflitos afegãos, Osama Bin Laden retornou para a Arábia Saudita, mas não interrompeu suas atividades.

Dois anos mais tarde, com a invasão de Sadam Hussein ao Kuwait, Bin Laden tentou se aproximar do rei saudita para que fosse responsável pela proteção militar do país. Seu gesto voluntarioso, manifestado em uma carta, foi discretamente rejeitado pelas autoridades de seu país que preferiram se aliar aos Estados Unidos. Inconformado, Osama resolveu aproximar-se dos diversos líderes fundamentalistas espalhados pela Arábia Saudita.

O apoio dado pelas lideranças religiosas radicais foi suficiente para que uma multidão de mais de quatro mil muçulmanos participassem da “guerra santa” de Bin Laden. Seu grupo terrorista se disseminou em países vizinhos e a base de ação militar-religiosa foi consolidada no Sudão. Após o fim da Guerra do Golfo, a primeira rixa com os Estados Unidos ganhou forma, já que a superpotência – apoiada pelo governo nacional – fixou bases militares na Arábia Saudita.

No dia 29 de dezembro de 1992, o Gold Minor Hotel sofreu um atentado a bomba por supostamente abrigar um grupo militar norte-americano. A ação foi bem sucedida, mas não foi suficiente para encerrar a fúria contra o imperialismo do Tio Sam. Um ano mais tarde, Ramzi Yousef – terrorista ligado à Osama Bin Laden – explodiu uma bomba no World Trade Center, fazendo seis vítimas fatais. Pressionado politicamente, o governo saudita cancelou a cidadania de Bin Laden.

Inconformado com aquele gesto de subserviência política, Osama respondeu com um carro-bomba que foi pelos ares na cidade de Riad, capital da Arábia Saudita. Logo em seguida, o Sudão se viu obrigado a enxotar o terrorista de suas fronteiras. Mais uma vez enfurecido pelo poder de intervenção norte-americano, Bin Laden mudou-se para o Afeganistão e divulgou uma declaração de guerra contra os Estados Unidos da América.

A ida para o território afegão caiu como uma luva para os interesses de Bin Laden. O país era politicamente controlado pelos talibãs, grupo radical islâmico que via com bons olhos a ação terrorista de Osama. A recepção amistosa do governo afegão foi retribuída com um vultoso suporte financeiro e a criação de forças paramilitares fiéis ao regime. A essa altura, os serviços de inteligência dos Estados Unidos e de outras nações árabes começaram a caçada contra Osama Bin Laden.

Enquanto isso, o bem articulado terrorista planejou dois atentados terroristas contra o seu inimigo número um. Em 1998, as embaixadas norte-americanas do Quênia e da Tanzânia sofreram com os atentados a bomba de Bin Laden. Em reposta, as poderosas forças militares estadunidenses bombardearam um dos campos de treinamento de Osama. Entretanto, a tentativa de retaliação não teve efeito, pois o centro terrorista estava praticamente desativado.

Depois disso, Osama Bin Laden resolveu dar prosseguimento a um ambicioso plano que buscava atacar importantes alvos no interior dos territórios norte-americanos. Gastando quase meio milhão de dólares para o recrutamento de um grupo de quinze terroristas, a Al Qaeda comandou o maior ataque terrorista já observado no mundo. No dia 11 de setembro de 2001, dois aviões civis foram sequestrados e lançados contra as torres gêmeas do World Trade Center, um dos símbolos da supremacia econômica dos EUA.

O maior atentado de todos os tempos foi noticiado em tempo real por diversas redes de comunicação do mundo e Osama Bin Laden passou a ser o homem mais procurado do planeta. A partir de então, as grandes potências capitalistas passaram a encabeçar uma guerra contra um inimigo que não tem forma, nem lugar: o terrorismo.
No dia 1 de maio de 2011, um comando especializado da Marinha dos Estados Unidos capturou Osama Bin Laden na cidade de Abbottabad, próximo a Islamabad, capital do Paquistão. Barack Obama, atual presidente dos EUA, anunciou que Bin Laden foi morto com um tiro na cabeça. Porém, não foram divulgadas imagens detalhadas da operação e nem do corpo de Bin Laden. "

Brasil Escola