sábado, 10 de dezembro de 2011

África do Sul luta para salvar negociações da ONU sobre clima


A África do Sul lutava no sábado para encontrar um meio de fechar um acordo que possa evitar o fracasso das conversações da ONU sobre o clima.
As negociações ministeriais na cidade portuária de Durban, na África do Sul, foram adiadas até sábado à tarde, mas com muitos delegados indo para casa, existia uma grande possibilidade de que as decisões importantes fossem adiadas até o ano que vem.
Isso seria um grande revés para a anfitriã, África do Sul e aumentava a possibilidade de que o Protocolo de Kyoto, o único pacto global que regula os cortes de carbono, possa ser extinto no fim do ano que vem, sem que haja outro tratado para sucedê-lo.
A ministra do exterior da África do Sul, Maite Nkoana-Mashabane, elaborou novas propostas, na sexta-feira, depois que um esboço inicial foi rejeitado pelos países pobres, que correm maiores riscos devido aos efeitos devastadores do aquecimento global.
Entretanto, essas mudanças não conseguiram chegar a um consenso. Os países em desenvolvimento e a UE disseram que o documento não fazia nenhuma referência de como a luta contra a mudança climática seria paga e não estabelecia uma data limite para quando o corte das emissões será decidido.
O texto também adiou as decisões em relação aos cortes da aviação internacional e marítimas, para o ano que vem.
"A coalizão política está aí para conseguir um resultado ambicioso, mas estamos quase literalmente trabalhando contra o relógio," disse Chri Huhne, secretário para questões do clima, da Grã Bretanha.
A UE tentou conseguir apoio para o seu plano, para marcar uma data em 2015, no mais tardar, para um novo acordo climático, para impor cortes compulsórios aos maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo. Qualquer acordo poderá então entrar em vigor até cinco anos mais tarde.
Mas Washington diz que só vai se comprometer com cortes compulsórios, se todos os maiores poluidores assumirem compromissos semelhantes. China e Índia disseram que seria injusto exigir que eles façam os mesmos cortes que os dos países desenvolvidos, que causaram a maior parte da poluição responsável pelo aquecimento global.

Agnieszka Flak e Nina Chestney

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