quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Nova sociedade


O mundo de hoje, especialmente nos paises capitalistas, apresenta acentuados desníveis econômicos, sociais e políticos. Pequenos grupos conseguiram influir de tal modo sobre a organização da sociedade que impuseram o estabelecimento de regras de convivência inteiramente favoráveis aos economicamente fortes e aos que se põem a seu serviço.
Grandes massas, economicamente fracas e dependentes, são mantidas em posição social de inferioridade e não têm a possibilidade de participação política real. Milhões de pessoas vivem em situação de absoluta marginalização política, econômica e social, só recebendo o mínimo necessário para continuar fornecendo aos dominadores sua força de trabalho e mal conseguindo sobreviver quando esta se debilita ou já não interessa aos exploradores.
O ser humano está sendo tratado como ferramenta, mercadoria ou mero consumidor de bens materiais, inteiramente subordinado a objetivos econômicos. Os grandes capitalistas, operando em escala nacional ou multinacional, utilizando os meios de divulgação e as instituições de ensino controlando o exercício do poder político e a aplicação dos recursos sociais, fazem do desenvolvimento econômico a preocupação suprema dos governos e o objetivo da vida humana.
A intensificação da busca de desenvolvimento econômico acentuou exageradamente a degradação dos valores humanos. O aumento da produção de riqueza acarretou o aumento da marginalização. social., das angústias, da insegurança, da infelicidade. O ganho econômico se fez à custa de grandes perdas humanas e sociais. O mundo foi dominado pelo "materialismo prático" de que falou o Papa João Pailo II, em sua encíclica sobre os trabalhadores. E os valores morais e espirituais da humanidade forma sufocados pela obsessão  do dinheiro e do lucro.
Esse quadro de injustiças e degradação acordou muitas consciências e já se pode perceber, no mundo inteiro, a reação do ser humano, buscando a recuperação de seus valores fundamentais.
O homem consciente luta pela participação política e trabalha para despertar novas consci~encias, pois o aumento do número de participantes será a grande força, capaz de eliminar as injustiças e restaurar a dignidade humana.
O novo século promete ao mundo uma nova sociedade. A participação política de muitos favorecerá a plena realização de cada participante como ser humano e apressará a construção da nova sociedade, na qual as decisões políticas serão de todos.

Dalmo Dallari escreveu isso em O que é Participação Política em 1983. E na vedade estamos vendo essa caminhada acontecer em vários cantos do planeta, mesmo que principiante, mas uma forte consistência.

Masturbação: Preconceitos X Saúde Sexual


Define-se masturbação como a autogratificação sexual e esta não está associada exclusivamente ao estímulo dos genitais como a maioria das pessoas acredita. Em uma criança de um ano, por exemplo, a autogratificação está na satisfação oral. Ou seja, a automanipulação é feita colocando-se objetos ou partes do corpo na boca (masturbação rudimentar).
A masturbação é um comportamento absolutamente normal e em qualquer idade pode estar presente. As fantasias vinculadas a ela e o ato em si são fontes de culpa universais. É muito importante que os pais possam permitir esse comportamento em seus filhos, oferecendo a privacidade necessária a eles, evitando que suas próprias vergonhas e repressões afetem o início da vida sexual de suas crianças.
Já na primeira infância, de 1 a 3 anos de idade, pode-se observar ereções penianas ao toque ou durante o sono do bebê. Por volta dos 3 ou 4 anos de idade, a criança passa a manipular de forma direta os genitais. Acontece de forma disfarçada nos brinquedos com os adultos, como aviãozinho ou cavalinho. Mais tarde, na puberdade e adolescência, técnicas de roçar o pênis e o clitóris vão sendo aprendidas e especializadas de acordo com as preferências. É necessário enfatizar que a masturbação é um prelúdio essencial para a realização sexual de um adulto. Estes aprendem a obter orgasmo um na companhia do outro com o coito propriamente dito, mas geralmente mantêm a atividade masturbatória como um acessório à vida sexual, um regulador do próprio desejo sexual. Nos idosos a masturbação é comum e saudável.
A masturbação geralmente é acompanhada de fantasias que podem variar largamente em assunto, intensidade e nos participantes. Em sua origem, as fantasias são uma simulação do que a criança acredita que ocorre entre os pais a portas fechadas. A agressividade pode estar envolvida nessas fantasias, como por exemplo, situações de espancamento. A submissão à agressão sofrida na fantasia pode ser vista e sentida como passividade feminina à figura do pai. A satisfação sexual é a de união e aceitação com estes pais.
Mas como acontece com as outras funções fisiológicas como o hábito de se alimentar, o de urinar e de evacuar, a aprendizagem sexual também é sujeita às normas sociais, sendo a masturbação até mesmo inibida, de acordo com a cultura em que a pessoa foi criada. As fantasias e atitudes sexuais das mulheres, principalmente, são muito freqüentemente inibidas como proteção à iniciação sexual precoce e à gravidez indesejada.
Recomendações
Evite chamar a atenção de forma agressiva ou punir a criança em atividade masturbatória. Recomende a ela que o faça em privado, já que é parte de sua individualidade. As perguntas dela devem ser respondidas de forma simples e somente ligadas à sua dúvida. Não queira dar grandes explicações, tampouco minta sobre sexo.
Respeite a crença religiosa das pessoas, mas saiba que a masturbação já foi considerada pecado religioso no que tange a desperdício de sêmen (esperma). Na religião, o ato sexual deveria sempre visar a reprodução, a geração de mais filhos.
Evite propagação de mitos como os que dizem que quem se masturba fica louco, epiléptico, esquizofrênico e com um anormal crescimento de pêlos nas mãos. Também o sexo não gasta! Muitas pessoas acreditam que o número de orgasmos, a longo prazo, é diminuído se a pessoa o desperdiça em automanipulação. Não é verdade, absolutamente. Claro que em um mesmo momento, os orgasmos repetidos levarão à saciedade do desejo sexual momentaneamente. Mas passado algum tempo (o que varia de pessoa para pessoa ou de acordo com a idade) o desejo sexual retorna e incita uma nova procura por sexo.

Fonte: ABC da Saúde.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

7 DE SETEMBRO - INDEPENDÊNCIA OU VIDA


A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.

Dia do Fico

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."

O processo de independência

Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.

O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.

Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.

Pós Independência

Os primeiros países que reconheceram a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra.

Embora tenha sido de grande valor, este fato histórico não provocou rupturas sociais no Brasil. O povo mais pobre se quer acompanhou ou entendeu o significado da independência. A estrutura agrária continuou a mesma, a escravidão se manteve e a distribuição de renda continuou desigual. A elite agrária, que deu suporte D. Pedro I, foi a camada que mais se beneficiou.

"189 Anos de Independência política. Agora resta a independência da fome e da miséria, da violência, da corrupção. Agora é hora da Independência ou vida. Da educação e saúde para todos."



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

10 Anos do 11 de Setembro.

Google imagens


Confusão, ansiedade e uma certa fadiga são os resultados principais de dez anos de políticas que cultivaram o medo, uma das consequências mais visíveis dos atentados de 11 de Setembro na sociedade americana.
Visto como maior preocupação de quase metade dos americanos após os atentados, em 2001, o risco de um ataque terrorista não é prioridade hoje nem para 1% deles, indicam pesquisas.
Mas, embora o movimento seja natural, dado o distanciamento histórico e a ascensão de problemas mais urgentes como a crise econômica, ele abriu cicatrizes resistentes: 36% temem ser vítimas de um futuro ataque.
Para especialistas, esse clima de medo constante, mesmo subjacente, pode ser lido como trunfo do terrorismo.
"Os americanos se tornaram mais passivos por conta de promessas irrealistas do governo", disse à Folha Brian Michael Jensen, historiador e veterano do Vietnã, que serviu no governo Bill Clinton (1993-2001) e que hoje atua na consultoria de segurança Rand. "Tentamos abolir o risco de nossa sociedade por completo", diz o especialista, que costuma ser consultado pelo Congresso americano. "Isso é impossível."

Folha Online

Situação mundial aponta para uma crise sem prescedente.

Google Imagens


O principal índice das ações europeias caiu ao menor nível em mais de duas semanas nesta segunda-feira, em meio a persistentes preocupações com o crescimento e com a crise de dívida na zona do euro.
Alguns bancos também foram golpeados após os Estados Unidos abrirem um processo sobre hipotecas contra algumas instituições.
O índice FTSEurofirst 300 fechou em baixa de 3,8 por cento, para 912 pontos, segundo dados preliminares. Trata-se do menor nível de encerramento desde 19 de agosto.
O índice de bancos STOXX Europe 600 recuou 5,5 por cento, para a mínima em 29 meses. Os papéis do alemão Deutsche Bank desabaram 8,3 por cento, ampliando o declínio de sexta-feira.
"Não sabemos o tamanho das acusações. Na falta de certeza, as pessoas vendem primeiro e depois fazem as perguntas", disse o presidente do departamento de ações internacionais da Legal & General, Ian King, que gerencia 573,2 bilhões de dólares em ativos.
Embora os preços dos papéis pareçam baratos, uma combinação de fatores, incluindo a crise de dívida na zona do euro, leva investidores a evitarem risco, afirmou King.
Em LONDRES, o índice Financial Times fechou em baixa de 3,58 por cento, a 5.102 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 5,28 por cento, para 5.246 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 4,73 por cento, a 2.999 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 4,83 por cento, para 14.333 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 retrocedeu 4,69 por cento, a 8.066 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 encerrou em queda de 2,82 por cento, para 6.158 pontos.

Reuters

Esta entre outras notícias mostram que estamos prestes a entrar numa crise mundial sem tamanho. Os indícios são a situação pelo que passa a Europa e principalmente os Estados Unidos. E pelo que projeta não haverá muita medidas de saída. É como se fosse uma situação cíclica. Entendo que com essa situação colocará muitos países emergentes na vez, pois a crise se trata no momento dos países ricos. espero que encontrem uma saída, pois uma crise não é fácil para ninguém. Por outro lado os Países Árabes estão em processo revolucionário. Situação nunca visto antes e isto talvez dê uma luz no fim do túnel para uma situação de resolutividade do mundo globalizado.

As viagens à Lua


A estreia do filme Apollo 18, um falso documentário sobre uma suposta missão secreta da Nasa que teria levado dois astronautas à Lua, reavivou o interesse sobre o Programa Apollo, uma série de 17 missões espaciais realizadas pelos Estados Unidos que tinham o objetivo de levar o homem pela primeira vez ao satélite natural da Terra.

Em maio de 1961, o presidente americano John F. Kennedy propôs ao Congresso americano levar o homem à Lua e trazê-lo de volta em segurança à Terra até o final da década. O feito foi realizado oito anos mais tarde, em 20 de julho de 1969, com a nave Apollo 11, quando os astronautas americanos Neil Armstrong e Buzz Aldrin pisaram na lua e chegaram são e salvos à Terra quatro dias depois.

Houve ainda mais seis missões que pousaram na Lua até o final de 1972 quando os vôos subsequentes, os Apollo 18,19 e 20, foram cancelados e o programa terminou.
Os custos do projeto como um todo foram astronômicos: em 1973 foram calculados em 25,4 bilhões de dólares, que, atualizados para os dias de hoje, seriam equivalentes a 170 bilhões de dólares (cerca de 280 bilhões de reais).
Veja abaixo as principais missões Apollo:

Apollo 1, em 27/01/1967
A cabine de comando se incendiou durante um treinamento, matando os três ocupantes da cabine, os astronautas Virgil 'Gus' Grissom, Ed White e Roger Chaffee, na que seria a primeira missão tripulada do Programa Apollo.
Apollo 7, em 11/10/1968
Primeira missão tripulada da Apollo após o acidente com a Apollo 1. Os astronautas Walter M. Schirra, Donn F. Eisele e R. Walter Cunningham passaram 11 dias em órbita da Terra para testar a nova cabine, redesenhada após o acidente.

Apollo 8, em 21/12/1968
Primeira vez na história que humanos saíram da órbita da Terra. O destino era circular e fotografar a Lua. Os três astronautas Frank Borman, James Lovell, e William Anders foram os primeiros seres humanos a ver a Terra à distância. É deles a histórica foto abaixo:

Foto: Nasa
Nascer da Terra: tripulação da Apollo 8 viu o planeta de longe
Apollo 9, em 03/03/1969
Primeira missão tripulada a voar com a cabine de comando e o módulo lunar juntos. Os astronautas Jim McDivitt, David Scott, Rusty Schweickart, ficaram em órbita da Terra testando sistemas fundamentais para o pouso na Lua.


Ultimo Segundo.