segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Irã critica embargo da União Europeia a petróleo e adverte EUA

O Irã acusou os europeus nesta segunda-feira de travarem uma "guerra psicológica" depois que a União Europeia proibiu as importações do petróleo iraniano, juntando-se aos Estados Unidos nas novas sanções que tentam evitar que Teerã obtenha armas nucleares.
A República Islâmica, que nega que esteja tentando fabricar uma bomba atômica, menosprezou os esforços de estrangular suas exportações de petróleo, já que a Ásia faz fila para comprar o que a Europa despreza.
Alguns iranianos também renovaram as ameaças de impedir que o petróleo árabe deixe o Golfo e advertiram que podem atacar alvos norte-americanos no mundo se Washington usar força para romper qualquer bloqueio iraniano de uma rota de navegação estrategicamente vital.
No entanto, em três décadas de confronto entre Teerã e o Ocidente, a retórica belicosa e o arsenal duvidoso de sanções tornaram-se tão familiares que o preço do petróleo bruto Brent, de referência, subiu menos de 0,5 por cento, e parte disso devia-se a fatores de câmbio não relacionados.
"Se houver qualquer interrupção em relação à venda do petróleo iraniano, o Estreito de Ormuz será fechado definitivamente", disse à agência de notícias Fars Mohammad Kossari, vice-chefe do comitê de segurança nacional e de assuntos estrangeiros do Parlamento, um dia depois de navios de guerra norte-americano, francês e britânico terem navegado de volta para o Golfo.
"Se a América buscar aventuras depois do fechamento do Estreito de Ormuz, o Irã tornará o mundo inseguro para os americanos no menor tempo possível", acrescentou Kossari, referindo-se a uma promessa anterior dos EUA de usar sua frota para manter a passagem aberta.
Os Estados Unidos, que impuseram suas próprias sanções contra o banco central e o comércio de petróleo do Irã em 31 de dezembro, elogiaram a medida da UE, assim como Israel. O país advertiu que poderia atacar o Irã se as sanções não desviarem Teerã de uma rota que alguns analistas argumentam que pode dar ao Irã uma bomba nuclear já no próximo ano.


Reuters

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